quarta-feira, 4 de julho de 2018

Vítor Ramalho Lança o Debate sobre Fragilidades Estratégicas de Portugal, do Governo e do PS

Político corajoso e hábil, António Costa é também tacticamente brilhante. Está ao nível de Marcelo e ainda estamos para ver qual dos dois ganhará o campeonato de "o mais brilhante tacticista". Mas - e em tudo há sempre um "mas" - Costa, focado em surpreender e ganhar na manobra táctica, tem menorizado o decisivo: a estratégia e seus objectivos claramente definidos que a táctica deve servir. Ora, o que define realmente um homem de Estado é a estratégia, a definição e a decisão estratégicas (pense-se em Churchill, por exemplo, ou em Mário Soares). Na ausência de uma estratégia reconhecidamente assumida e partilhada, um dirigente fica fragilizado e vulnerável, mesmo à mercê, por vezes, de situações imprevistas que a táctica, por mais brilhante, não poderá resolver. Esta questão tem passado em claro, tem sido uma ausência, um tema tabú. Um dirigente histórico do PS e observador privilegiado da evolução política, económica e estratégica de Portugal e do mundo nas últimas décadas, Vítor Ramalho quebrou esse tabú no "Expresso" do último sábado. Regista-se a análise crítica de Vítor Ramalho, que abre um debate imprescindível e urgente e de que depende, em boa parte, o futuro a médio prazo do PS e de Portugal:


Vítor Ramalho: Os riscos para Portugal e para o PS


Expresso | 30 Junho 2018

O mundo mudou. Há cerca de trinta anos os regimes políticos na U.E. eram marcados pelos ideários do socialismo democrático e da democracia cristã. Daí para cá os socialistas, quando nos governos, passaram, na maioria dos casos, a aplicarem politicas que descaracterizaram o seu ideário. Claudicarem nas funções do Estado, na regulação dos mercados, na liberalização do emprego, no domínio nacional das empresas estratégicas, muitas vezes transigiram no tráfico de influência, na porta giratória da política com negócios e na judicialização da politica. 

Quanto às privatizações e no que nos respeita, as receitas previstas no Memorando da Troika eram menos de metade do que se alcançou. O governo anterior não deixou nada por vender. No sector bancário, em que o domínio nacional era de 86%, é agora de 8%. Sendo as empresas quem internacionaliza a economia e dependendo o investimento em grande parte da banca, estamos num círculo vicioso. A política de empobrecimento conduziu a um mau resultado.

Noutro plano, contrariando a política que vinha sendo seguida, Portugal votou a favor da entrada da Guiné Equatorial na CPLP não percebendo sequer os motivos pelos quais os movimentos de libertação no período colonial criaram a CONCP – Conferencia das Organizações Nacionalistas das Colónias Portuguesas.

Em 2015 o líder do PS percebeu que o mundo mudara e os riscos políticos do passado bipolar se esfumaram. A política de empobrecimento tinha de ser barrada. A CDU e o BE caucionaram este objectivo, passando-se a priorizar a reposição de rendimentos dos trabalhadores e dos pensionistas.

Esgotados em grande parte estes objectivos e perante um quadro de evolução agora negativo a nível político e económico internacional, Portugal, como país dependente, não deixará de ser influenciado. 

Acresce que a afirmação de Portugal no mundo vem-se definhando e o que hoje se discute não são grandes desígnios mas saber qual o capital estrangeiro que deve dominar as empresas estratégicas. Nem sequer se aprofundaram as causas que conduziram Portugal contra o tratado que criou a CPLP a abdicar, em tempo próprio, da indicação do Secretário Executivo desta, com diminuição para metade do mandato.

À luz desta realidade vamos entrar num novo ciclo, a exigir respostas claras em vários desígnios - no plano externo a importância dos oceanos, a relação com os países da nossa língua bem como os afro-ibero-americanos, a Espanha das nacionalidades, o papel da U.E. e o de Portugal nela, numa lógica estratégica. 

A estes desígnios acrescem os internos que respeitam às funções do Estado, à responsabilização dos seus agentes, à transparência, ao combate às desigualdades, à recriação de empresas estratégicas nacionais, ao reforço da demografia, entre outros.

O turismo, tem, assim, de ser encarado como conjuntural porque tem reversos. 
Aproximando-se o debate sobre o orçamento, são estes desígnios que o devem influenciar. Como disse Jorge Sampaio “há mais vida para além dele” e, no caso, para além da reposição dos rendimentos.

Ao arrepio do que havia dito, o líder do PS, quando eleito, de que o partido e o governo eram realidades distintas, estranha-se o reforço da governamentalização dos órgãos eleitos do partido no último Congresso, face à necessidade de reforço da respiração própria deste com vista aos desafios existentes e atrás elencados, tanto mais que a direita não apresenta uma alternativa de esperança, o que não é positivo para o país. 

Os desafios são agora, em grande parte, os do PS e os riscos não são pequenos. O debate do próximo orçamento é assim nuclear para o futuro.

Vítor Ramalho

terça-feira, 3 de julho de 2018

México em Obras

Para Presidente da República, os mexicanos escolheram, logo à primeira, um senhor Obrador. E fizeram muito bem. O que aquele Estado mais está a precisar é mesmo de obras. E grandes! Portanto... Obrador ao poder.



