segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Guerra de Informação: Parabéns, Isabel dos Santos!


Depois de ter sido batida nas várias batalhas de guerra de informação desencadeadas contra ela por adversários vários, Isabel dos Santos percebeu (finalmente!) que não era das ligeirinhas  agências de "public relations" que precisava mas, sim, de material bem mais pesado. Ou seja, especialistas da guerra de informação ou, dito de modo menos assustador, de especialistas de defesa da reputação.

Atacada em Portugal e em Angola por uma núvem de invejosos e outros mal-agradecidos, a "Princesa" foi ao mercado anglo-saxónico procurar os defensores da sua reputação. Escolheu um que começou por trabalhar (e ainda trabalha) com oligarcas russos exilados no Ocidente, com cabeças coroadas do Médio Oriente (Mansour bin Zayed al-Nahyan, por exemplo) e a que também o Cristiano Ronaldo teve de recorrer (lembrem-se da rapariga  que se queixava de que ele a tinha volado...), tal como a duquesa de Sussex Meghan Markle.


Isabel dos Santos está, portanto, em boa companhia. Quem pensou que ela estava no chão caída e indefesa e que, portanto, podia aproveitar para lhe dar uns pontapés, deve pensar outra vez... 

PS. Tivesse Sócrates sabido fazer como Isabel agora decidiu fazer e talvez que aquelas “férias” em Évora lhe tivessem sido poupadas.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Presidenciais Americanas: 64 Mulheres Acusam Mike Bloomberg de ''Agressões Sexuais''


A guerra de informação domina já este ano de campanha eleitoral nos USA, tal como aqui  tinhamos antecipado. Até Novembro, a coisa só pode intensificar-se. Mike Bloomberg está a aprender que não basta ter dinheiro para tudo e mais alguma coisa... 

Depois da publicação de investigações do Business Insider e do New York Post sobre acusações a Bloomberg de "repeatedly (...) creating a “reckless playground” for male executives to “target young, female, naive employees” for sex", agora é a GQ que acaba de publicar a estória das 64 mulheres que, durante anos, já apresentaram queixas de agressão sexual contra o multimilionário Bloomberg e a sua organização...


O trabalho agora publicado pela GQ aponta também as tendências racistas de Bloomberg e as políticas racistas que ele impôs à polícia de Nova Iorque quando era mayor da cidade...

A questão está a deixar o Partido Democrático bastante incomodado e com dificuldades em lidar com esta situação de repetidas acusações de agressões sexuais, misoginia e tendências racistas.

Veja-se este exemplo citado pelo New York Post: "In a suit filed as recently as 2016, a female Bloomberg employee, identified only as Margaret Doe, accused her male boss of twice raping her, plying her with drugs and threatening to terminate her employment if she didn’t continue sleeping with him".....

https://www.gq.com/story/bloomberg-sexism

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Crypto Leaks: O 'Golpe do Século' da CIA

Como a CIA interceptou as comunicações de "toda a gente" e como ainda conseguiu que os "interceptados" lhe pagassem por isso... 

A esta operação, que começou por se chamar Thesaurus e depois foi rebaptizada Rubicon e que teve o apoio da Alemanha e durou décadas, o Washington Post chamou agora "o golpe do século". 

O blog suíço "Qui a le savoir a le pouvoir" regista a história...

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Segurança: Homicídios voluntários, Roubos Qualificados e Roubos de Viaturas na Europa



As estatísticas do Eurostat mostram que Letónia, Lituânia e Estónia lideram destacadas o ranking dos homicídios voluntários. Portugal está quase no fundo da tabela em que o Luxemburgo é o último. O indice é o do número de homicídios voluntários por 100 mil habitantes, em cada país, e refere-se a 2017.


O mesmo tipo de índice é usado para os roubos qualificados. Aqui a posição portuguesa já é muito menos invejável: um quinto lugar num ranking em que a Bélgica lidera seguida de França, Espanha e Reino Unido.


No roubo de veículos motorizados, Portugal está em 13º lugar, sendo o ranking liderado pelo Luxemburgo seguido da Grécia Itália, Suécia, França e com a Roménia e a Dinamarca como os que menos casos registam.

