quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Um "Manifesto para salvar a Europa" que ainda a fragmenta mais...


Este é um 'manifesto' que nos diz muito sobre os 'intelectuais' que o escreveram e assinam, sobre os seus credos, fantasmas e medos, mas que é muito pobre e nada diz sobre a realidade da "Europa" e sobre a clamorosa ausência de solidariedade e outros crimes e erros que, desde 2008, realmente liquidaram a "ideia de Europa".

Ora, é dessa clamorosa ausência de solidariedade e de outros crimes e erros que é necessário falar se quisermos evitar que o continente europeu volte a transformar-se de novo num campo de batalha...

Eles nem, aliás, se dão conta que o seu 'manifesto' de guerra ao "populismo" acelera a fragmentação da União, agrava a divisão nas opiniões públicas e nos eleitorados e aumenta o distanciamento entre os Estados-membros "populistas" e os "liberais".

A escassa e distorcida visão destes 'intelectuais' fica aqui registada:



Fight for Europe – or the wreckers will destroy it

The continent faces its biggest challenge since the 1930s. We urge European patriots to resist the nationalist onslaught 

• 
Europe ‘coming apart before our eyes’, say 30 top intellectuals


https://www.theguardian.com/commentisfree/2019/jan/25/fight-europe-wreckers-patriots-nationalist

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

“Dark Side of the Kremlin”


É um novo capítulo na guerra de informação na (com a) Rússia aberto com a publicação de “Dark Side of the Kremlin” (108-gigabyte) por uma espécie de nova “wikileaks”, o “Distributed Denial of Secrets” - https://ddosecretspzwfy7.onion.to/ .



“A new website features documents pilfered from Kremlin officials and agencies.

A new site that collects hacked and leaked material from around the web late last week published a major collection of documents and emails belonging to Russian government officials and oligarchs.

On Friday, a site calling itself Distributed Denial of Secrets published a 108-gigabyte archive dubbed the “Dark Side of the Kremlin,” which includes emails and documents from the Russian Interior Ministry, the Russian weapons exporter Rosoboronexport, and Kremlin officials, oligarchs, and separatist forces in eastern Ukraine. The trove is the result of numerous hacks conducted by various groups .....”


terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Huawei Acusada de Fraude, Roubo e Obstrução à Justiça


Fraude bancária, obstrução à justiça e roubo de tecnologia são algumas das acusações ao gigante chinês das telecomunicações, a Huawei, apresentadas ontem pelo Departamento de Justiça americano.

O tribunal irá agora analisar as provas e, se der por provadas as acusações, poderá proibir a Huawei de adquirir e usar tecnologia americana... Uma proibição que já provocou o colapso de outras ‘tecnológicas’ chinesas.

Em reacção ao libelo americano, a Huawei rejeita as acusações e o governo chinês já “protestou”.

Huawei, reacção muito dura do governo chinês às acusações da Justiça americana, a 29 Jan. 2018

A condenação da Huawei em tribunal terá repercussões em Portugal, dado que a PT estabeleceu, há anos, uma colaboração (demasiado...?) estreita com esta ‘telecom’ chinesa e tem adquirido e usado dispositivos “made by Huawei”, considerados em vários Estados (nossos aliados NATO) como atentatórios da segurança nacional...

A guerra económica é, por enquanto, o campo de batalha em que se desenrola (por ora...) a guerra entre China e USA pela hegemonia global. Agora é assim, amanhã, não sabemos...

A "Carta de Bruges": Um Programa Político Ainda Válido

Carta de D. Pedro das Sete Partidas a seu irmão D. Duarte, em 1426


É claro que esta perspectiva estratégica e este programa político nesta carta traçados por D. Pedro foram descartados, para o mais profundo dos infernos, em Alfarrobeira (a batalha em que saiu vencedor o partido do "é fartar, vilagem"...). Educado por D. Filipa de Aviz no culto da camisa ensanguentada, que D. Pedro trazia no dia da sua morte em Alfarrobeira, e bebendo através desta tia as ideias do avô e o ódio à "vilanagem", D. João II vai retomar esta estratégia e este programa político. Foi, porém, sol de pouca dura (embora de imenso alcance, tanto para Portugal como para todo o mundo). A "vilanagem" conseguiu assassiná-lo (apesar de todos os apertados cuidados dos "serviços" de Antão de Faria que só 
o que lhe chegava às mãos via esposa não filtravam...) e desse modo alcançou colocar no trono um cúmplice (pelo menos) da mais alta "vilanagem"... E assim se entrou na "apagada e vil tristeza" de que a intervalos regulares conseguimos sair mas apenas por períodos demasiado curtos.