Homem pouco conhecido até agora, Obrador é a continuação no México da dinâmica imparável que está a substituir, por todo o lado (Europa incluída) as velhas classes políticas reinantes, aliadas e cúmplices das oligarquias financialistas e globalistas, por "políticos anti-sistema", tanto de "esquerda" como de "direita".

Obrador é apresentado como de "esquerda". E Trump como de "direita". Ambos são, porém e sobretudo, "políticos anti-sistema". Tal como a vitória de Trump nos USA provocou uma guerra civil na nomenclatura do derrotado Partido Democrático (e largos incómodos no vencedor Republicano...) também a vitória de Obrador provocou um cataclismo na enquistada, corrupta e esclerosada direita mexicana (PRI e quejandos).



Tal como antecipado (há anos...!) por alguns analistas mais atentos e possuidores de grelhas de leitura específicas (e não “papagaios” de vulgatas e outras TINAs), as velhas classes reinantes que no pós-crise de 2008 não souberam romper a sua subordinação cúmplice às elites da financeirização globalista estão a ser varridas, Até a imperadora ‘tedesca’ Merkel está mais que tremida e vai ter de rapidamente renegar três vezes o seu credo se quiser continuar, por mais uns tempitos, a sentar-se na cadeira do poder...

É todo o sistema global que está em obras (decomposição/recomposição), a coisa não é um exclusivo mexicano e, portanto, o tempo é de... Obradores.

"Quanto vale Portugal?"

A Limes procura responder (e responde) à questão que levanta. A este desafio, em Portugal, quem será capaz de responder? 

"Quanto vale Portugal?" 

A resposta é urgente... Há quem seja capaz de a encontrar?


Crise do Golfo: Guerra de Informação no Auge

"La crise du Golfe, débutée au cours de l’été 2017 par la rupture unilatérale des relations diplomatiques entre l’Arabie saoudite et les Émirats arabes unis (EAU), d’une part, et le Qatar, de l’autre, en offre une nouvelle illustration. Pour Abu Dhabi, tous les coups sont permis pour nuire à la réputation de l’adversaire et faire triompher sa propre vision du conflit"....

"Quantas empresas portuguesas podem resistir a uma boa guerra de informação?

"Quantas empresas portuguesas, sobretudo entre as cotadas em Bolsa, estão em condições de resistir a uma boa guerra de informação?" De passagem por Lisboa, um especialista da matéria, jurista americano residente no centro da Europa, coloca-me abruptamente a questão. "Deixa ver", digo para ganhar uns segundos. Sorvo ainda um pouco do café e sorrio-lhe. "Olha, fixa bem... nenhuma!". Estamos no bar do Ritz e, talvez por isso, de repente surge-me a memória de uma operação a que alguém chamou "caixa de sapatos"... Olho à volta. Há várias caras conhecidas do mundo dos negócios e da política. Muito penteados, perfumados e engravatados. Bem formalizados e engomados. E volto a um pequeno sorriso. Se algum deles sonhasse o que poderá estar a passar pela cabeça do "mal vestido" (jeans, t-shirt engelhada e sapatos de vela) sentado às minhas "15 horas", provavelmente, tinha um colapso... Sou arrancado deste devaneio pela voz deste companheiro de fim de tarde. "Levas-me a jantar àquele teu amigo que serve o melhor peixe do mundo?" Peço a conta. "Claro, sim, vamos a isso, tenho o carro ali à porta".

sábado, 30 de junho de 2018

50 Milhões de “mais valias” na venda da “Suíça”


A Pastelaria Suíça e todos os prédios do quarteirão foram vendidos por 62 milhões de euros, diz a imprensa ‘mainstream’. 

Sim, venderam por 62 milhões e tinham comprado por quanto? Por 12...! E, já agora que se fala do assunto, quem eram realmente os verdadeiros proprietários (não empresas e nem caras de fachada) que agora venderam e lucraram 50 milhões com um investimento de 12? Disto a imprensa ‘mainstream’ nada diz.

A Líbia é um grande mercado de escravos

A escravatura nunca foi realmente abolida no mundo árabe mas teve nestes últimos anos uma retoma como nunca se vira. Os negros aficanos voltam a fazer a fortuna de árabes e até de europeus! As milícias líbias são o grande agente do novo mercado de escravos e acumulam fortunas de milhões e milhões de euros e de dólares que ganham a “dois carrinhos”, como mais abaixo se mostra. O vídeo, que acompanha este post, é uma veemente denúncia desta retoma da escravatura com a cumplicidade dos “bem-pensantes” politicamente correctos desta Europa germanizada.
La Libye est l’un des principaux marchés aux esclaves

Comme au 17° siècle, les noirs Africains recommencent à faire la richesse de certains Arabes et Européens. Les milices libyennes se font des millions et des millions de dollars de cette façon. Ils prennent de l’argent des deux côtés, aux Africains qui se précipitent en Europe au départ de leurs pays ravagés, et aux Européens qui payent les milices pour arrêter les réfugiés.

L’homme qui a été pris dans la vidéo avec un fouet à la main, le chef d’un gang brutal d’esclavagistes, est un ancien rebelle contre le «sanglant dictateur» Mouammar al-Kadhafi, un ami de la démocratie et des valeurs européennes, qui s’appelle Abd-al-Rahmanal-Milad, un commandant de garde-côtes. Les chaloupes dans lesquelles il expédie les Africains en Europe, il les achète avec de l’argent européen. Bruxelles en paye 200 millions d’euros par an, mais les esclaves rapportent encore plus.

