segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Guerra Económica e Geopolítica: USA versus China e Rússia

O desenvolvimento do conflito ‘lido’ pela Limes – Rivista Italiana di Geopolitica

IL TRIANGOLO USA-CINA-CANADA 

LIMES [di Lorenzo Di Muro, da “Il mondo oggi” di giovedì]

Oggetto dell’offensiva a tutto campo degli Usa, la Cina continua a mandare segnali solo apparentemente contrastanti.

Da un lato si mostra conciliante sul fronte commerciale-economico (dal 1° gennaio sospenderà per tre mesi i dazi aggiuntivi sull’industria dell’auto Usa), dall’altra ribatte colpo su colpo alle mosse di Washington e alleati, a partire dalla vicenda giudiziaria esplosa con l’arresto della vicepresidente di Huawei in Canada.

Il cerchiobottismo di Pechino è funzione della fase tanto incerta quanto decisiva che attraversa il Celeste Impero, alle prese con un’economia in rallentamento e disequilibri strutturali socio-economici, gli ostacoli alla realizzazione delle nuove vie della seta, le ricadute sul soft power derivanti dalla questione Xinjiang. Eppure il Partito comunista e il suo uomo forte, il presidente Xi Jinping, non possono permettersi di mostrare arrendevolezza di fronte alle manovre della superpotenza a stelle e strisce, né di compromettere la crescita economica. La legittimità politica nella Repubblica Popolare continua infatti a basarsi su due assi principali: nazionalismo e sviluppo economico.

Ecco perché le autorità cinesi hanno fermato un altro cittadino canadese – dopo aver arrestato un ex diplomatico – indagato per motivi di “sicurezza nazionale”. Dapprima l’annuncio ottimista del presidente Trump sui negoziati economici e la notizia della probabile riduzione/eliminazione dei dazi alle importazione dagli Usa da parte di Pechino, strumenti potenzialmente utili a contrarre il deficit commerciale di Washington. Poi sui media è trapelato che la Repubblica Popolare starebbe apportando correttivi economici strutturali quali la revisione del piano Made in China 2025, una riforma delle aziende di Stato in senso concorrenziale.

Mosse cosmetiche che non alterano la natura della competizione fra l’attore egemone e il suo principale sfidante. E che mettono in una posizione scomoda attori più o meno vincolati agli Usa. Da qui la richiesta di Ottawa, già ammonita dalle testate cinesi, al magnate newyorkese di non politicizzare la questione giudiziaria – che di giudiziario ha ben poco.


LE ALEUTINE CONTRO RUSSIA E CINA

La sfida sui mari fra gli Stati Uniti e i loro rivali Russia e Cina arriva anche alle isole Aleutine. Washington sta consolidando la propria impronta militare sul suo arcipelago più a ovest – anche rispetto alle Hawaii – che sorge in posizione strategica a cingere l’accesso allo stretto di Bering e dunque all’Artico. Qui stanno aumentando le esercitazioni, la Marina pianifica di collocare gli aerei da ricognizione P-8 Poseidon sull’isola di Adak ed è stato di recente potenziato il radar North Warning System, pensato per difendere il Nordamerica dai missili balistici sovietici ma utile anche per monitorare il traffico aero-navale.

Proprio in questo aspetto risiede il valore strategico della riscoperta dell’utilità delle Aleutine. Gli Usa sono talmente poco presenti e avvezzi all’Artico che hanno bisogno anche solo di aumentare le informazioni su che cosa fanno i russi e i cinesi in seconda battuta. Qualunque attività nei mari e nelle regioni polari può avere un significato tanto civile quanto militare, dalla costruzione di porti allo sviluppo di rompighiaccio, fino alle attività di ricerca e soccorso. La posizione dell’arcipelago, margine settentrionale del Pacifico, serve anche come snodo logistico per operazioni e monitoraggio verso sud.

Washington ha un grande vantaggio geografico: dell’Artico controlla più o meno direttamente ogni porta d’accesso (e soprattutto di uscita). Da Bering al canadese passaggio a nord-ovest fino all’europeo Giuk gap, interamente in area Nato. E si sta attrezzando di conseguenza in Alaska, Norvegia, Islanda. Per assicurarsi che nessuna minaccia fuoriesca dal regno dei ghiacci.

Como a China põe o mundo de pernas para o ar para poder ocupar o lugar  no centro, o lugar de 'império do meio'...

Cina contro Usa, chi dominerà il mondo?

La Cina diventerà una superpotenza? È già in grado di sfidare gli Stati Uniti? Conclusa la fase della convivenza. è iniziato lo scontro che mette a rischio la leadership americana. Ma la priorità di Xi Jinping è l’unità della Cina.





One Belt, One Road, um mapa propositadamente deixado incompleto por Pequim...

Uma antecipação do possível:

Projecção: Mapa do Mar do Sul da China e Estreito de Singapura, em 2023...

Coletes Amarelos Contra Macron: A Leitura Geopolítica da Limes


Macron na sua rendição aos 'gilets jaunes'


Macron Entalado entre a ‘Rua’ e a Alemanha

“A rua francesa é há séculos um factor inevitável para avaliar a dimensão daqueles que exercem o poder em Paris e a sua margem de manobra no exterior. Os efeitos dos protestos destas semanas podem, portanto, ser avaliados com lentes geopolíticas.

As razões que desencadearam as manifestações são as mais discrepantes. Uma delas diz respeito ao equilíbrio de poder na Europa. Para tentar revigorar o eixo franco-alemão, portanto, o uso da Alemanha como multiplicador de poder, o presidente Emmanuel Macron propôs a Angela Merkel uma série de reformas para a UE. Para convencer Berlim de que era um interlocutor confiável, ajustou-se ao discurso da austeridade, prometendo arrumar as contas do Estado - a França estava lutando até recentemente com os parâmetros de Maastricht.