Este resumo da "Carta de Bruges" (enviada pelo Infante D. Pedro a D. Duarte, em 1426) é de Robert Ricard e consta do seu estudo «L’Infant D. Pedro de Portugal et “O Livro da Virtuosa Bemfeitoria”», in Bulletin des Études Portugaises, do Institut Français au Portugal, Nova série, tomo XVII, 1953, pp. 10-11).


«O governo do Estado deve basear-se nas quatro virtudes cardeais e, sob esse ponto de vista, a situação de Portugal não é satisfatória. A força reside em parte na população; é pois preciso evitar o despovoamento, diminuindo os tributos que pesam sobre o povo. 

Impõem-se medidas que travem a diminuição do número de cavalos e de armas. É preciso assegurar um salário fixo e decente aos coudéis, a fim de se evitarem os abusos que eles cometem para assegurar a sua subsistência. 

É necessário igualmente diminuir o número de dias de trabalho gratuito que o povo tem de assegurar, e agir de tal forma que o reino se abasteça suficientemente de víveres e de armas; uma viagem de inspeção, atenta a estes aspetos, deveria na realidade fazer-se de dois em dois anos. 

A justiça só parece reinar em Portugal no coração do Rei [D. João I] e de D. Duarte; e dá ideia que de lá não sai, porque se assim não fosse aqueles que têm por encargo administrá-la comportar-se-iam mais honestamente. A justiça deve dar a cada qual aquilo que lhe é devido, e dar-lho sem delonga. É principalmente deste último ponto de vista que as coisas deixam a desejar: o grande mal está na lentidão da justiça. 

Quanto à temperança, devemos confiar sobretudo na ação do clero, mas ele [o Infante D. Pedro] tem a impressão de que a situação em Portugal é melhor do que a dos países estrangeiros que visitou. 

Enfim, um dos erros que lesam a prudência é o número exagerado das pessoas que fazem parte da casa do Rei e da dos príncipes. De onde decorrem as despesas exageradas que recaem sobre o povo, sob a forma de impostos e de requisições de animais. Acresce que toda a gente ambiciona viver na Corte, sem outra forma de ofício.»

domingo, 27 de janeiro de 2019

Salazar e a Maçonaria: uma estória mais velha que “o Diabo”


O jornal “O Diabo” descobriu, para manchete desta semana, uma estória de “toda a gente” conhecida e com a provecta idade de coisa de um século: Bissaia Barreto, um grande amigo pessoal de Salazar e seu médico de confiança, era maçon! Oh, diacho...


A capa de "o Diabo"...

Maçon e destacado obreiro da “Loja”, poderiam acrescentar. Mas, se quiserem entrar por aí, os jornalistas de “O Diabo” têm à sua espera grandes surpresas. E, essas, não, não são do conhecimento de “toda a gente”. Sem esgotar a matéria, aqui lhes deixamos algumas pistas.

Quem foi, pessoalmente, a casa de Salazar convencê-lo a vir para o Governo como ministro das Finanças, foi um alto dirigente da Maçonaria, líder do golpe de Estado de 28 de Maio de 1926 e com quem Salazar se solidarizou quando esse dirigente foi afastado por Gomes da Costa. E foi um dos escassíssimos ministros que abandonaram o governo em solidariedade com o almirante Mendes Cabeçadas. Enquanto o general Gomes da Costa esteve à frente do governo, Salazar manteve-se afastado, por terras de Coimbra, e só depois do golpe palaciano do general Carmona ter afastado Gomes da Costa – exilando-o para os Açores – é que aceita regressar ao ministério das Finanças. E, de novo, pela mão de um maçon: o próprio general Carmona.