Les Européens apprécient Milad: il y a un an, il avait été invité à un cours de remise à niveau à Rome, où il avait passé un mois fructueux dans un hôtel haut de gamme aux frais de l’Union européenne.

Le rival de Milad, Al-Dabbashi, envoie, lui, des bateaux la nuit à partir des plages. Les compétiteurs retirent leurs moteurs aux bateaux des concurrents, et livrent les réfugiés au naufrage au large. Le roulement est impressionnant: un million et demi de noirs ont traversé la Libye sur leur trajet vers l’Europe, des milliers sont morts en route, mais le gisement humain ne tarit pas. D’autres militants libyens, qui avaient libéré leur patrie du sanguinaire Kadhafi, opèrent à l’arrière, et convoient des dizaines de milliers d’Africains à travers le Sahara jusqu’en Libye, pour de nouveaux marchés aux esclaves et pour l’Europe.

Les ONG européennes remorquent les canots pneumatiques chargés de migrants envoyés par Milad, les font monter à leur bord et les débarquent en Europe, en empochant un bénéfice tout à fait correct. Ces «sauveteurs» coopèrent directement avec Milad et avec d’autres esclavagistes, ils reçoivent des instructions précises des «expéditeurs» sur l’endroit où il faut aller chercher les rafiots, et se servent une tranche considérable du gâteau. Ils perçoivent des subventions et des dons des Européens au grand cœur, qui ne comprennent pas qu’ils se font manipuler par des esclavagistes.

Ce négoce a été florissant pendant plusieurs années, sans encombre, jusqu’au jour où les Italiens en ont eu assez ...

https://leblogalupus.com/2018/06/27/les-images-denfants-ca-suffit/

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Guerra de Informação e Terrorismo Islâmico, na obra de Giuseppe Gagliano

O trabalho mais recente do nosso colaborador e amigo Giuseppe Gagliano sobre guerra de informação (e guerra económica) aqui analisado na perspectiva de contributo para o conhecimento das estratégias jihadistas de ‘information warfare’. Como esclarece a autora,  Sara Brzuszkiewicz, do European Eye on Radicalization:

“Il presente lavoro è dedicato all’analisi di una sezione del volume di Giuseppe Gagliano “Sfide Geoeconomiche. La conquista dello spazio economico nel Mondo contemporâneo” (Fuoco Edizioni, 2018). Si tratta del capitolo che ospita l’analisi sul quanto mai attuale tema della guerra dell’informazione e della sua relazione con le strategie comunicative jihadiste, con le quali le classi politiche, gli attori della società civile, i mass media ed i singoli individui sono oggi chiamati a confrontarsi quotidianamente.

"Al preliminare inquadramento tematico seguirà una riflessione dedicata al concetto di guerra dell’informazione e ad alcuni importanti esempi storici che Giuseppe Gagliano sceglie di approfondire. La parte successiva sarà dedicata al rapporto tra strategie comunicative e alcune tra le più importanti rivoluzioni degli ultimi due decenni, mentre quella finale si concentrerà sulla comunicazione nel quadro del jihadismo contemporaneo.”

Sara Brzuszkiewicz: Guerra dell’Informazione e Terrorismo Islamico. Precedenti e Dinamiche Transnazionali. Una lettura di Giuseppe Gagliano


Sara Brzuszkiewicz is the Managing Editor of European Eye on Radicalization.

She is a PhD student at the Catholic University of Sacred Heart (Milan), and a researcher at al Mesbar Studies & Research Centre (Dubai, UAE). Before moving to the Gulf, she has been visiting researcher in the Program on Extremism at George Washington University (Washington D.C.)

She holds a Master Degree in Languages and Cultures for International Communication and Cooperation with a dissertation on prostitution, stereotypes and human trafficking in the Arab world (2012) and a Bachelor Degree in Linguistic and Cultural Mediation with a thesis on representation and treatment of mental disorders in Islamic cultures (2010) from the University of Milan. Sara speaks Italian, Arabic, English, and Spanish.

She holds a diploma in Terrorism Studies (Terrorism Modus Operandi) from the Centre for the Study of Terrorism and Political Violence, University of St. Andrews (2017) and diploma in Emergencies and Humanitarian Intervention from the Institute for International Political Studies of Milan (2014).

Her research interests focus on radicalization and de-radicalization, jihadism in Europe, and geopolitics of the MENA region.


Ler o trabalho de Sara Brzuszkiewicz (em Pdf) aqui: 


The economy is on borrowed time... Are you prepared for disaster?

The economy is on borrowed time... Are you prepared for disaster? 


Xi Jinping, o Verdadeiro Retrato do Presidente

"In the West you have the notion that if somebody hits you on the left cheek, you turn the other cheek. In our culture, we punch back."


http://shanghaiist.com/2018/06/26/in-our-culture-we-punch-back-xi-says-china-wont-turn-the-other-cheek-to-trumps-tariffs-threats/

Edward Luttwack: Os princípios orientadores do mercado são antitéticos à “lógica da estratégia”


Edward Luttwack: The guiding principles of the market are antithetical to “the logic of strategy”



“Luttwak (...) believes that the guiding principles of the market are antithetical to what he calls “the logic of strategy”, which usually involves doing the least efficient thing possible in order to gain the upper hand over your enemy by confusing them. If your tank battalion has the choice of a good highway or a bad road, take the bad road, says Luttwak. If you can divide your fighter squadrons onto two aircraft carriers instead of one, then waste the fuel and do it. And if two of your enemies are squaring off in Syria, sit back and toast your good fortune.