As receitas económicas importadas da Alemanha, porém, alimentaram a insatisfação popular. Não é coincidência que um Macron em dificuldade visível tenha prometido aumentar o salário mínimo de cem euros, não taxar horas extraordinárias e reduzir as taxas sobre as reformas. O governo providencia assim dotações orçamentais de 8-10 mil milhões de euros.

Tudo isto, porém, terá impacto no orçamento, trazendo Paris de volta à lista dos maus estudantes, na boa e firme companhia italiana, e potencialmente abrindo uma frente de crise com Bruxelas e, mais importante, com Berlim. Nesta última capital há uma sucessão entre Merkel e Annegret Kramp-Karrenbauer: à primeira resta a direcção da política externa, enquanto a segunda constrói suas credenciais em casa para garantir à CDU a supremacia nacional. Será, portanto, difícil a Macron obter garantias que vão além do cosmético.

As convulsões de Macron são muito interessantes para a Itália. Isto é demonstrado pelo tweet do ministro do Interior, Matteo Salvini, que espera explorar o actual impasse (e futuro resfriamento) entre a França e a Alemanha para aproximar Roma de Berlim. Não será fácil: da República Federal, o nosso país tende a ser visto como uma arma de destruição em massa (para o euro e para os migrantes) e não como uma oportunidade.

Mas o governo italiano não se jogará nos braços dos alemães. Ele vai querer ficar com os EUA em uma tentativa de amortecer a Alemanha na Europa. E poderá usar as possíveis superações da dívida pública da França para defender sua causa sobre o crescimento da capacidade de gastos, que continua sendo um objetivo mesmo que a Comissão Européia esteja disposta a aceitar um aumento do deficit, em 2019, de 1,8% para 1,95% (porém rebaixando a proposta inicial de 2,34%).

Em qualquer caso, Roma não estará totalmente alinhada com nenhum dos nossos principais parceiros europeus.



Limes: Nada de novo no Sahara Ocidental

A guerra entre Marrocos e a Argélia, por interposta ‘Frente Polisário’, prossegue aqui à nossa porta. A Argélia insiste em chegar ao Atlântico, levando ao poder o seu ‘cliente’ Frente Polisário e assim criando um protectorado no Sahara Ocidental, e Marrocos defende o seu território histórico... O ponto dos últimos desenvolvimentos, pela Limes.




A Ginevra, Marocco, Fronte Polisario, Algeria e Mauritania riaffermano posizioni già note.

Si è conclusa con un nulla di fatto la due giorni di colloqui sul Sahara Occidentale sotto egida Onu tra Fronte Polisario, Marocco, Algeria e Mauritania. Unico risultato è stato l’annuncio di un nuovo tavolo di discussione, che partirà nel primo semestre del 2019.

Un esito prevedibile visti gli attriti tra Rabat e Algeri, tuttora irrisolti nonostante le recenti aperture del re Muhammad VI al dialogo con il vicino, ancora guidato da Abde…

sábado, 15 de dezembro de 2018

Como Nasceu e Se Desenvolve a Inteligência Económica em Itália

Giuseppe Gagliano, presidente do CESTUDEC - Centro Studi Strategici Carlo De Cristoforis, faz aqui a síntese da génese e desenvolvimento da inteligência económica em Itália e anota os "implicados": Francesco Cossiga, ex-presidente de Itália, Paulo Savona, actual ministro dos Assuntos Europeus, o general Roberto Jucci, os prefeitos Enzo Musino e Gianni de Gennaro, o professor Mario Caligiuri da Universidade da Calabria, o general Carlo Jean, o coronel Mario Pietrangeli, Alessandro Politi, Ivan Rizzi, presidente do Instituto Estratégico de Milão, o próprio Giuseppe Gagliano (obviamente...) e alguns amigos de França como Christian Harbulot, Hubert de Langle, Moinet, mas também do Brasil, Charles Pennaforte, e de Portugal, José Mateus, o director editorial de IntelNomics.

L'origine de l'intelligence économique (IE) italienne

Giuseppe Gagliano, presidente do Cestudec | Publié par Hubert de Langle, le 12 Décembre 2018


Du point de vue historique, l'intelligence économique italienne trouve certainement son origine dans la réflexion française de Christian Harbulot, dont la méthodologie a été appliquée en Italie par le Cestudec, dans un monde articulé pour interpréter les relations internationales.

Déjà en 1989, Francesco Cossiga avait compris le rôle de la compétition économique du point de vue politique et comment cela aurait partiellement remplacé la compétition militaire et donc amené à des changements significatifs dans l’organisation des services de sécurité.

Selon Paolo Savona, Cossiga avait compris que les Français — en particulier au travers du Rapport Martre — avaient déjà obtenu des résultats dans le cadre de l’intelligence économique. Pour cette raison, et en réalité plutôt tardivement, Cossiga avait promu une commission spéciale sous la direction du général des carabiniers Roberto Jucci, (dont Savona faisait partie) qui visait à souligner le rôle de l’intelligence économique pour la sauvegarde de nos intérêts économiques.

Au-delà des différences de vue entre le Ministère des Finances et la Banque d’Italie au sujet de l’intelligence économique, Savona et le préfet Enzo Musino avec son collègue Gianni de Gennaro s’activèrent pour créer un programme de formation professionnelle en matière d’intelligence économique en collaboration avec Mario Caligiuri de l’Université de Calabre. Cependant, ce programme n’a pas eu d'impact significatif sur la sécurité économique italienne.