Note-se que o Eurostat, em qualquer dos índices, se baseia em casos declarados às autoridades dos respectivos Estados...


Síntese dos dados do Eurostat (2016) para homicídios voluntários, agressões, roubos e agressões sexuais... Os piores infernos encontram-se onde menos se espera. Note-se a óptima situação de Portugal.

domingo, 9 de fevereiro de 2020

Nancy Pelosi - O Rosto de Derrota



Sob o comando de Pelosi, o Partido Democrata lançou contra Trump um patético processo de impeachment. Os resultados são os previsíveis. Não surpreendem ninguém. Excepto, claro, Pelosi, seus seguidores cegos e outra gente que viva num universo alternativo. Em Setembro do ano passado, nós antecipámos aqui todo este resultado e o que mais até Novembro se verá... Como esta semana alguém escreveu, “the Democratic party managed to appear, by turns, laughably incompetent, incorrigibly pompous, irresponsibly petulant, and tactically clueless. That’s quite a record.” Quem não sabe onde está não pode saber estar... Quem não conhece o mundo em que vive não pode aspirar a liderá-lo. E só pode queixar-se da sua falta de inteligência. Mas Pelosi, claro, apenas culpa Trump... Enquanto for assim, o actual inquilino da Casa Branca pode dormir descansado.

Ver também, de Setembro do ano passado, o alerta do IntelNomics 

"Impeachment": Trump Contra-Ataca

sábado, 8 de fevereiro de 2020

Geopolítica: "Portugal, le Pays Archipel cultive son jardin"...


na 'Conflits', 03 Fev. 2020


Assinado por Tigrane Yegavian (um “ex” do Liceu Francês de Lisboa que fala português), o texto interroga as perspectivas e posicionamentos geopolíticos do “País Arquipélago”. 

As interrogações partem, obviamente, de uma perspectiva francesa e, talvez por isso, Tigrane Yegavian inverte questões ao falar de “ancrage européen” e de “orientation atlantique”... 

Portugal tem, sim, uma “ancrage atlantique” que tem sabido (com mais ou menos acerto) combinar com uma “orientation européenne”.

“Comment se positionne le Portugal, pays partagé entre son ancrage européen affirmé et sa traditionnelle orientation atlantique? Quel peut être son rôle dans le système de sécurité collective? Existe-t-il une vision géostratégique du monde lusophone?”.

Segunda nota ao oportuno trabalho de Tigrane Yegavian: Portugal não está "partagé" entre Atlântico e Europa. Para Portugal, Atlântico e Europa são factores complementares. 

É isso que faz a especificidade do País que somos. Essa é a sua matriz geopolítica. De onde decorre a soma e o resto.

Dito isto, parabéns a Tigrane Yegavian pelo bem desperto olhar geopolítico que este seu trabalho revela.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Redes Sociais Têm Grande Impacto nas Escolhas Políticas


47% of Users Under 40 Say Social Media Influences Their Politics



Social media is having a greater impact on the nation’s political debate, with nearly half of younger voters now saying it influences their opinions. But with YouTube the latest to announce censorship efforts, voters have little confidence that social media will be able to fairly weed out questionable material. A new Rasmussen Reports national telephone and online survey finds just 19% of Likely U.S. Voters say they rarely or never use social media like Facebook and Twitter. Sixty-one percent (61%) use social media every day or nearly every day.


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

“Caso Tancos”: A magistral e inovadora resposta de Costa



A divulgação no portal do Governo das respostas de António Costa às 100 perguntas (muitas delas atrevidotas...) de Carlos Alexandre (acompanhada de óbvia e clara explicação da decisão) é uma magistral lição de comunicação política, já numa perspectiva de gestão da percepção (e não de simples 'relações públicas') e de guerra de informação. 



“Tendo sido postas a circular versões parciais do (seu) depoimento (...) entendeu o Primeiro-Ministro dever proceder à divulgação pública integral das respostas a todas as questões que lhe foram colocadas”. Note-se que as tais perguntas de Carlos Alexandre tinham sido publicitadas nos media quase ainda antes de chegarem a S. Bento...