Luttwak believes that the logic of strategy contains truths that apply to all times and places. His books and articles have devoted followings among academics, journalists, businessmen, military officers and prime ministers. His 1987 book "Strategy: The Logic of War and Peace" is a set text at universities and military academies across the world. His official – and unofficial – advisory work for the US government has been praised by generals and secretaries of state. He is a familiar figure at government ministries, in the pages of leading journals and on Italian television.”

https://www.theguardian.com/world/2015/dec/09/edward-luttwak-machiavelli-of-maryland



quarta-feira, 27 de junho de 2018

Limes: Quanto vale l'Italia?


A ‘limes-Rivista Italiana di Geopolitica’ faz uma pergunta - Quanto vale l'Italia? - e deixa um aviso: Perché possiamo far saltare tutto, ou seja, “senza Italia salta l’euro, ma anche l’Europa tedesca”.
 


http://www.limesonline.com/sommari-rivista/quanto-vale-litalia


segunda-feira, 25 de junho de 2018

Um ‘Troll’ Islamista Perto de Nós e... de Si!

Duas coisas nos fizeram pensar que algo não batia certo. Primeiro, demasiadas fotos com mensagens islamistas. Segundo, a “foto de perfil” era demasiado sensual. A bota não jogava com a perdigota... Escassos minutos de pesquisa permitiram saber que estávamos a “conviver” com um ‘troll’ e que a menina sensual da foto é afinal uma actriz do sub-continente indiano, nada conhecida aqui pelas nossas atlânticas bandas. Percebemos ainda que o troll é “amigo no Facebook” do senhor ministro dos Negócios Estrangeiros da República Portuguesa e de várias outras personalidades políticas e mediáticas, incluindo algumas que se dedicam a “observar” o terrorismo e a estudar o islamismo... Ficamos também a saber que temos uns 500 “amigos” em comum com o sensual ‘troll’.

Fica o alerta e façam favor de não nos perguntar nada e de fazerem o que tiverem a fazer.

Ah, para que não se interroguem muito sobre a "identidade" do bicho, esclareça-se que é um nome bem português que acompanha a carinha laroca do 'troll' e que dá como local de habitação um insuspeito bairro de classe média, em Lisboa...

domingo, 24 de junho de 2018

Boas Festas de Solstício com "O Sinal de S. João" do Leonardo da Vinci

Leonardo não era apenas pintor, escultor, matemático, cientista, investigador... Ele foi também (há quem diga que sobretudo...) um "iniciado", como uma análise mais atenta e informada da sua pintura pode demonstrar. 



O Sinal de S. João é talvez a mais reconhecida das suas mensagens esotéricas... Bom solstício a todos os leitores, partners e outros colaboradores.

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Novos “Pananá Papers”

Lionel Messi, a família presidencial da Argentina, os donos da Cartier e uma empresa mineira cotada na bolsa de Londres são protagonistas do novo episódio “Panamá Papers”


“Two years after the Panama Papers rocked the offshore financial system, a fresh document leak from the law firm Mossack Fonseca reveals new offshore details about an array of global elites, including soccer superstar Lionel Messi, the Argentine president’s family and a former senior Kuwaiti official convicted of looting his country’s social security system.

The documents also show Mossack Fonseca scrambling to contain the falloutfrom the leak and identify its own clients.

We also uncovered more offshore details about an array of global elites, including soccer star Lionel Messi and the heirs to iconic French jeweler Cartier.”

Emails between Mossack Fonseca’s head office in Panama and its Uruguay branch in September and October 2016 show employees discussing a plan to backdate documents to conceal the fact that the firm did not know that a company it had set up in the Bahamas, Fleg Trading Co., was controlled by the family of Argentine president Mauricio Macri.

Macri and other family members were directors of Fleg Trading, the original Panama Papers investigation revealed. His father was the owner.” 


quarta-feira, 20 de junho de 2018

Bem-vindo à guerra económica... Que não será menos sangrenta do que a guerra


As estratégias nacionais de inteligência económica, recentemente adotadas por numerosos governos, dão aos operadores privados um papel central na manutenção da segurança, graças ao fornecimento de infraestruturas informáticas e ao principal ativo da era digital: os dados. Da proteção das atividades económicas privadas à proteção dos interesses económicos nacionais, o passo é curto. Por inteligência económica entendemos o conjunto de atividades para coletar e processar informações, monitorizar a concorrência, proteger informações estratégicas e capitalizar o conhecimento para controlar e influenciar o ambiente econômico global. É, portanto, um instrumento de poder à disposição de um Estado.

Benvenuti nella Guerra Economica

Non sarà meno cruenta della guerra


Mario Mancini | Jun 16, 2018

Un dipinto della giovane pittrice ucraina Yevgenia Nayberg

Da Von Clausewitz a Von Neumann


La famosa sentenza del generale e stratega prussiano, Carl von Clausewitz, “La pace è la continuazione della guerra con altri mezzi”, emessa al termine delle guerre napoleoniche, squarcia il velo che cela una scomoda verità. Che le nazioni vivono in uno stato di guerra permanente combattuta per fini egemonici, agendo più in una logica di conflitto e di competizione che di altro tipo. Il mondo contemporaneo è molto diverso da quello nel quale viveva lo stratega prussiano, anche se ci sono molte profonde analogie, se considerate in un’ottica di lungo periodo.