Reunião do Governo a 7 Junho 1926. Vários maçons sentados a esta mesa presidida por alto responsável do GOL e Presidente da República, almirante Mendes Cabeçadas. A 12 Junho, Salazar já aqui se sentará...

Vários dos seus colaboradores directos – alguns mesmo nas funções de chefe de gabinete – eram maçons. E, durante décadas, maçons foram presidentes da Assembleia Nacional... Salazar sabia-o? Pelo menos, nem sempre o terá sabido... Esses maçons estavam lá apenas para o assessorar ou estavam a executar uma estratégia de containment? É sabido (pelo menos, por algumas pessoas ainda vivas) que Salazar sempre se queixou, na intimidade, da falta de amizade e até de apreço pessoal que lhe votava o general Carmona...

General Carmona a fuzilar Salazar com o olhar...

Um Carmona que, à revelia de qualquer membro dos seus governos, sempre controlou, com homens da sua confiança pessoal e política, os aparelhos de informação e de segurança: Até colocou Delgado a "conter" a Legião Portuguesa e Galvão a dirigir e orientar a nóvel Emissora Nacional (homens que após a morte de Carmona se revoltarão contra a o "novo rumo" de Salazar...). Pela área da segurança se chega  ao caso caricato do homem a quem a propaganda da área do PCP apelidou de “o Anjo Negro de Salazar” (e a quem os “files” da americana OSS chamam “Jimmy” e identificam como um colaborador precioso em operações americanas de “deception”...). Esse homem (oriundo do grupo do fundador da República, o carbonário almirante Machado dos Santos, líder da Alta Venda e que Carmona agracia com a Grã-Cruz da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, a título póstumo, a 4 de Setembro de 1926), o capitão Agostinho Lourenço é uma das peças decisivas do dispositivo de comando, controlo e containment montado pelo general Carmona e é também amigo de um alto dirigente da Maçonaria e interlocutor privilegiado da Grande Loja Unida de Inglaterra em Lisboa.

Cap. Agostinho Lourenço (fardado) e Ramon Nonato de La Fério (de óculos), em cerimónia republicana, 1931.

Em resumo, Salazar esteve sempre de tal modo rodeado de maçons que até já houve quem (desafiando qualquer réstia de bom senso e sem sombra de prova aceitável...) se atrevesse a declará-lo um “iniciado”... Enfim, “o Diabo” abriu uma caixinha da Pândora e até poderia agora, nesta matéria, passar da "estória" para a "história". Mas isso são já “outros quinhentos”!



sábado, 26 de janeiro de 2019

Novo Tratado Franco-Alemão Atomiza e Fragmenta a União Europeia

As opções estratégicas de Merkel e Macron não contribuem para o avanço da “construção europeia” mas sim para a fragmentação e atomização da União Europeia. Sem discutir o carácter das suas intenções, constata-se que o resultado é péssimo. Como nota Nicolò Carboni, em artigo de análise publicado no ‘Atlante’, “Este tratado franco-alemão (agora assinado em Aachen por Merkel e Macron) marca um ponto claro: a era da colaboração a vinte e sete acabou e todos os Países se refugiam junto dos seus aliados de sempre, esperando que a confusão da história desapareça. A mensagem de Paris e Berlim chegou forte e clara às outras capitais, mas, acima de tudo, é em Bruxelas que corre o risco de se fazer ouvir.” Como todos sabemos, o inferno está cheio de boas intenções (isto, claro, admitindo que fossem boas as intenções de Macron e de Merkel).


Il Trattato di Aquisgrana, nel solco dell’atomizzazione dell’EU

di Nicolò Carboni | Treccani | 24 gennaio 2019

Sfogliando la versione on-line dell’Enciclopedia Treccani, i Trattati di Aquisgrana noti alle cronache sono addirittura quattro; il più famoso ‒ e importante ‒ è quello che sancì la supremazia europea di Carlo Magno e spianò la strada alla sua incoronazione come Romano Imperatore. Non stupisce, dunque, che Emmanuel Macron, forse il leader europeo con le maggiori velleità universalistiche, e Angela Merkel ‒ il capo de facto ma non de jure dell’Unione Europea ‒ abbiano scelto proprio la cittadina termale tedesca per rinnovare la storica alleanza franco/tedesca con un (nuovo) trattato che, nelle intenzioni dei firmatari, segna una nuova fase nelle relazioni tra Parigi e Berlino.