António Costa anulou assim muito do impacto das “manipulações” e “especulações” que, na senda do que é hábito no “segredo de justiça”, já tinham começado a surgir e dá uma maior visibilidade ao seu depoimento como um todo. Ao mesmo tempo que, interpelado num assunto de Estado, presta contas, directamente, à opinião pública e ao eleitorado.


Esta decisão de Costa inova, portanto, ao promover a comunicação directa, dispensando media e outros mediadores, num assunto que a opinião pública considera de grande importância. Bem-vindos à era das redes digitais e da comunicação política directa. Nunca o portal do Governo foi tão consultado como nestas últimas horas.

E o “twitter”, António, o “twitter”...?




quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

“The Portuguese Connection”: Da Hierarquia Militar Portuguesa na II Guerra Mundial

Humberto Delgado, Craveiro Lopes, Costa Gomes, e muitos outros, incluindo o enigmático “Jimmy” (que já tinha estado na Flandres na I Guerra) tiveram uma participação muito intensa na II Guerra, nos seus bastidores.
Sobre Humberto Delgado já o Air Commodore Roland Eugene Vintras, que trabalhou com ele em Lisboa, nos tinha dado um surpreendente retrato, em “The Portuguese Connection”. 

Numa nota de leitura ao livro de Vintras, entretanto 'desclassificada', é o muito bem informado, sobre as matérias da II Guerra e muitas outras, General Vernon Walters (que falava muito bem português e que tive o prazer e o privilégio de entrevistar aqui em Lisboa, na embaixada dos EUA) que nos revela a passagem em 1943 (durante dois meses!) de Craveiro Lopes pelos EUA (acompanhado ou, melhor, ‘policiado’ por um tal Costa Macedo).

Sobre o então ainda jovem Costa Gomes ou o já senior “Jimmy” ainda se espera a 'desclassificação' de documentação... Mas de uma coisa se pode ter a certeza: Quando acontecer a 'desclassificação' e os documentos ficarem acessíveis, muita gente será muito surpreendida. Ainda mais surpreendida sobre “Jimmy” do que sobre Costa Gomes... E deste último, com quem tive uma longa conversa (em sua casa e que ele não quis que ficasse gravada), as surpresas já serão muitas.


A história do século XX português está realmente por fazer... O que, até agora, temos visto são narrativas de conveniência (cada sector político criou as suas...) mas que pouco ou nada correspondem às realidades.

The Portuguese Connection by Air Commodore Roland Eugene Vintras. Book review by Lt. Gen Vernon A. Walters

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

O Coronavirus e Laboratório P4 de Wuhan


“O Partido Comunista Chinês finalmente admitirá que a fonte real do coronavírus é de "um laboratório em Wuhan" vinculado a seus programas secretos de armas biológicas”. A afirmação é do Gnews, um site de notícias próximo de Steve Bannon, no passado dia 25 às 14:42.


O Washington Post e a Foreign Policy clamavam, pouco depois, “Reports that claim the Wuhan virus is part of a Chinese biowarfare effort aren’t valid”... Insistindo ainda “The Wuhan virus is not a lab-made bioweapon”. E atiravam asim a “notícia” para o monte das “fake news”. Talvez por os chineses a terem desmentido.

Uma coisa é, porém, certa: o laboratório referido existe mesmo, localiza-se pertíssimo do mercado apontado como o ponto de partida da epidemia, é classificado como de “alta segurança” e foi adquirido por Pequim à França em 2017. 


O acordo franco-chinês para esta “cooperação” é, porém, de 2004, era Raffarin, então, o primeiro-ministro e, hoje, é um “grande amigo” da China. Os serviços de inteligência franceses manifestaram sempre “fortes reservas” a esta “cooperação” pelos riscos militares que apresenta...

Agora, a ‘Marianne’ destapa a estória deste laboratório e conta como os chineses mentiram e enganaram os franceses durante as conversações para esta “cooperação franco-chinesa”... E como este P4 Lab continua a deixar “inquietos” os serviços de inteligência franceses.

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Friedman: A Fragmentação da União Europeia

Nestes dias de consumação do Brexit e de outros conflitos,
com implacável lucidez, George Friedman faz à Europa uma
autêntica “ressonância magnética” que mostra o seu interior,
que revela e diagnostica o seu verdadeiro estado de “saúde”.