À ce propos, l’essai de Emanuel Halby (Franco Angeli 2003), disciple de Christian Harbulot, sur l’intelligence économique avec l’introduction de Carlo Jean, représente une contribution absolument unique et originale dans le panorama italien: pour la première fois, il expose aux lecteurs la méthode originale et fructueuse de l’École de Guerre Économique de Paris.

C’est seulement en 2011 que Carlo Jean et Paolo Savona écriront un essai sur l’intelligence économique (ed. Rubettino) qui représente une pierre angulaire pour la naissance de l’intelligence économique italienne.

À partir de 2013, le Cestudec, que j’ai le privilège d’avoir fondé en 2011 avec le Colonel Mario Pietrangeli, a publié la première version italienne du Rapport Martre qui représente l’acte de fondation de l’intelligence économique française.

La même année, j’ai publié deux essais: l’un sur la guerre cognitive (ed. Fuoco) dans l’interprétation de l’École de Guerre Économique avec la préface de Carlo Jean et l’autre sur la naissance de l’intelligence économique française (ed. Aracne) avec la préface de Carlo Jean et Alessandro Politi auxquels je suis très reconnaissant.

Depuis 2013, j’ai eu l’opportunité de publier une dizaine d’essais, de plus en plus exhaustifs et articulés, qui ont souligné le rôle central de la guerre économique et informationnelle et qui m’ont permis d’analyser la réalité internationale avec la méthode innovatrice et fructueuse d’Harbulot — dont je suis le disciple le plus influent en Italie — et de l’École de guerre économique.

Depuis 2016, avec l’aide de mon mentor Christian Harbulot et de mon ami Hubert de Langle, directeur de VA Éditions, j’ai eu la possibilité de publier en France ma première monographie en langue française sur la pensée d’Harbulot.


Giuseppe Gagliano et Christian Harbulot, à Milan (nov. 2018

En novembre dernier, j’ai eu l’honneur de rencontrer Christian Harbulot à Milan, grâce à sa disponibilité et à la clairvoyance d’Ivan Rizzi, Président de l’Institut stratégique de Milan. 

Dans cet institut, Harbulot a envisagé la possibilité concrète de collaboration avec l’Italie pour la création d’une école européenne d’intelligence économique avec l’aide de l’éditeur italien De Agostini, lié au groupe espagnol Planeta.

La présence d’Harbulot à Milan représente sans doute un changement et une opportunité pour l’intelligence économique italienne de développer une méthode d’analyse innovatrice.

Au-delà de la reconnaissance que mes écrits ont eue en France de la parte d’Harbulot et Moinet, en Italie de Carlo Jean, Virgilio Ilari, Mario Caligiuri, Laris Gaiser, Massimo Franchi et Aldo Giannuli, en Brésil de Charles Pennaforte et en Espagne et au Portugal de José Mateus, je crois que l’intelligence économique est un outil indispensable pour sauvegarder la souveraineté économique de chaque pays qui peut être seulement comprise dans le cadre de la guerre économique.

En effet, l’intelligence économique est un outil de la guerre économique qui est en place dans notre monde multipolaire. En conséquence, analyser l’intelligence économique en la séparant de la guerre économique est une erreur méthodologique inadmissible autant que penser à mettre en place un dispositif efficace d’intelligence économique sans avoir avant établi une souveraineté adéquate sur les plans économique et militaire.

https://www.enderi.fr/L-origine-de-l-intelligence-economique-IE-italienne_a412.html?fbclid=IwAR2LGHsYBMwQ17D_FDnrDdE0csSe8yEBwNRFp4_aXIaORawbOOnzvbFx-8o



PS

Recente entrevista de Giuseppe Gagliano ao ‘Journal de l’Économie’ sobre a “emergence d'une école de pensée italienne d'intelligence économique” pode ser consultada aqui: https://www.journaldeleconomie.fr/Emergence-d-une-ecole-de-pensee-italienne-d-intelligence-economique_a6701.html?fbclid=IwAR3O0E91AYItivggAfGTJEfvNs8zWonX4sIExRJRFDKsbU0ROotDgx8dQMk

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

França: O Fracasso das Elites


Há alterações de monta na paisagem política francesa, onde também floriram alguns paradoxos, após estas semanas de revolta dos Gilets Jaunes.


Sociólogos e especialistas de estudos de opinião, armados de dezenas de questionários, foram para as rotundas e outros pontos ocupados pelo movimento dos Gilets Jaunes para tentar perceber quem são aquelas pessoas, o que as move, o que pretendem e como se situam politicamente.

Primeiras conclusões:

  • são as “classes populares e médias” que compõem o movimento; 
  • sobre o que as move e o que pretendem, três coisas se destacam, o poder de compra (citado por 53% dos interrogados), a baixa dos impostos (46%) e a desigualdade na distribuição da riqueza criada (20%); 
  • sobre a sua posição política, um 1/3 recusa qualquer posição política e dos restantes 2/3 há 46% a classificar-se de esquerda, 16% de extrema-esquerda, 13% de direita, 6% de centro e 5% de extrema-direita.

As sondagens eleitorais mais recentes destacam, entretanto, a afirmação do soberanismo e de líderes políticos exteriores ao “sistema”, o descalabro do partido de Macron, ‘La Republique en Marche’, e o acentuar do desaparecimento dos partidos da esquerda institucional.

Assim, o ‘Rassemblement National’ de Marine salta de 20% para 24%, a ‘La République en Marche’ cai abaixo dos 20%, os ‘Insoumis’ de Mélenchon caiem para 9%, o soberanista Nicolas Dupont-Aignan alcança os 8,5%, tanto como os ecologistas, o PS reduz-se a 4% e o seu dissidente Benoît Hamon a 3,5%...