Nell’epoca di Clausevitz si dispiegava la presa del potere da parte della borghesia che stava mettendo a soqquadro lo status quo attraverso la più grande trasformazione dei mezzi di produzione della storia con l’introduzione delle macchine utensili, del lavoro salariato e della democrazia rappresentativa. Oggi è in atto un’altrettanta potente messa a soqquadro dello status quo attuata dalla tecnologia e dall’informazione. Lo stadio di sviluppo di questa trasformazione corrisponde a quello che avveniva all’epoca di Clausewitz con la prima rivoluzione industriale in pieno dispiegamento e con già i prodromi della seconda.

Oggi siamo nell’epoca di Von Neumann: l’economia binaria dell’informazione e dei servizi immateriali è il mezzo attraverso il quale il conflitto prosegue in tempo di pace. E stiamo entrando nell’epoca della seconda rivoluzione tecnologica, quella dell’intelligenza artificiale, difficile perfino da immaginare. Qualcosa di assodato però si può dire. Sono la guerra economica e la guerra tecnologica a ridefinire il paradigma dell’egemonia tra le nazioni e le comunità, che possono essere una delle future forme post-statuali, come non si stancano di ripetere i pensatori sociali più visionari del nostro tempo. Ma come ci dice il libro che presentiamo, sono ancora gli Stati, affiancati dalle imprese moderne, a dominare la scacchiere mondiale.


I nuovi scenari post-guerra fredda


La nuova leadership cinese vede la conquista dell’egemonia mondiale in termini di intelligenza artificiale e sono state poste pure delle scadenze per attuarla. Speriamo che si sbaglino! Gli Stati Uniti hanno capito la portata della sfida e si apprestano a fronteggiarla, anche se non sanno ancora come farlo. 

Il libro di Giuseppe Gagliano, uno dei pochi studiosi italiani di questi fenomeni.

L’Europa è rimasta troppo indietro e si avvia alla marginalizzazione. L’Italia è già ai margini. C’è di che preoccuparsi.

Giuseppe Gagliano, Presidente del Cestudec (Center for Strategic Studies Carlo De Cristoforis), e studioso di temi geopolitici e geostrategici, ha recentemente pubblicato un saggio, Guerra economica. Stato e impresa nei nuovi scenari internazionali, in cui intraprende un’analisi delle moderne dinamiche della guerra economica la quale è tornata prepotentemente nell’agenda politica mondiale dopo l’uscita dalla guerra fredda.

Questa uscita, attesa e intesa come l’inizio di un’epoca di concordia fra le nazioni e di trionfo della forma democratica dello Stato, non ha prodotto un esito di questo tipo nemmeno in Occidente, fra Stati Uniti e Unione Europea, per non parlare del resto del mondo. Dopo la guerra fredda c’è stata la globalizzazione con le sue conseguenze: il disordine internazionale, dove tutti combattono contro tutti.

Abbiamo chiesto a Giuseppe Gagliano di precisare il suo punto di vista e di suggerire quali rimedi vede al deficit culturale italiano che si esprime nella crisi di ruolo del nostro paese. Buona lettura.


Una minaccia asimmetrica


Il mondo sta cambiando, la realtà è diversa, mutano gli eventi e i modi di intendere la politica. E anche gli strumenti: se una volta valeva l’affermazione di Clausewitz che la guerra è politica fatta con altri mezzi, oggi si può affermare che la politica (e l’economia) è la guerra fatta con l’uso delle informazioni.

La minaccia non è più solo quella a cui eravamo abituati e che poteva localizzarsi dal punto di vista geografico nell’attacco di una grande potenza contro un’altra potenza.

Oggi la minaccia è asimmetrica, diversa, cambia in continuazione, viaggia in rete, è immediata e, soprattutto, è rivolta contro l’intero sistema. Non mira a colpire bersagli militari o politici, ma interessi commerciali, industriali, scientifici, tecnologici e finanziari. Questo porta l’intelligence a strutturarsi su compiti nuovi: proteggere non solo l’intero sistema, ma anche gli anelli deboli della filiera produttiva. Tutto ciò esige un cambio di mentalità, di modi di operare e un aggiornamento continuo, specie a livello di cultura aziendale. Esige, soprattutto, una stretta interazione dell’intelligence con il settore privato, con tutte le difficoltà che ne possono derivare.

Il ruolo centrale dell’intelligence esconomica

Le crisi che stiamo attraversando, assieme alla fisionomia industriale e commerciale della nostra epoca, inducono a considerare con molta attenzione l’idea di “guerra economica”.

È principalmente dopo la fine della guerra fredda che i rapporti di forza tra potenze si articolano attorno a problematiche economiche: la maggior parte dei governi oggi non cerca più di conquistare terre o di stabilire il proprio dominio su nuove popolazioni, ma tenta di costruire un potenziale tecnologico, industriale e commerciale capace di portare moneta e occupazione sul proprio territorio.

La globalizzazione ha trasformato la concorrenza da “gentile” e “limitata”, in una vera “guerra economica”.