The Fragmentation of the European Union

George Friedman | Geopolitical Futures | January 28, 2020

At the end of this week, the United Kingdom, the second-largest economy in Europe, will exit the European Union. Meanwhile, Poland is under intense attack by the bloc for violating EU regulations by attempting to limit the independence of Polish judges; Hungary is also under attack for allegedly violating the rule of law; and one of the major parties in Italy has toyed with the idea of introducing a parallel currency that would allow the country to manage internal debt without regard for EU regulations and wishes.

The founding principle of the EU was the unification of hitherto warring nations into a single bloc, built around common economic and political principles and a common European identity. The assumption was that given Europe’s history, putting aside differences was a self-evident need for all European countries. But as we see in the case of Italy, it is not clear that there is a common European economic interest. Given the tensions with Poland and Hungary, it’s also unclear if there is a common political interest. And the U.K.’s decision to leave also raises questions over whether these common interests persist and whether national identity can be subsumed under a European identity. The tensions within the EU do not reflect marginal disagreements; they represent fundamental questions over whether national interests and identities can be reconciled with poorly defined European interests. The EU, therefore, is moving toward an existential crisis. It may survive, but only as a coalition of nations representing a fraction of Europe.

Self-Determination or Nothing

The fundamental issue is national identity and sovereignty. The U.K., Italy, Poland and Hungary are all European nations, but they have different histories and therefore different sensibilities. What it means to be Italian is not the same as what it means to be British. They in turn have a different sense of self from the Germans or Romanians. The question, therefore, is: What is this European sensibility? The common assumption is that it is liberal democracy. The problem is that there are many types of liberal democracy and, more to the point, the fundamental principle behind liberal democracy is national self-determination – the idea that the nation must select the government and that the government is answerable to no one other than the nation. If you sever the idea of national self-determination from liberal democracy, you undercut liberal democracy’s fundamental principle and, with it, the European identity. Liberal democracy is national self-determination or it is nothing.

The governments in the U.K., Italy, Poland and Hungary all have been elected. Some politicians who were defeated in elections have made the claim that these elections were the result of fraud or illegitimate manipulation of public opinion, as was the case with the Brexit vote. But the fact is that those of us who know these countries know that the views the governments hold are not alien to the countries. Poland and Hungary have their own understanding of what state power should look like; Italy has a long history of complex and fragmented government needing to control its own economy; and the United Kingdom’s constituent parts have national identities that are very different from those of other countries.

Europe’s nations are all different, and while history made each adopt the garb of liberal values beyond just national self-determination, they never gave up their own identities because they could not. They are what history made them, and while German or Soviet occupation shaped them, a few decades of horror – and the adoption of the idea that national self-determination must be determined through elections – was not enough to cause them to abandon who they were. France was France before it held its first election. In other words, national identity may exist prior to and outside of liberal democracy for some countries. This is not the case for the United States; its very identity from its founding was liberal democratic. German identity, however, has varied dramatically over the decades, and Germans were still German in spite of the variations. Hitler represented the national will well after he abandoned elections.

This takes us to extreme places we need not go, but it also points out that national identity and national self-determination can be expressed in ways that are faithful to the national will but violate the liberal democratic methodology in nations with ancient and complex foundations.

The Illusion of European Identity

If the idea of national identity is so complex, then how can we define the European identity? The European identity that the Maastricht treaty embodied was a snapshot of a unique moment in European history in which the Anglo-American occupation of Western Europe and the Soviet occupation of Eastern Europe were ending. The liberal democracy that was imposed on Germany’s destroyed cities seemed to be part of German identity, history notwithstanding. The Poles and Hungarians yearned to be Europeans, and the liberal democracy that emerged from World War II was their template, as it was for Italy.

But I would argue that that European identity was an illusion to which Europe clung, fearing that the only alternative was a return to its own bloody past. After the Berlin Wall came down, there finally appeared to be one Europe, and all would be gathered into it. The problem, as I have said, is that the histories of Italy, Germany, the U.K., Poland and Hungary were all wildly different. At that moment, they all yearned for the same thing, but as the moment passed, each country recollected what it was, and they are now – without the shame it would have brought in 1991 – resurrecting it. The European invention of technocratic liberalism was alien to them, and the right of national self-determination was both an empirical reality and a moral principle.