Laurent Joffrin, director do Libération, pensa ver desenhar-se, no conjunto destes resultados, uma “tendência paradoxal”. Um movimento composto por gente que se define, maioritariamente, à esquerda dá uma clara dinâmica de vitória eleitoral... à direita.

Parece, realmente, paradoxal. Mas será que o é? Não será a miragem de um paradoxo? Para que fosse um paradoxo, as grelhas de leitura de há dois ou três anos teriam de continuar adequadamente operacionais... Mas será que continuam? Certamente que não...

Outro paradoxo (e este bem real): observadores e analistas continuam a olhar para a paisagem como se ela não tivesse mudado e continuam a “lê-la” com os instrumentos de um ‘ontem’ que pode ter sido há escassos anos mas, de facto, já é ‘pré-história’.

O movimento dos Gilets Jaunes merece mais capacidades de ‘leitura’. Exige-as, mesmo. As elites, porém, estão a falhar em toda linha essas (e outras...) exigências. E este fracasso é mais um paradoxo.

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Novas Ideias para a Europa: Eixo Latino e Campo Digital

A Europa precisa de criar um novo modelo (inclusivo e que tenha em conta as especificidades económicas e culturais dos diferentes países) para sobreviver ao assalto dos imperialismos chinês, russo e americano. Este novo modelo poderá começar por um Eixo Latino e por um campo ainda relativamente livre, o digital. Ideias apresentadas em Milão, num colóquio que juntou Christian Harbulot, fundador e director da École de Guerre Économique de Paris, e Ivan Rizzi, presidente do IASSP - Istituto Alti Studi Strategici e Politici.


Un Premier Pas vers la Possibilité d’un Projet Commun de Défense Cognitive Européenne: L’École de Guerre Economique en Visite à Milan
Infoguerre |10 Décembre 2018


Il n’est peut-être pas trop tard pour donner à l’Europe le visage d’une puissance stratégiquement unie. Face à l’exigence de protéger notre unicité productive contre les impérialismes étrangers, la France et l’Italie pourraient jouer un rôle clé dans la mise en commun d’un projet européen: l’Axe Latin.

Christian Harbulot e Giuseppe Gagliano, encontro em Milão de dois amigos do 'Intelnomics'

Mercredi 28 novembre, le fondateur de l’Ecole de guerre économique, C. Harbulot, a rencontré le président de l’Institut des Hautes Études Stratégiques et Politiques (IASSP) de Milan, I. Rizzi, ainsi que de nombreux chefs d’entreprise italiens. La fragmentation de l’Europe en petits États voisins, communicants, mais aux intérêts économiques divergents n’est pas une fatalité. Il est nécessaire d’inventer un nouveau modèle (inclusif) rendant possible l’existence d’un projet d’intelligence collective, tout en tenant compte des spécificités économiques et culturelles des différents pays.

Le colloque qui a eu lieu à Milan, au siège de l’Institut des Hautes Études Stratégiques et Politiques (IASSP), le mercredi 28 novembre, portait précisément sur ce thème. "Il faut partir de la richesse de nos pays pour créer une nouvelle aristocratie européenne, qui ne soit plus financière mais morale", a précisé le président et fondateur de l’IASSP, Ivan Rizzi, également convaincu avec André Malraux que "l’Europe du XXI siècle soit sera spirituelle, soit ne sera pas".

L’Axe Latin, ou l’idée d’une convergence européenne

A la réunion étaient présents plusieurs chefs d’entreprise italiens et le directeur et fondateur de l’Ecole de Guerre Economique de Paris (EGE) Christian Harbulot. Une participation significative, qui démontre la volonté réciproque d’un dialogue et le partage d’un projet. Quel projet?

À cet égard, le fondateur de l’Ecole de Guerre Économique a été très clair: "Aujourd’hui, je suis parmi vous car je crois fermement que l’Europe doit se repenser en termes de dépassement de nos barrières mentales traditionnelles", a déclaré C. Harbulot. (...) Nous vivons dans un monde dominé par des logiques de puissance, où l’impérialisme digital et économique de la Chine, de la Russie et des Etats-Unis nous oblige à mettre en place des nouveaux outils de défense stratégique. Face à ce scénario, l’Europe ne peut plus se contenter de la logique de «petite politique» qui a dominé tout au long du XX siècle. Pour C. Harbulot, l’Axe Latin pourrait représenter une réponse à cette exigence.

“Il reste aujourd’hui en Europe un créneau libre: le digital”, C.Harbulot

Un projet culturel et spirituel n’est réalisable qu’à travers des objectifs concrets. "Il y a un créneau qui est aujourd’hui libre en Europe, à savoir le digital" , explique Harbulot devant un public composé d’entrepreneurs et d’hommes d’affaires italiens.

“J’envisage la possibilité de la construction d’écoles de guerre digitale dans les pays d’Europe. Il s’agit d’un premier pas nécessaire afin de faire face aux menaces auxquelles nos pays et nos entreprises sont aujourd’hui exposées”. Si l’Europe, y compris la France, ne dispose pas à présent de stratégies suffisamment développées en termes de guerre digitale, il y a en revanche des ressources humaines et un capital technologique suffisants pour faire en sorte que les entreprises ne deviennent pas des simples victimes des politiques agressives de puissances étrangères.

Le défi auquel l’Europe doit faire face est à la fois géopolitique, stratégique, économique et, non moins important, culturel. Au début des années 2000, lors de la conférence de Lisbonne, l’Europe s’est fixé un objectif qui n’a jamais été atteint: la création de la première économie de la connaissance mondiale.