I propositi sono molti, si va dalla collaborazione militare, corredata da un classico patto di mutuo aiuto in caso di aggressione (sul modello NATO), a quella nell’intelligence, insieme a una serie di misure tecniche per integrare al meglio il sistema sanitario transfrontaliero, i controlli doganali e la condivisione di informazioni. La Francia, inoltre, si impegna a sostenere la richiesta tedesca (o meglio, il sogno proibito della Germania da almeno un decennio e mezzo) di avere un seggio permanente al Consiglio di sicurezza delle Nazioni Unite. Pure sul fronte della collaborazione istituzionale vengono fatti dei passi avanti, rendendo ufficiale la prassi dei bilaterali prima dei Consigli europei e proponendo che venga istituito una sorta di Erasmus per i ministri, permettendo ai membri di governo dei due Paesi di partecipare alle riunioni della controparte. Nulla di troppo innovativo o rivoluzionario, ma, come spesso accade, il vero dato politico non è nel merito, bensì nella forma.

Emmanuel Macron e Angela Merkel hanno sentito il bisogno di mettere nero su bianco il buono stato delle relazioni franco-tedesche proprio mentre i due leader soffrono il loro momento peggiore: Macron è sotto la morsa dei ‘gilet gialli’,mentre il suo tasso di popolarità ha già superato in negativo quello del non troppo amato predecessore, la Merkel è a fine mandato (ha già annunciato che non si ricandiderà al ruolo di cancelliere) e in Germania stanno emergendo forze nuove ‒ come i Verdi o Alternative für Deutschland (AfD) ‒ che hanno ormai messo in crisi la tenuta politica della Grande coalizione.

Pure il convitato di pietra al tavolo di Aquisgrana, l’Unione Europea, non se la passa benissimo: alla vigilia di una tornata elettorale che, con grande probabilità, vedrà un’avanzata delle forze eurocritiche, i due principali Paesi del blocco sentono il bisogno di stringersi tra loro, dimenticando tutti gli altri. Nel Trattato di Aquisgrana i riferimenti all’Unione sono pochi e non vanno molto oltre la semplice formalità, come se Parigi e Berlino guardassero già oltre, a un futuro dove la cooperazione europea non sarà più demandata all’attuale assetto bruxellese ma a nuove forme di partenariato ancora in divenire.

Come dicevamo sopra, la forma è sostanza ed è impossibile negare che, se un trattato simile fosse stato firmato da Orbán e Kurz, oggi staremmo a discutere di secessione di Visegrád o amenità affini. Ovviamente si tratta di esagerazioni, banalmente siamo davanti a una nuova fase del processo (per larga parte incontrollato) di ridefinizione dei confini e delle zone d’influenza all’interno dell’Unione Europea.

Da quando la crisi del debito ha fatto cadere il velo dell’Europa solidale per mostrare il volto arcigno della troika, Bruxelles si è trasformata in una camera di compensazione delle rivalità e di interessi nazionali spesso contrapposti. Non stupisce dunque che i vari Paesi si stiano dividendo in consorterie organizzate per continuità politica, territoriale o entrambe.

Letto in questo senso il Trattato di Aquisgrana si inserisce nella più generale tendenza di atomizzazione dello spazio pubblico europeo, con la costruzione di fronti (il “fronte europeista” invocato da Macron, il “fronte populista” di Orbán) l’un contro l’altro armati per conquistare egemonia e potere.

Nei prossimi mesi scopriremo se le firme di Emmanuel Macron e Angela Merkel resisteranno alle turbolenze elettorali, ma, in fondo, per quanto provi a difendere un europeismo demodé, questo Trattato segna un punto chiaro: l’epoca della collaborazione a ventisette è finita, ogni Paese si rifugia dagli alleati di sempre, sperando che la buriana della storia si plachi. Il messaggio di Parigi e Berlino è arrivato forte e chiaro nelle altre capitali ma, soprattutto, rischia di farsi sentire a Bruxelles.