And so they begin to go their own way, with EU officials hurling threats and condemnation over frustration that the EU bureaucracy is not only no longer authoritative but also no longer frightening. The British economy grew in January, an indication that the catastrophe Brussels had wished for the U.K. may not visit London, or Italy, if it should decide to go its own way with its currency. And certainly, neither Poland nor Hungary, having survived Stalin and Hitler, is likely to be cowed into submission by increasingly small EU subsidies. The weakening of the EU has undercut its ability to pay for conformity.

Europe once had a magnificent idea, a free trade zone called the European Economic Community whose main focus was trade, not inventing identities. It was replaced by the European Union, but the EU can now look to another example, the North American trade zone, which has a slightly larger gross domestic product than the EU. The two are fundamentally different; the North American bloc does not claim to represent a North American identity, its members sometimes dislike each other intensely, and it does not have a secretariat to dictate how they should live. But then, the North Americans did not live through what the Europeans lived through and they are not trying to suppress who they were and, of course, still are.”

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

A epidemia chinesa vai continuar, pelo menos, até... ao Verão!

O ataque do 'coronavirus' vai durar largos meses e fazer dezenas de milhares de doentes, segundo peritos das universidades de Toronto e de Northeastern que estão a estudar a epidemia. 


Na China, o número oficial de doentes vai já nos 6 mil (embora o número real, segundo peritos, possa estar nos 30 mil). Assim, este 'coronavirus' já ultrapassou os números oficiais do SARS-CoV que, em 2002/2003, infectou 5.327 chineses.  

Enquanto o vírus chinês continua a chegar a todos os recantos do mundo, Pequim reconhece agora que a capacidade de expansão do vírus se está a tornar mais forte. 
 
Sobre as consequências económicas e políticas desta epidemia com epicentro em Wuhan, na China central, a Geopolitical Futures considera que "The economic implications of the pandemic are likewise starting to ripple outward, hitting regional economies, the Dow and even global oil markets. 

Senior Chinese leaders are increasingly taking control of the effort to contain the virus, with President Xi Jinping establishing a new, high-level party committee led by Premier Li Keqiang, who traveled to Wuhan on Monday, to coordinate the response. 

The outbreak is a serious problem for the Communist Party.”

O francês 'Le Point' procura hoje fazer uma síntese da situação:

“Luanda Leaks”: Quem é Amy Wilson-Chapman, a mulher atrás da estória

Amy Wilson-Chapman

Segundo o seu curriculum oficial:

Amy Wilson-Chapman is ICIJ’s community engagement editor.

Amy previously spent three years at The Australian Financial Review in Sydney, Australia where she was responsible for developing social media, newsletter and overall engagement strategies. This included working with other parts of the business to deliver strong subscriber growth for the publication.

Prior to that Amy was in Mongolia for 12 months as an Australian Volunteer for International Development at The Press Institute of Mongolia . There she worked closely with the team to improve the quality of reporting among journalists. This included working with stakeholders to find funding for much-needed journalism training across environmental, business and other topics.

She also worked at PerthNow/The Sunday Times as a business reporter and editor, after starting her career started in the Canadian Rockies at The Fitzhugh.


terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Na partida do General Lemos Ferreira

José Mateus

Já nos conhecíamos mas foi no tempo em que o General tinha o gabinete no 6º andar da Av. da Ilha da Madeira que nos tornámos amigos. Desde então criámos o hábito de almoçar regularmente, sempre que possível uma vez por mês e, no últimos anos, quase sempre na Associação da Força Aérea Portuguesa. Na última década, juntava-se-nos, frequentemente, um seu velho e leal colaborador, o coronel pilav Marques de Almeida. Em Junho passado, um problema de saúde impediu o General de poder comparecer a um almoço de homenagem que amigos lhe tinham preparado por ocasião do seu 90º aniversário. O almoço ficou, então, em suspenso, até agora. Já há, felizmente, sugestões para o passar a um jantar de homenagem que honre a sua memória.

Até sempre, Senhor General.

General Lemos Ferreira condecorado com a Grã-Cruz da Ordem Militar da Torre e Espada, em 29 de Maio de 1989, pelo Presidente da República Mário Soares.