"Nous sommes aujourd’hui confrontés à un nouveau défi: empêcher le travail, hélas déjà entamé, de colonisation numérique”, prévient encore C. Harbulot. Peut-être est-il trop tôt (ou trop tard) pour imaginer une convergence économique totale entre les pays européens, les États membres ayant souvent des histoires et des cultures profondément différentes.

“En revanche, on peut envisager une solidarité très puissante au niveau du digital. Cette solidarité ne peut exister qu’avec le soutien du monde des entreprises, tant italiennes que françaises. Mon souhait est que cette rencontre soit le premier pas pour aller, ensemble, dans cette direction”, a conclu C. Harbulot devant un public de plus en plus intrigué.

M.E. Gottarelli

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Coletes Amarelos e Guerra de Informação


Information Warfare... Era evidente e muito antecipável que as "escolas" de guerra de informação pelos "conteúdos" (não as "escolas" que priveligiam os "continentes") iriam explorar os novos media (tal como exploraram e ainda exploram os media tradicionais). 

A "escola" americana, que sempre deu a primazia aos "continentes", não viu chegar a guerra de informação pelos "conteúdos" e, claro, acordou demasiado tarde e em grande e contraproducente histeria...

Valeria a pena estudar (há já quem o tenha feito...) as várias "escolas" de guerra de informação e, sobretudo, a matriz de afrontamento do fraco ao forte...

Como diria o outro, "habituem-se"... E eu acrescentaria "mas preparem-se".

Agora, o MNE francês, Jean-Yves Le Drian, parece querer culpar os russos pela insurreição dos "gilets jaunes" ao destacar com pompa e circunstância que "France opens probe into possible Russian interference behind 'yellow vest' protests".

Claro que, entre vários outros, os russos podem ter metido umas colheradas nessa sopa, como era de prever e antecipar... 

A questão é que o governo Macron não viu chegar nada e só à posteriori vem fazer indignados protestos públicos.

Bastava-lhe, porém, que logo que tomou posse esse governo tivesse feito como Sarkozy fez: chamar Alain Juillet, Alain Bauer, Christiam Harbulot e outros... A arrogância da ignorância é, porém, demasiado confiantemente atrevida.

Curiosamente, a "revelação" do ministro Le Drian tresanda a propaganda à distância. O Le Monde engalanou e embandeirou em arco com a "estória" mas, mesmo assim, tem de confessar que não há "factos" mas sim "suspeitas"... 

Suspeitas que virão dos "serviços". E, claro, como não existe o risco de tais "serviços" emitirem um desmentido, a coisa está feita, "la boucle est bouclée".

domingo, 9 de dezembro de 2018

Portugal: Uma Falha Fatal


Cruzar os dados de dois “rankings” do IMD, Institute for Management Development, acabados de sair, é um excelente exercício que permite, entre outro, identificar uma falha estrutural (e fatal...) deste país que temos: No ranking do “talento” somos 17º (bem à frente da Espanha) enquanto no ranking da “competitividade digital” caímos para 32º lugar (atrás da Espanha)...


Portugal no top-20 dos países com mais talento

Portugal subiu, em 2018, 7 lugares no ranking mundial de talento, estabelecido pelo suíço IMD, Institute for Management Development, e é agora o 17.º país do ranking (liderado pela Suíça) à frente, por exemplo, da França, da Espanha e do Japão. Este salto para cima, de 7 lugares, é uma das maiores subidas, de 2017 para 2018, registadas pelo IMD. A Eslovénia também saltou 7 posições mas está fora do Top20 pois ocupa a 30ª posição.

O IMD assinala que “Western Europe leads, Eastern Europe lags, North America gives strong performance. This year, Switzerland once again confirms its role as an important global talent hub. It ranks 4th in Investment and Development, and 1st in both the Appeal and Readiness factors. In addition, several European countries fall within the 25 most competitive with respect to talent. Belgium (11th), Cyprus (15th), Portugal (17th), Ireland (21st), United Kingdom (23rd), and France (25th) complete this list.

“The IMD World Talent Ranking is based on countries’ performance in three main categories — investment and development, appeal and readiness. The three categories assess how countries perform in a wide range of areas. These include education, apprenticeships, workplace training, language skills, cost of living, quality of life, remuneration and tax rates.”





Portugal é 32º no ranking da competitividade digital

Pior que a Espanha, Portugal tem muito a fazer para se tornar realmente tecnologicamente competitivo. 32º num total de 63 países analisados no “IMD World Digital Competitiveness Ranking 2018”, Portugal é um dos piores classificados entre os países da Europa Ocidental. A análise do IMD permite identificar os pontos mais negativos mas revela também que os pontos positivos não o são assim tanto... Ultrapassar este atraso necessita uma estratégia política (traduzida em medidas de política pública) e não é resolúvel por operações de comunicação, tipo “web summit”, que dão visibilidade ao interesse e apetência do país pelo digital mas não resolvem os problemas de fundo.


No top-10 deste ranking, liderado pelos USA, estão 7 países europeus, o Canadá e Singapura. De notar que nestes 7 europeus apenas há um “grande”, a Inglaterra. Os restantes 6 são todos “pequenos” países (Suécia, Dinamarca, Suíça, Noruega, Finlândia e Holanda). Ou seja, um “pequeno” país pode ser uma potência no mundo digital. Mais, um “pequeno” país tem todo o interesse em tornar-se uma potência digital. Tanto por razões de defesa/segurança como por razões de desenvolvimento e criação de valor. E, sobretudo, pela pesadíssima razão estratégica de se posicionar para integrar o “core” do sistema mundial digital e não ser remetido para a periferia desse sistema...