Crediti immagine: Frederic Legrand - COMEO / Shutterstock.com
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Nicolò Carboni

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sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Jeff Bezos: Era uma vez o homem mais rico do mundo...


Nem o homem mais rico do mundo consegue escapar incólume a uma bem montada guerra de informação. Mesmo o homem mais rico do mundo tem de saber e avaliar bem com quem se mete... Demasiado ocupado a dirigir a Amazon e dedicando o escasso tempo livre a cultivar “relações humanas”, Bezos não teve tempo para ler Sun Tzu. E também não teve tempo para estudar aquilo que lhe permitiria ter descoberto, a tempo e horas, que uma guerra de informação pelos conteúdos era (e é...) a maior ameaça que o espreitava, que uma guerra de informação pelos conteúdos é a mais letal das armas num afrontamento do fraco ao forte. E Bezos confiou demasiado na sua fortíssima posição de “homem mais rico do mundo”. E colocou o seu pezinho (ou talvez os dois pezinhos...) "em ramo verde", esquecendo o resto. Leia com atenção as linhas abaixo e procure perceber...


“Jeff Bezos’ Affair With Married Lauren Sanchez Puts World’s Largest Fortune At Risk. Jeff Bezos 'forced to announce divorce' ahead of story about 8-month affair with Fox presenter.

The National Enquirer, a longtime ally of President Trump, says it's about to release scandalous photos of Jeff Bezos' alleged affair

Amazon CEO Jeff Bezos' divorce just took a dramatic turn, as the National Enquirer reported it tracked an affair between Jeff Bezos and Lauren Sanchez, and said it has photos of the pair.

Jeff Bezos is reportedly dating former TV anchor Lauren Sanchez while she's still married to a high-powered Hollywood agent

Amazon CEO Jeff Bezos has announced that he and his wife of 25 years, MacKenzie Bezos, are divorcing — and he's already romantically linked to former TV anchor Lauren Sanchez.”

domingo, 6 de janeiro de 2019

III Assises Africaines de l’Intelligence Économique, em Dacar

A terceira edição das Assises Africaines de l’Intelligence Économique decorreu em Dacar (as anteriores edições realizaram-se em Casablanca), a 13 e 14 de Dezembro passado. Este “rendez-vous” anual da IE africana decorreu sob o alto patrocínio do presidente da República do Senegal que deu todo o apoio à iniciativa.

A realização da I Cimeira da IE francófona foi, entretanto, anunciada para 2020 na Tunísia.



Giuseppe Gagliano, amigo e colaborador do 'Intelnomics', explicou aos italianos como a França está a desenvolver o seu soft power em África lançando e desenvolvendo a Inteligência Económica naquele continente. Talvez que o Prof. Gagliano tenha sorte e que o ministro Paolo Savona e outros velhos amigos do Presidente Corsiga o oiçam. O Prof. Savona é o autor há exactamente 20 anos da "certidão de nascimento" da IE italiana... Buona fortuna, Giuseppe, amico mio.

Dal Marocco al Senegal: Così l’Intelligence Economica francese controlla l’Africa

Di Giuseppe Gagliano | 5 Gennaio 2019
 
Parigi, 5 gen – Nel novembre del 2004
il Marocco ha deciso di porre in essere una politica pubblica di intelligence economica nazionale e territoriale. Ciò è stato possibile grazie alla guida di Philippe Clerc, direttore dell’intelligence economica e dell’assemblea generale delle camere di commercio e dell’industria francesi. La concreta attuazione di una efficace intelligence economica non sarebbe stata possibile senza il sostegno del sovrano marocchino,del ministro degli affari economici e generali, del professor Xavier Richet, della Sorbonne Nouvelle e Driss Guerraoui, dell’Università di Rabat e consigliere del Primo Ministro.