La sfida economica diminuisce gli spazi a disposizione della guerra militare, ma lo scopo ultimo, quello di accumulo della potenza e del benessere, rimane immutato.

Le strategie nazionali di intelligence economica, adottate recentemente da numerosi governi, riservano proprio agli operatori privati un ruolo centrale nel mantenimento della sicurezza, grazie alla dotazione di infrastrutture informatiche e del bene primario dell’era digitale: i dati.

Dalla tutela delle attività economiche private alla protezione degli interessi economici nazionali, il passo è breve.

Per intelligence economica si intende proprio quell’insieme di attività di raccolta e trasformazione delle informazioni, di sorveglianza della concorrenza, di protezione delle informazioni strategiche, di capitalizzazione delle conoscenze al fine di controllare e influenzare l’ambiente economico globale. È, quindi, uno strumento di potere a disposizione di uno Stato.

Gli attori della guerra economica


L’infosfera è il luogo dove avviene il confronto decisivo.

Ma quali sono gli attori della guerra economica?

Gli Stati, innanzitutto, che restano i regolatori più influenti dello scacchiere economico, nonostante il loro relativo declino nella vita delle nazioni e i diversi vincoli che pesano su di loro, a partire dalle organizzazioni internazionali, come l’Unione Europea. Ciò che è davvero cambiato è che oggi gli Stati devono tener conto di numerosi stakeholder(ONG, istanze internazionali, imprese, media). Tuttavia, essi conservano un ruolo d’arbitro che ciascuno degli altri attori non fa che mettere in luce, sollecitando regolarmente un loro intervento.

• Le imprese che, di fronte al nuovo scenario geoeconomico ipercompetitivo, hanno adottato il controllo dell’informazione strategica come strumento di competitività e di sicurezza economica.

La società civile: l’ampliamento dei dibattiti su questioni sociali riguardanti l’attività delle imprese stesse (alimentazione e benessere, progresso tecnico e rischi di salute pubblica, industria e ambiente, trasporto e sicurezza dei viaggiatori, tecnologia dell’informazione e libertà individuale), la massificazione e democratizzazione dell’uso di internet, il crescente coinvolgimento della giustizia nel monitoraggio dell’operato delle imprese, comportano un aumento degli attacchi informatici contro le imprese da parte di attori della società civile. L’allargamento dei dibattiti sui rischi associati all’ambiente, sullo sviluppo sostenibile, sull’investimento socialmente responsabile, sulla responsabilità sociale d’impresa, amplifica la legittimità delle questioni sociali.

L’infosfera: questa non costituisce una categoria di persone fisiche o morali, ma piuttosto una dinamica, ossia l’insieme degli interventi, dei messaggi diffusi tramite i media e la rete. Si tratta di uno strumento particolarmente insidioso perché opera come una cassa di risonanza in cui si mescolano e ricombinano di continuo idee, emozioni e pulsioni emesse da un numero infinito di persone, senza un vero soggetto dominante e che tuttavia, esercita un’influenza determinante, positiva o nefasta, sugli individui e sulle organizzazioni. Lanciata nell’infosfera, una dichiarazione può avere il potere di scatenare feroci polemiche, dure reazioni politiche, crisi mediatiche, danni reputazionali a spese di imprese. Può divenire, quindi, un’arma di destabilizzazione particolarmente efficace. Non dimentichiamo che l’immagine e la reputazione di un marchio rappresentano un capitale strategico che impatta sulle attività commerciali e finanziarie delle aziende.

Il ruolo dell’intelligence economica e il deficit cultuale italiano


Christian Harbulot

Ebbene, quanto attuato dalla Germania nei confronti del nostro paese, non solo rientra in modo adeguato nel contesto della infosfera ma più in generale costituisce una vera e propria guerra della informazione con finalità volte a screditare politicamente il nostro paese e a danneggiarlo a livello economico.

La mancata reazione del nostro paese o la sua incapacità ad anticipare questo genere di attacchi dipende anche dal ritardo nel contesto della intelligence economica. Sia la Francia che gli Usa avevano già ampiamente compreso tutto ciò.

Infatti, per Christian Harbulot, l’intelligence economica è la ricerca e l’interpretazione sistematica dell’informazione accessibile a tutti, con l’obiettivo di conoscere le intenzioni e le capacità degli attori. Essa ingloba tutte le capacità di sorveglianza dell’ambiente concorrenziale (protezione, veglia, influenza) e si distingue dall’intelligence tradizionale per la natura del suo campo di applicazione (informazione aperta), per la natura dei suoi attori (calati in un contesto di cultura collettiva dell’informazione), per le sue specificità culturali (ogni economia nazionale genera un modello specifico di intelligence economica), rappresentando il tutto secondo uno schema di intelligence economica a tre livelli: quello delle imprese, il livello nazionale e quello internazionale.

Inoltre, è stato certamente merito di Christian Harbulot se in Francia si è sviluppata una riflessione ampia ed articolata sulla intelligence economica. Gli scritti di C. Harbulot sono infatti dei veri e propri saggi sulla natura degli scontri economici scritti con l’obiettivo di convincere i responsabili politici che uno sfruttamento offensivo dell’informazione è un fattore chiave per il successo di un Paese.

Attraverso un’analisi comparativa delle culture, Harbulot ha spiegato perché certi popoli si sono mobilitati affrontando gli aspetti conflittuali dell’economia di mercato e altri no, facendo propria la tesi secondo cui il capitale informativo è al tempo stesso un fattore di produzione ma anche un’arma offensiva, oltre che dissuasiva.