“The USA leads the ranking 2018 followed by Singapore, Sweden, Denmark and Switzerland. Rising from the 3rd spot, the USA overtakes Singapore and Sweden to top the ranking.
“The IMD World Digital Competitiveness Ranking 2018 studies 63 economies. This year the majority (29) of countries in the study (29) experienced an improvement in their level of digital competitiveness. About 40% of the sample (26 countries) shows a decline while only eight economies remain in the same position. These changes are not geographically focused. Improvements and declines occur across continents.”

O IMD explica que o objectivo do “digital competitiveness ranking is to assess the extent to which a country adopts and explores digital technologies leading to transformation in government practices, business models and society in general”.



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sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Funeral do Presidente Bush


Palavras para quê...? Esta fotografia vale realmente mil palavras...

Do Orçamento de Estado Como Retrato do País

O orçamento de Estado fornece um "óptimo" retrato do País que temos mas também nos deixa com a pertinente questão de saber se é esse o País que somos... 


Há muitas maneiras de olhar para um Orçamento de Estado. Uma das mais simples, mas que revela muito, é a de ver, num gráfico "tipo queijo", como ele se reparte por salários, custos financeiros e investimentos, também num "queijo" semelhante se pode ter a visão da origem das receitas. Coisas simples mas reveladoras. Aqui, elegemos o destino por ministérios, ver para onde vai quanto, que importância ou peso real é dado a quê. O que é que tem prioridade sobre quê. E assim ver que retrato do País "pinta" o OE.

Dos 77.700 milhões de euros do OE, metade vão direitinhos para dois (e apenas dois) ministérios: Trabalho e Solidariedade Social (20.966) e Finanças (17.816).

Da restante metade, a Saúde (11.013,3) e a Educação (6.421,3) levam pouco menos de 50% (mas ainda assim a soma destes dois é ligeiramente inferior à das Finanças). E já só resta um pouco mais de 20 mil milhões de euros para os outros 12 ministérios, ou seja, uma verba equivalente à destinada ao Ministério do Trabalho e Solidariedade Social.

Entre estes 12, a distribuição é também muito assimétrica (como é normal) mas com muitas bizarrias (o que já não é assim tão normal). Por exemplo, um ministério muito vintage (já não há disso nos Estados europeus...), o do Ambiente (2.507,2), leva do OE mais que a Defesa Nacional (2.338,9), enquanto a Cultura (501,3) tem quase o quádruplo do Mar (127) e a Justiça (1.469) recebe mais que a Agricultura e o Mar juntos.

Neste quadro, os ministérios considerados estratégicos em qualquer Estado moderno, Negócios Estrangeiros (414,9), Defesa Nacional (2.338,9) e Administração Interna (2.188,7) e, no caso português, o Mar (127), todos juntos, valem uns 5.000 milhões, ou seja, uns 7% do OE... Os Negócios Estrangeiros tem mesmo um 'peso' inferior à... Cultura!

Se complementarmos esta perspectiva com os gráficos de "queijo", referidos no início, fica-se com um "óptimo" retrato do País que temos mas também com a pertinente questão de saber se é esse o País que somos...

Esta estrutura do OE não é de hoje. Longe disso. De ano para ano, tem apresentado "nuances" e variações mas esta matriz já dura há várias décadas. Certamente que todo este "ordenamento" do OE pode ser justificado e até poderá fazer sentido. Do que se duvida é de que faça algum sentido o sentido que isto faz...

Nota: Os números usados aqui são os da proposta inicial do governo e podem ter tido ligeiríssimos "acertos" durante a sua discussão na Assembleia da República. Isso, porém, é irrelevante e em nada altera a questão matricial aqui analisada.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Mike Pompeo: "Restoring the Role of the Nation-State in the Liberal International Order"

Mike Pompeo veio a Bruxelas, neste 4 de Dezembro, fazer, sobre o estado actual do sistema mundial, o discurso que nunca ninguém ousara fazer... E que soa muito como um requiem sobre a velha ordem global ainda reinante. 

É um discurso histórico e que tem de ser visto à lupa. É uma nova visão geopolítica de imenso alcance estratégico (para todos...) que o Secretário de Estado (leia-se ministro dos negócios estrangeiros) Mike Pompeo aqui apresenta. São 18 minutos de discurso que vão mudar muita coisa no mundo durantes os próximos anos.


A Keynote Speech by U.S. Secretary of State Michael R. Pompeo
https://www.youtube.com/watch?time_continue=1553&v=HzGw-OicbVs


TRANSCRIÇÃO

SECRETARY POMPEO: Thank you, Ian, for the kind introduction. Good morning to all of you; thank you for joining me here today. It’s wonderful to be in this beautiful place, to get a chance to make a set of remarks about the very work that you do, the issues that confront the Marshall Fund and confront our region as well.

Before I start today with my formal remarks, it would be – I would be enormously remiss if I did not pay a well-deserved tribute to America’s 41st president, George Herbert Walker Bush. He was a – many of you know him. He was an unyielding champion of freedom around the world — first as a fighter pilot in World War II, later as a congressman. He was the ambassador to the United Nations, and then an envoy to China. He then had the same job I had as the director of the CIA – I did it longer than he did. He was then the vice president under Ronald Reagan.

I got to know him some myself. He was a wonderful brother, a father, a grandfather, and a proud American. Indeed, America is the only country he loved more than Texas. (Laughter.)

I actually think that he would be delighted for me to be here today at an institution named after a fellow lover of freedom, George Marshall. And he would have been thrilled to see all of you here, such a large crowd gathered who are dedicated to transatlantic bonds, so many decades after they were first forged.