La sinergia posta in essere da questi attori ha portato alla creazione di una cellula di analisi per fornire la guida necessaria per il dispositivo in costruzione, nonché un osservatorio per lo studio e la ricerca sulla intelligence economica. Il passo successivo è stata la realizzazione nel 2006 del Centro di intelligence strategica presso l’ufficio del Primo Ministro.

Nello stesso anno, l’Associazione marocchina per l’intelligence economica è stata creata da attori e ricercatori del settore privato con l’obiettivo di fornire uno strumento di indispensabile coordinamento tra settore pubblico e privato.

Una delle prime implicazioni di questa collaborazione feconda è stata la realizzazione dell’Istituto marocchino di informazione scientifica e tecnologica.

Un’altra conseguenza di estrema rilevanza, frutto della collaborazione tra pubblico e privato, è stata l’utilizzo dell’intelligence economica per promuovere gli interessi della Maroc Telecom, dell’Ufficio del Fosfato (OCP), della Caisse de Dépôt et de Gestion (CDG) e del Banque Centrale Populaire (BCP).

Nel 2012, ben 14 università del Marocco hanno partecipato ai 17 centri di competenza sviluppati nel territorio, collegando centri di ricerca e aziende in una rete che mira per così dire a irrigare questo sistema di ricerca e sviluppo attraverso la sua rete di monitoraggio.

Nel 2016, Casablanca ha ospitato la prima African Business Intelligence Conferences, che è diventata il punto di incontro per la comunità di intelligence economica nel continente.


Difficile, alla luce di sottolineato, negare che il Regno del Marocco sia il motore per lo sviluppo dell’intelligence economica sul continente africano.

Per quanto concerne il Senegal, il termine “Intelligence economica” appare per la prima volta con un decreto del 15 febbraio 2005 che stabilisce e fissa le regole di organizzazione e funzionamento dell’Agenzia di promozione delle esportazioni senegalesi (ASEPEX) con il Trade Point Senegal al suo interno.

Il Senegal è stato il primo paese dell’Africa sub-sahariana a organizzare un seminario sulla intelligenza economica, nel novembre 2008, alla presenza del Segretario generale della Presidenza della Repubblica del Senegal, Abdoulaye Balde. Questo evento ha dato i natali nel 2009 alla Scuola panafricana di Intelligence Economica e Strategica (EPIES) sostenuta dal Centro di studi diplomatici e strategici di Dakar e assistita dall’Ecole de Guerre Economique di Parigi.

In altri termini, il Senegal è stato uno dei primi paesi africani ad aver deciso di intraprendere una riflessione sulla sua sicurezza economica e lo sviluppo di determinate attività economiche attraverso la gestione delle informazioni.

Nel giugno 2015, il capo dello Stato Macky Sall ha impegnato il governo per assicurare, tra l’altro, l’operatività di un sistema nazionale di intelligence economica.

Così, un sistema di intelligence economica è stato istituito all’interno del ministero dell’Economia delle Finanze e della Pianificazione. Pertanto, un’unità di intelligence Economica all’interno del MEFP, coordinata da un consulente tecnico, ha come missione la creazione e il coordinamento dei dispositivi per la raccolta e l’elaborazione di informazioni strategiche utili per il processo decisionale.

Inoltre questa unità di intelligence economica attua analisi geoeconomiche tutelando in tal modo la sicurezza economica.

Questi due esempi stanno a dimostrare come la Francia abbia attuato nel corso di questi ultimi dieci anni un efficace coordinamento tra Stato, imprese e centri di intelligence economica allo scopo di tutelare i propri interessi nazionali.

Ci auguriamo che anche il nostro paese possa trarre esempio da questa efficace sinergia e possa quindi creare le condizioni per garantire i propri interessi nazionali anche nel continente africano.

Giuseppe Gagliano





quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Inteligência Económica para um Mundo Hipercompetitivo


A edição em português, por uma universidade brasileira, da obra do nosso amigo e colaborador Giuseppe Gagliano Guerra Económica e Competição no Mundo Contemporâneo” é o acontecimento do ano para a inteligência económica em português.