General Lemos Ferreira preside a conferência sobre guerra de informação nos jardins da Associação da Força Aérea Portuguesa

A infeliz notícia...


Angola: “Ninguém colocou ainda a questão decisiva: onde pára a República Popular da China?”


O caso Isabel dos Santos, com mais ou menos “Luanda Leaks”, mais ou menos “jornalistas” e hackers, mais ou menos magistrados e polícias em modo ‘naif’, é obviamente uma guerra de informação ao serviço de uma guerra económica pelo controlo de Angola e dos seus imensos recursos. A “princesa” é eleita para alvo desta guerra de informação por ser identificada como o elo fraco de uma vasta cadeia informal de comando e controlo. Para Portugal, que de forma angélica alinha nesta guerra de informação, a guerra económica em curso terá altos custos que, facilmente, podem mesmo vir a ser, insuportavelmente, gigantescos. Paulo Casaca, do seu ‘observatório’ de Bruxelas, parece ser o único observador a perceber que este caso traz (muita) água no bico e a atrever-se a pôr o dedo na ferida... Afirma Casaca:

“O papel estratégico essencial de Angola em Portugal foi o de servir de intermediário à penetração chinesa e, numa altura em que começa o ambicioso programa de privatização anunciado pelas autoridades angolanas, esse papel tenderá a ser maior. O romance ‘Isabel dos Santos’ deve ser assim lido nessa perspectiva. Acima dos desvios ou roubos descarados, os principais jogadores são os que têm dimensão geopolítica. A título de exemplo, na actual campanha montada sobre ‘Isabel dos Santos’ ninguém ainda colocou a questão decisiva: onde pára a República Popular da China?”

Como sabemos, Angola, e nomeadamente a SONANGOL, foi uma das vias utilizadas pela RPC para tomar conta do nosso país, no caso em apreço, da principal petrolífera portuguesa. Se Isabel dos Santos limpou a conta da SONANGOL assim que foi demitida, como terá sido visto isso na RPC? (...)

Mesmo de acordo com a documentação da ‘Luandaleaks’ podemos ver que a empresa acusada de receber o dinheiro da Sonangol no Dubai é gerida por uma portuguesa ex-quadro da ESCOM. ESCOM que, lembre-se, foi a empresa do Grupo Espírito Santo onde foi arquitectado o negócio dos submarinos, que tinha uma ligação preferencial a Sam Pa – principal quadro chinês nas relações com Angola, caído em desgraça em 2015 – e que também iniciou a ligação luso-venezuelana." ...

Ver o (muito interessante) restante aqui:
https://www.jornaltornado.pt/portugal-e-a-adulteracao-do-interesse-publico/
 

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Xi Jinping: “A Situação É Grave”...


Coronavirus 2019-nCoV

Xi Jinping teve de reconhecer publicamente que o coronavirus 2019-nCoV está “em expansão acelerada” e que “a situação é grave”.

Para o “imperador” Xi, o ano do porco foi mau mas o agora começado ano do rato ameaça ser pior. A primeira grande vitima da epidemia viral, que assola a China e já chegou aos quatro cantos do mundo, é a credibilidade do Estado chinês.

Mapa da expansão acelerada do 'coronavirus' na China, a 26 Jan.2020

Tal como como aconteceu em 2018/19 com a febre suína que dizimou toda a suinicultura chinesa e tinha acontecido com outros desastres e catástrofes (terramotos incluídos) a única cadeia de comunicação, comando e controlo que funcionou foi a militar. Todas as outras (tanto as do PC como os aparelhos civis do estado chinês) colapsaram. O estado chinês quer-se omnipotente mas revela-se incapaz de resolver uma simples peste suína... O que isto mostra ao mundo é algo que Xi preferiria, certamente, que não fosse conhecido.

A única cadeia C3 que funcionou foi, como é já hábito, a militar... Fracasso total dos aparelhos do estado comunista.

A imagem da China no mundo sofre assim uma rude perda de credibilidade. Mas também a confiança da população chinesa nos seus governantes e no ‘imperador’ sofre um enorme abalo. Afinal, quando há problemas nada funciona... Ora, a legitimidade do poder político chinês assenta no pacto “ausência de liberdade contra garantia de segurança e de desenvolvimento”.