The men who rebuilt Western civilization after World War II, like my predecessor Secretary Marshall, knew that only strong U.S. leadership, in concert with our friends and allies, could unite the sovereign nations all around the globe.

So we underwrote new institutions to rebuild Europe and Japan, to stabilize currencies, and to facilitate trade. We all co-founded NATO to guarantee security for ourselves and our allies. We entered into treaties to codify Western values of freedom and human rights.

Collectively, we convened multilateral organizations to promote peace and cooperation among states. And we worked hard – indeed, tirelessly – to preserve Western ideals because, as President Trump made clear in his Warsaw address, each of those are worth preserving.

This American leadership allowed us to enjoy the greatest human flourishing in modern history. We won the Cold War. We won the peace. With no small measure of George H. W. Bush’s effort, we reunited Germany. This is the type of leadership that President Trump is boldly reasserting.

After the Cold War ended, we allowed this liberal order to begin to corrode. It failed us in some places, and sometimes it failed you and the rest of the world. Multilateralism has too often become viewed as an end unto itself. The more treaties we sign, the safer we supposedly are. The more bureaucrats we have, the better the job gets done.

Was that ever really true? The central question that we face is that – is the question of whether the system as currently configured, as it exists today, and as the world exists today – does it work? Does it work for all the people of the world?

Today at the United Nations, peacekeeping missions drag on for decades, no closer to peace. The UN’s climate-related treaties are viewed by some nations as simply a vehicle to redistribute wealth. Anti-Israel bias has been institutionalized. Regional powers collude to vote the likes of Cuba and Venezuela onto the Human Rights Council. The UN was founded as an organization that welcomed peace-loving nations. I ask: Today, does it continue to serve its mission faithfully?

In the Western Hemisphere, has enough been done with the Organization of American States to promote its four pillars of democracy, human rights, security, and economic development in a region that includes the likes of Cuba, Venezuela, and Nicaragua?

In Africa, does the African Union advance the mutual interest of its nation-state members?

For the business community, from which I came, consider this: The World Bank and the International Monetary Fund were chartered to help rebuild war-torn territories and promote private investment and growth. Today, these institutions often counsel countries who have mismanaged their economic affairs to impose austerity measures that inhibit growth and crowd out private sector actors.

Here in Brussels, the European Union and its predecessors have delivered a great deal of prosperity to the entire continent. Europe is America’s single largest trading partner, and we benefit enormously from your success. But Brexit – if nothing else – was a political wake-up call. Is the EU ensuring that the interests of countries and their citizens are placed before those of bureaucrats here in Brussels?

These are valid questions. This leads to my next point: Bad actors have exploited our lack of leadership for their own gain. This is the poisoned fruit of American retreat. President Trump is determined to reverse that.

China’s economic development did not lead to an embrace of democracy and regional stability; it led to more political repression and regional provocations. We welcomed China into the liberal order, but never policed its behavior.

China has routinely exploited loopholes in the World Trade Organization rules, imposed market restrictions, forced technology transfers, and stolen intellectual property. And it knows that world opinion is powerless to stop its Orwellian human rights violations.

Iran didn’t join the community of nations after the nuclear deal was inked; it spread its newfound riches to terrorists and to dictators.

Tehran holds multiple American hostages, and Bob Levinson has been missing there for 11 years. Iran has blatantly disregarded UN Security Council resolutions, lied to the International Atomic Energy Agency inspectors about its nuclear program, and evaded UN sanctions. Just this past week, Iran test fired a ballistic missile, in violation of UN Security Council Resolution 2231.

Earlier this year, Tehran used the U.S.-Iran Treaty of Amity to bring baseless claims against the United States before the International Court of Justice – most all of this malign activity during the JCPOA.

Russia. Russia hasn’t embraced Western values of freedom and international cooperation. Rather, it has suppressed opposition voices and invaded the sovereign nations of Georgia and of Ukraine.

Moscow has also deployed a military-grade nerve agent on foreign soil, right here in Europe, in violation of the Chemical Weapons Convention to which it is a party. And as I’ll detail later today, Russia has violated the Intermediate-Range Nuclear Forces Treaty for many years.

The list goes on. We have to account for the world order of today in order to chart the way forward. It is what America’s National Security Strategy deemed “principled realism.” I like to think of it as “common sense.”

Every nation – every nation – must honestly acknowledge its responsibilities to its citizens and ask if the current international order serves the good of its people as well as it could. And if not, we must ask how we can right it.

This is what President Trump is doing. He is returning the United States to its traditional, central leadership role in the world. He sees the world as it is, not as we wish it to be. He knows that nothing can replace the nation-state as the guarantor of democratic freedoms and national interests. He knows, as George H.W. Bush knew, that a safer world has consistently demanded American courage on the world stage. And when we – and when we all of us ignore our responsibilities to the institutions we’ve formed, others will abuse them.

Critics in places like Iran and China – who really are undermining the international order – are saying the Trump administration is the reason this system is breaking down. They claim America is acting unilaterally instead of multilaterally, as if every kind of multilateral action is by definition desirable. Even our European friends sometimes say we’re not acting in the world’s interest. This is just plain wrong.

Our mission is to reassert our sovereignty, reform the liberal international order, and we want our friends to help us and to exert their sovereignty as well. We aspire to make the international order serve our citizens – not to control them. America intends to lead – now and always.

Under President Trump, we are not abandoning international leadership or our friends in the international system. Indeed, quite the contrary. Just look, as one example, at the historic number of countries which have gotten on board our pressure campaign against North Korea. No other nation in the world could have rallied dozens of nations, from every corner of the world, to impose sanctions on the regime in Pyongyang.