Oltre ai protagonisti della scuola di guerra francese, gli analisti americani come John Arquilla e David Rundfeldt, hanno teorizzato l’“information dominance”. Questi studiosi della Rand Corporation, fin dal 1997, hanno teorizzato il concetto di information dominance. Definita come il controllo di tutto quanto è informazione, questa dottrina avrebbe la vocazione di plasmare il mondo attraverso l’armonizzazione delle pratiche e delle norme internazionali sul modello americano, col fine di mettere sotto controllo gli organi decisionali.

Affinché il nostro paese possa essere in grado di conseguire una competitività durevole e non occasionale dare vita ad una struttura di intelligence economica superando una gestione puramente pragmatica come quella in atto da parte dell’Aise e dell’Aisi. La strada da percorrere, come sottolineato dal Generale Carlo Jean, è proprio quella posta in essere dalla Scuola di guerra economica francese.


Guerra economica. Stato e impresa nei nuovi scenari internazionali
 
Di Giuseppe Gagliano
 goWare: ebook 4,99 € | cartaceo 9,99 €

 

Indice dei contenuti:


Natura e scopo della guerra economica
Genesi storica della guerra economica | Dalla geopolitica alla geoeconomia |Geoeconomia e Stati Uniti | I nuovi attori della geoeconomia | Geoeconomia e potenza | Gli obiettivi della guerra economica | Risorse e guerra economica |Guerra economia e fondi sovrani |Guerra economica e intelligence |Neoliberismo e neomercantilismo

Soggetti e tipologie della guerra economica
Stato e geoeconomia | Imprese e geoeconomia | Guerra economica e interessi nazionali | La nuova scacchiera internazionale | Le tre tipologie di guerra economica | Guerra economica e guerre tradizionali

Le armi della guerra economica
Formazione e guerra economica | Innovazione e guerra economica | Competitività e guerra economica | Stato e guerra economica | Guerra economica e attrattività | Guerra economica e intelligence economica | Guerra economica e sabotaggio | Guerra economica e importazione | Guerra economica e libero scambio | Gli strumenti difensivi della guerra economica | Guerra economica e patriottismo economico | Guerra economica e soft power | Guerra economica e consumo patriottico

eXtras Casi di studio di guerra economica
Il caso Mittal/Arcor | La guerra per le materie prime | Il caso Volkswagen


Giuseppe Gagliano si è laureato in Filosofia presso l’Università di Milano. Attualmente è Presidente del Cestudec (Center for Strategic Studies Carlo De Cristoforis).
Ha collaborato con la “Maritime Magazine”, “Notizie Geopolitiche”, “Rivista aereonautica”, la Italian Society of Military History, il Centro de Estudos em Geopolítica e Relações Intenacionais (Brasile), il Centre Français de Recherche sur le Renseignement e con le riviste “Modern Diplomacy”, “Intellector”, “Securite Globale”, “Cahiers de la sécurité et de la justice”.
Egli è inoltre membro del Advisory Board delle riviste “International Journal of Science” (Serbia) e “Socrates Journal” (India), “Geopolitica.ro” (Romania).
Inoltre ha pubblicato:
Guerra psicologica, disinformazione e movimenti sociali, Aracne, 2012; 
Nicolas Moinet, Intelligence Economica (a cura di Gagliano Giuseppe), Fuoco, 2012; 
Guerra economica e intelligence, Fuoco, 2013; 
La Geoeconomia nel pensiero strategico contemporaneo, Fuoco, 2015; 
Guerre et intelligence économique dans la pensée de Christian Harbulot, présentation Nicolas Moinet, Va Press, 2016; 
Desinformation, desobeissance civile et guerre cognitive, Va Press, 2017; 
Sfide geoeconomiche, Fuoco, 2017; 
Cestudec - Scuola di guerra economica, Thibault Kerlizin, GreenpeaceUne ONG à double-fond(s)?, Va Press, 2018.

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Mario Mancini Graduated in British history in Florence, he started working in publishing soon after having come across a Mac computer in 1986 when he was in New Zealand.

https://medium.com/@marioxmancini/benvenuti-nella-guerra-economica-46dccd5ec8d7

terça-feira, 19 de junho de 2018

Ranking da Potência Global

A ‘Conflits’, revista francesa de geopolítica, ousou um trabalho para estabelecer, com critérios bem definidos e os “números” mais credíveis, um ranking da potência global. E em boa hora o fez. Os Estados Unidos lideram destacados (tanto no hard como no soft power) seguidos da China. Surpreendente é o aparecimento da França (em 4º lugar) à frente da Alemanha. Pascal Gauchon, que dirigiu o trabalho, confessa que também ficou surpreendido com esse resultado da França. Mas explica-o na conversa que aqui se regista.

“Disponible dans les kiosques de toutes les bonnes librairies, le numéro 17 de la revue Conflits s’attache à définir quels sont les indices qui permettent d’évaluer la «puissance globale» d’un pays. À l’heure où le monde ne cesse d’évoluer, faut-il tenir compte de nouveaux critères relevant du softpower et s’affranchir d’une vision plus classique des relations internationales? Rencontre avec Pascal Gauchon, rédacteur en chef de Conflits, magazine de référence des études géopolitiques françaises.