Se sobre a segurança o que se vê é a sua ausência, esta epidemia vai pesar também muito sobre o desenvolvimento já colocado em apuros pela política económica de Trump. O crescimento económico da China em 2020 está já mais que ameaçado...

As fraquezas estruturais do poder político chinês (um estado em que apenas a cadeia militar parece ser capaz de funcionar em situações de crise) são assim postas a nu pelo coronavirus 2019-nCoV. Daí que as autoridades chinesas tenham tudo tentado para encobrir a situação (perdendo assim um tempo precioso) até esta se ter tornado incontrolável.


quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Um Caminho Marítimo para Portugal...

1ª Jornada do Mar  |  01 Fevereiro às 16H  |  Faculdade de Direito


Histórico Ciberassalto: Hacker leaks passwords for more than 500,000 servers, routers, and IoT devices


Na segurança da informação (na sua vulnerabilidade) reside, neste nosso mundo estruturado pelas chamadas NTIC,  uma das principais vulnerabilidades e ameaças tanto a empresas como a Estados, tanto à sua segurança económica como à geopolítica e consequentemente, à segurança de todos os cidadãos. As elites, porém, tanto as económicas como as políticas (as elites militares estão também aqui muito mais conscientes e avançadas) mantêm sobre a matéria uma assustadora e insustentável ligeireza... Quando "acordam" já foram!

Toda a história deste imenso 'flop' na segurança da informação e consequentes piratarias, na ZDNet.


E ainda esta: 

Hackers turcos tomaram de assalto o twitter do ex-primeiro-ministro de França


terça-feira, 21 de janeiro de 2020

O Regresso à Ribalta do "Interesse Nacional"

O desinteresse pelo "interesse nacional" tem sido uma das invariantes do discurso político desta III República, permanentemente focada em esquecer a tragédia das guerras coloniais, na questão da "guerra fria" (entre 1974 e 1986) e no "ser europeu" e "bom aluno" (desde 1986). Mas, ironia das ironias, é da Europa (duma UE em profunda mutação) que agora chega a "redescoberta" de um "interesse nacional" que, afinal, Estado algum (excepto Portugal, claro) tinha esquecido mas apenas cuidara de camuflar, nos tempos da absoluta hegemonia de uma narrativa europeísta e neo-liberal...


"Intérêt(s) national(aux)

Les temps ne sont plus à préparer une possible mobilisation de guerre totale et de réfléchir en termes d’autosuffisance et d’accès grâce à l’Empire, mais plutôt en termes d’anticipation face à des risques catastrophiques, de capacités de réaction rapide et de résilience.

La ronde des intérêts nationaux

Tout d’abord, il peut s’agir de faire la liste d’intérêts nationaux, classés hiérarchiquement ou bien en cercles concentriques, selon leur importance ou leur proximité, même si laFrance ne proclame pas urbi et urbi quels sont ses intérêts «majeurs» ou «vitaux». Le flouest même de rigueur, depuis le premier Livre blanc sur la Défense, publié en juin 1972: «la dissuasion est réservée à la protection de nos intérêts vitaux (…) la limite de ceux-ci est nécessairement floue […] la dialectique de la dissuasion se nourrit d’une relative incertitude». 

Jacques Chirac a troublé en 2006 lorsque, dans son discours de l’Ile Longue, il est plus précis,tout en paraissant en élargir la liste: «L'intégrité de notre territoire, la protection de notre population, le libre exercice de notre souveraineté constitueront toujours le coeur de nos intérêts vitaux. Mais ils ne s'y limitent pas. La perception de ces intérêts évolue au rythme du monde, marqué par l'interdépendance croissante des pays européens et par la mondialisation. Par exemple, la garantie de nos approvisionnements stratégiques et la défense de pays alliés, sont, parmi d'autres, des intérêts qu'il convient de protéger. Il appartiendrait au président de la République d'apprécier l'ampleur et les conséquences potentielles d'une agression, d'une menaceou d'un chantage insupportables à l'encontre de ces intérêts. Cette analyse pourrait, le casé chéant, conduire à considérer qu'ils entrent dans le champ de nos intérêts vitaux». (...)