International bodies must help facilitate cooperation that bolsters the security and values of the free world, or they must be reformed or eliminated.

When treaties are broken, the violators must be confronted, and the treaties must be fixed or discarded. Words should mean something.

Our administration is thus lawfully exiting or renegotiating outdated or harmful treaties, trade agreements, and other international arrangements that do not serve our sovereign interests, or the interests of our allies.

We announced our intent to withdraw from the Paris Agreement on climate change, absent better terms for the United States. The current pact would’ve siphoned money from American paychecks and enriched polluters like China.

In America, we’ve found a better solution – we think a better solution for the world. We’ve unleashed our energy companies to innovate and compete, and our carbon emissions have declined dramatically.

We changed course from the Iran deal, because of, among other things, Tehran’s violent and destabilizing activities, which undermined the spirit of the deal and put the safety of American people and our allies at risk. In its place, we are leading our allies to constrain Iran’s revolutionary ambitions and end Iran’s campaigns of global terrorism. And we needn’t a new bureaucracy to do it. We need to continue to develop a coalition which will achieve that outcome which will keep people in the Middle East, in Europe, and the entire world safe from the threat from Iran.

America renegotiated our treaty, NAFTA, to advance the interests of the American worker. President Trump proudly signed the U.S.-Mexico-Canada Agreement at the G20 this past weekend in Buenos Aires, and on Friday will submit it to the Congress, a body accountable to the American people.

The new agreement also includes renegotiation provisions, because no trade agreement is permanently suited to all times.

We have encouraged our G20 partners to reform the WTO, and they took a good first step in Buenos Aires this last week.

I spoke earlier about the World Bank and the IMF. The Trump Administration is working to refocus these institutions on policies that promote economic prosperity, pushing to halt lending to nations that can already access global capital markets – countries like China – and pressing to reduce taxpayer handouts to development banks that are perfectly capable of raising private capital on their own.

We’re also taking leadership, real action to stop rogue international courts, like the International Criminal Court, from trampling on our sovereignty – your sovereignty – and all of our freedoms. The ICC’s Office of the Prosecutor is trying to open an investigation into U.S. personnel in connection with the war in Afghanistan. We will take all necessary steps to protect our people, those of our NATO allies who fight alongside of us inside of Afghanistan from unjust prosecution. Because we know that if it can happen to our people, it can happen to yours too. It is a worthy question: Does the court continue to serve its original intended purpose?

The first two years of the Trump administration demonstrate that President Trump is not undermining these institutions, nor is he abandoning American leadership. Quite the opposite. In the finest traditions of our great democracy, we are rallying the noble nations of the world to build a new liberal order that prevents war and achieves greater prosperity for all.

We’re supporting institutions that we believe can be improved; institutions that work in American interests – and yours – in service of our shared values.

For example, here in Belgium in 1973, banks from 15 countries formed SWIFT to develop common standards for cross-border payments, and it’s now an integral part of our global financial infrastructure.

SWIFT recently disconnected sanctioned Iranian banks from its platform because of the unacceptable risk they pose to a system – to the system as a whole. This is an excellent example of American leadership working alongside an international institution to act responsibly.

Another example: the Proliferation Security Initiative, formed by 11 nations under the Bush administration to stop trafficking in weapons of mass destruction. It has since grown organically to 105 countries and has undoubtedly made the world safer.

And I can’t forget, standing here, one of the most important international institutions of them all – which will continue to thrive with American leadership. My very first trip, within hours of having been sworn in as a secretary of state, I traveled here to visit with our NATO allies. I’ll repeat this morning what I said then – this is an indispensable institution. President Trump wants everyone to pay their fair share so we can deter our enemies and defend people – the people of our countries.

To that end, all NATO allies should work to strengthen what is already the greatest military alliance in all of history.

Never – never – has an alliance ever been so powerful or so peaceful, and our historic ties must continue.

To that end, I’m pleased to announce that I will host my foreign minister colleagues for a meeting in Washington next April, where we will mark NATO’s 70th anniversary.

As my remarks come to a close, I want to repeat what George Marshall told the UN General Assembly back near the time of its formation in 1948. He said, quote, “International organizations cannot take the place of national and personal effort or of local and individual imagination; international action cannot replace self-help.” End of quote.

Sometimes it’s not popular to buck the status quo, to call out that which we all see but sometimes refuse to speak about. But frankly, too much is at stake for all of us in this room today not to do so. This is the reality that President Trump so viscerally understands.

Just as George Marshall’s generation gave life to a new vision for a safe and free world, so we call on you to have the same kind of boldness. Our call is especially urgent – especially urgent in light of the threats we face from powerful countries and actors whose ambition is to reshape the international order in its own illiberal image.

Let’s work together. Let’s work together to preserve the free world so that it continues to serve the interests of the people to whom we each are accountable.

Let’s do so in a way that creates international organizations that are agile, that respect national sovereignty, that deliver on their stated missions, and that create value for the liberal order and for the world.

President Trump understands deeply that when America leads, peace and prosperity almost certainly follow.

He knows that if America and our allies here in Europe don’t lead, others will choose to do so.

America will, as it has always done, continue to work with our allies around the world towards the peaceful, liberal order each citizen of the world deserves.

Thank you for joining me here today. May the Good Lord bless each and every one of you. Thank you. (Applause.)


Remarks
Michael R. Pompeo, Secretary of State
German Marshall Fund, Brussels, Belgium, December 4, 2018

https://www.state.gov/secretary/remarks/2018/12/287770.htm?fbclid=IwAR1Mn8Db__lTuVeAyzfXMHzrn_yJ5kM9cPrEmdFJq1xr774PAnzIfSDlbKo

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