- Les principaux classements de pays sont en général ceux du PIB ou de la population, voire des forces armées, pourquoi avoir mixé dans un classement général des facteurs si différents?

P. G. : La puissance est un phénomène complexe qui intègre des éléments divers. Privilégier les forces armées, l’économie ou la population est insuffisant. En fait ces trois critères relèvent largement du hard power comme le définit Nye. Le soft power est totalement évacué de ces classements. Nous rétablissons l’équilibre.

Comment avez-vous fait pour mesurer la cohésion d’un pays ?

C’est un critère auquel nous tenions. Un pays ne peut exercer sa puissance que s’il veut le faire, et il peut en être empêché par des divisions internes. Regardez les Etats-Unis aujourd’hui. Partisans et adversaires (ouverts ou discrets) de Trump se sont affrontés d’où une hésitation permanente entre une volonté de désengagement à l’étranger (illustré encore récemment par l’annonce d’un retrait de Syrie) et un retour à l’interventionnisme néo-conservateur. C’est d’ailleurs la seconde tendance qui semble s’imposer.

Nous sommes partis de critères simples: les inégalités sociales, la criminalité, l’instabilité politique – autant d’éléments pour lesquels il existe des statistiques internationales crédibles

Cela dit il est difficile de mesurer la cohésion. Nous sommes partis de critères simples : les inégalités sociales, la criminalité, l’instabilité politique – autant d’éléments pour lesquels il existe des statistiques internationales crédibles. Nous avons aussi introduit le risque de conflits internes en partant de deux indices spécialisés (le War Risk et le Fragile State Index) et nous avons complété par un sondage Gallup qui mesurait la capacité de la population à se battre pour son pays. Je crois que nous avons établi ainsi un indice qui prend bien en compte un phénomène difficile à quantifier.

De la part d’un géopolitologue comme vous, il est surprenant de constater que vous avez donné un coefficient de 15/100 seulement à la taille du territoire de la population et des ressources… Le soft power (65) l’emporterait-il sur le hard power (35)?

Tout est problème de définition. Selon Nye l’économie fait essentiellement partie du hard power car elle permet de contraindre. On aurait ainsi 50 coefficients pour le hard power. La technologie renforce le soft power (que l’on pense au contrôle de l’information sur Internet), mais aussi le hard power avec les progrès en armement. Et elle contribue à la richesse du territoire: à quoi servirait des ressources que l’on ne pourrait pas exploiter?


En fait il faut bien comprendre ce que dit Nye: le hard power ne s’identifie pas aux moyens qu’utilise la puissance mais à une méthode, contraindre et imposer sa volonté par la force. Le soft power entend lui aussi imposer sa volonté, mais par des voies discrètes, feutrées pour reprendre les formules de Gérard Chaliand.


La France finit 4ème de ce classement mondial, n’est-ce pas surprenant pour une puissance qu’on dit déclinante et entravée dans l’OTAN et l’UE? Ces deux alliances sont-elles des tremplins ou des entonnoirs de puissance?

Oui, et d’ailleurs nous avons été nous-mêmes surpris. On pourrait dire que nous sommes forts des faiblesses des autres, comme des borgnes au royaume des aveugles. La France est moyenne, mais moyenne partout. Comparons avec l’Allemagne ; nous sommes moins bons dans le domaine économique et en cohésion, un peu moins bons en technologie (où nous disposons cependant de points forts), bien meilleurs pour le territoire (grâce au domaine maritime en particulier), la population (grâce à la croissance démographique), l’armée mais aussi l’influence mondiale. En fait nous avons de beaux restes et nous vivons en partie sur cet héritage.

La Suisse termine devant l’Inde, le Brésil, la Turquie et le Mexique, les émergents ne sont-ils qu’une vue de l’esprit?

La Suisse est un cas particulier. Il faut se demander pourquoi Hitler n’avait pas envahi ce pays pendant la Seconde Guerre mondiale. Ce n’était pas tant à cause de son armée ni du caractère montagneux du pays ; en fait la Suisse était plus utile neutre que soumise. Sa place dans le système financier, la possibilité d’utiliser ses entreprises pour importer discrètement certains produits, son rôle de plaque-tournante de la diplomatie mondiale le démontrent, la «petite Suisse» n’était pas si impuissante qu’on pouvait le croire. Quant aux émergents…, ils émergent. Leurs progrès sont spectaculaires mais fragiles et incomplets – on le voit avec le critère de la technologie par exemple. Mais notre tableau n’est qu’une photographie de la situation actuelle. Les rapports de force seront modifiés au fil du temps.

Les États-Unis terminent très loin devant la Chine. Le match Chine/USA n’a donc pas lieu?

Le match est en train d’avoir lieu. Les Etats-Unis sont les champions, les Chinois les challengers, comme d’ailleurs d’autres émergents. La prépondérance des Américains reste spectaculaire, ils sont les seuls à pouvoir manier le hard et le soft power à ce degré – les Chinois restent loin derrière, en particulier en ce qui concerne le soft power.


Qui en Occident rêve d’être chinois et de travailler dans les usines Foxconn à Shenzen? Pourtant la Chine progresse vite. Ne soyez pas impatient, je vous le promets le match aura lieu, les dirigeants des deux pays ne pensent qu’à cela.”

Alea Jacta Est... Trump Manda Evacuar Teerão

Trump, 17.06.2025