A edição do trabalho de Gagliano vem começar a preencher uma imensa lacuna pois a ‘literatura’ em português, disponível nas livrarias, sobre inteligência económica, era paupérrima e quase sempre  acertava “ao lado da questão”. Mas, além disso, marca também o início da afirmação de uma escola italiana de inteligência económica, como ficou claro no recente encontro de Milão. Um encontro em que Christian Harbulot e outras personalidades da I.E. fizeram questão de estar presentes. Gagliano fez, aliás, questão, em recente entrevista a uma publicação francesa, de agradecer a esses amigos o apoio que têm prestado à afirmação da IE em Itália.


O CESTUDEC - Centro Studi Strategici Carlo De Cristoforis, que Gagliano preside, tem desempenhado uma função decisiva neste desenvolvimento da IE. O presidente da República Francesco Cossiga tinha em 1989 criado uma comissão (presidida pelo Prof. Paolo Savona, actual ministro dos Assuntos Europeus) para estudar o papel da IE na defesa e desenvolvimento da economia.

Em 1999, Paolo Savona apresentou um memorandum que é a certidão de nascimento da IE italiana. Seguiram-se alguns anos de inércia até que o CESTUDEC de Gagliano, com a produção e publicação de diversos estudos, avançou para a criação de uma grelha conceptual italiana.

O prefácio, a esta edição universitária, do Prof. Dr. Charles Pennaforte  é esclarecedor:

“O livro do pesquisador italiano Giuseppe Gagliano que chega ao leitor brasileiro é sem dúvida alguma uma importante contribuição para o entendimento da chamada “guerra econômica”, tema muito em voga nas últimas décadas. Com grande dedicação à pesquisa, Gagliano oferece uma visão panorâmica e profunda sobre o conceito de “guerra econômica”.

Analisado desde o século XIX como uma das poderosas armas contra o inimigo, a “guerra econômica”, tornou-se no século XX um dos grandes mecanismos utilizados pelas grandes potências para obter ganhos políticos e financeiros sem a utilização do conflito armado como única solução. Os antigos campos de batalha foram substituídos pelas grandes mesas de negociações fazendo a transição para uma disputa mais “suave” em comparação com o passado beligerante.

O que seriam as disputas econômicas na Organização Mundial do Comércio (OMC) por meio de suas rodadas comerciais que, não raro, provocam embates econômicos entre países industrializados e emergentes na atualidade? O primeiro grupo tentando manter os seus privilégios, enquanto o segundo grupo tenta aumentar a sua participação no jogo de xadrez comercial internacional e obter ganhos que permitam avançar o seu desenvolvimento sócioeconômico. Abertura de mercados e protecionismo animam a disputa entre os países que não necessitam mais recorrer ao desgaste único e exclusivo com exércitos, bombas e destruição para alcançarem os seus objetivos de reprodução do capital.

Sendo assim, a publicação do livro do pesquisador italiano em português pela Editora UFPEL trará ao público a possibilidade de conhecer este importante tema da atualidade por meio de uma pesquisa detalhada e crítica, cujo objetivo segundo próprio autor é “avaliando sua importância real e os instrumentos pelos quais ele funciona como um conceito interpretativo que fornece uma ideia que se aproxima da realidade histórica e evita uma esquematização simplista que não dá uma contribuição para a compreensão real dos fenômenos”.

Giuseppe Gagliano teve mérito de ter alcançado os seus objetivos nas páginas seguintes com uma escrita clara e crítica e, ao mesmo tempo, profunda. Um livro que merece ser lido.”

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

D. Filipa de Coimbra e Urgell, a Guardiã Oculta


As relações entre Portugal e a Catalunha são ‘velhas’ de séculos, mesmo de milénios. E são tão mal conhecidas e não-estudadas quanto antigas. 

Na melhor das hipóteses, ao falar destas relações, fala-se da convergência estratégica de 1640. Muito antes, porém, deste episódio, estas relações viveram momentos muito intensos e de imenso interesse. 

D. Filipa de Coimbra e Urgell protagoniza, no século XV, um desses momentos históricos. Um momento alto mas quase completamente desconhecido pois não só decorreu muito sob o véu do oculto como em seguida foi feito desaparecer dos compêndios de história.