Il n’empêche que dans les textes officiels, ces précisions ont vite été abandonnées. Le flou demeure, comme dans le discours de François Hollande à Istres le 19 février 2015...
 
Des intérêts qui vont et qui viennent

Certaines priorités sont plus ou moins accentuées selon les époques, ce qui amène à interroger leur place dans la nébuleuse des intérêts nationaux. Les transformations technologiques, ont amené à se concentrer sur le charbon et le fer en Europe du Nord-Ouest, puis sur le pétrole moyen-oriental et africain, et désormais sur un cyberespace global qui depuis 2012/3 est devenu un enjeu majeur de rivalités et de sécurité.

Régulièrement, «l’expansion commerciale» devenue, après bien des méandres, la «diplomatie économique» est affichée comme relevant d’un intérêt majeur. Il en est de même pour la défense de la langue française, qui sort parfois de son caractère routinier (...) pour devenir un objectif en soi davantage qu’un moyen. Elle peut même être sublimée en faisant de la France «un des acteurs majeurs de la diversité culturelle». On pourrait citer également les espaces maritimes, qui sont périodiquement redécouverts dans des politiques de la mer ou bien des affirmations de possession, comme dans le  Livre Blanc de la Défense et de la Sécurité Nationale  de 2013.
(...)
Ainsi, nous nous sommes éloignés des invariants que jadis Jean-Baptiste Duroselle avait essayé de définir"*

*Jean-Baptiste Duroselle: "Les «invariants» de la politique étrangère de la France". in 'Politique étrangère', n°1 -1986

Pierre Grosser, in "Notre intérêt national - Quelle politique étrangère pour la France?", sous la direction de Thierry de Montbrial et Thomas Gomart
Notre intérêt national
Quelle politique étrangère pour la France?

Thierry de Montbrial, Thomas Gomart

La politique étrangère de la France est-elle encore guidée par l’idée d’intérêt national?

Pourtant, la notion d’intérêt national était au cœur de notre tradition diplomatique du cardinal de Richelieu au général de Gaulle. Elle permettait de hiérarchiser nos valeurs et nos alliances.

S’appuyant sur les contributions de grands acteurs et penseurs de notre diplomatie, ce livre analyse la politique étrangère de la France à l’aune de l’intérêt national compris comme moteur et comme cadre d’action.

S’inscrivant dans le débat sur l’identité française, il évalue aussi la place de la France dans le monde et les relations complexes que les Français entretiennent avec la mondialisation.

Un enjeu fondamental pour la présidentielle et les cinq ans à venir.

Membre de l’Académie des sciences morales et politiques, auteur de nombreux ouvrages, Thierry de Montbrial a créé en 1979 l’Institut français des relations internationales (Ifri) dont il est le président, et, en 2008, la World Policy Conference (WPC).

Historien des relations internationales, Thomas Gomart est directeur de l’Ifri depuis 2015. 


segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

A Nova Peste da China

Da China chegaram a toda a Europa, em tempos, as piores catástrofes sanitárias da história, as piores pestes de sempre. Chegaram, então, pela "rota da seda", vindas da China profunda. Dizimaram a população da Europa. Ficaram conhecidas como a "Peste Negra" e nomes que tais. Hoje, uma nova peste chinesa prepara a invasão do mundo. As populações da Coreia, da Tailândia e do Japão já estão atacadas. Por cá, fonte oficial afirma que "não há casos"... Deveria acrescentar um "ainda". Seria mais sensato. Está visto que, para além de outros enganos, Tom Barnett se enganou redondamente, no seu "The Pentagon's New Map: War and Peace in the Twenty-First Century", ao incluir a China no "core" do sistema global...

"China reported a spike in cases of a deadly respiratory illness. 

Health officials found 139 new cases, including in Beijing and Shenzhen—the first domestic cases outside the city of Wuhan. South Korea also confirmed its first case today, following cases in Thailand and Japan last week."


Guerra de Informação: Parabéns, Isabel dos Santos!

Depois de ter sido batida nas várias batalhas de guerra de informação desencadeadas contra ela por adversários vários, Isabel dos Santo...