José Manuel Marques, biólogo, romancista e investigador, revela nesta conferência a história de D. Filipa de Coimbra e Urgell, a “Guardiã Oculta”, grande tecedeira dos fios das relações luso-catalãs e de outras secretas tramas e redes que cobriam a Europa e tinham começado a ir mais além. E que o seu protegido D. João II levará a cobrir todo o mundo.

Esta 'desocultação' de D. Filipa de Coimbra e Urgell e da sua acção é uma iniciativa do Círculo de Estratégia D. João II, aberta ao público, no próximo 26 de Janeiro, pelas 15H, na sala polivalente da Biblioteca Municipal D. Dinis, em Odivelas, onde D. Filipa de Coimbra e Urgell está sepultada.

domingo, 30 de dezembro de 2018

Nova Guerra Económica em África Entre Europeus

A Alemanha lançou uma grande ofensiva em África, aproveitando a fraqueza francesa provocada pelo desgaste do violento embate com chineses, indianos e até turcos. O nosso amigo Giuseppe Gagliano analisa esta nova guerra económica desencadeada pela Alemanha, assinala que a Itália não pode continuar a ser o “grande ausente” de África e que para tanto, para atingir este objectivo ambicioso, a Itália deve criar centros de inteligência económica, como os franceses , com o apoio das grandes empresas francesas, já fazem. Ou seja, para a Itália, “a lição a ser aprendida consiste na consciência de que a inteligência constitui - como ensina Christian Harbulot - uma ferramenta indispensável no contexto da guerra económica”.

Africa, la nuova guerra economica 
ha un solo grande assente: l’Italia


Giuseppe Gagliano | 30 dicembre 2018

Roma, 30 Dic. – Approfittando della attuale debolezza francese in Africa, la Germania sta attuando una postura politica offensiva con la creazione di un fondo di un miliardo di euro per promuovere gli investimenti delle pmi tedesche.



Questo nuovo interesse della Germania per il continente nero ha trovato una risposta quasi immediata con Macron che ha annunciato nel 2017, a Ouagadougou capitale del Burkina Faso, il lancio di un investimento di un miliardo di euro per le PMI che vogliono investire in Africa. Tuttavia, il vantaggio storico di Parigi rispetto alla Germania consiste nel fatto che la Francia è stata a lungo un giocatore chiave a livello economico nel continente, anche attraverso la Total, la Société Générale e la Peugeot.

La necessità di attuare una politica offensiva da parte francese nasce anche dalle analisi della Compagnia di Assicurazioni per il Commercio Estero (Coface) pubblicate nel giugno 2018, secondo le quali le quote di mercato delle esportazioni francesi in Africa si sono dimezzate poiché sono passate dall’11% nel 2001 al 5,5% nel 2107. Queste perdite hanno favorito la Cina e l’India, i cui prodotti economici hanno invaso il continente africano grazie a una strategia economica sempre più aggressiva. Ad esempio, nel settore farmaceutico i profitti francesi sono stati quasi dimezzati rispetto allo stesso periodo (dal 33% nel 2001 al 19% nel 2017) a favore dell’India che è passata dal 5% al ​​18% grazie ai farmaci generici a basso costo. Insomma cinesi, indiani ed anche turchi arrivano con prodotti più economici molto vicini alle esigenze del mercato africano.

Anche nel settore automobilistico la concorrenza di Pechino e Nuova Delhi (che è diventato il quarto fornitore africano in questo settore) ha danneggiato le imprese francesi che erano già alle prese con la fortissima concorrenza di giapponesi e coreani. Inoltre, la Francia ha perso importanti contratti in Africa a causa della Cina: l’assegnazione della costruzione di un megaprogetto idroelettrico in Nigeria alla CCEC cinese a scapito di Bouygues e Vinci e il progetto di diga idroelettrica faraonica Inga III nella Repubblica Democratica del Congo stimato in 80 miliardi di dollari, che è stato assegnato alla cinese China Three Gorges Corporation.

Questa situazione cambia profondamente a vantaggio delle imprese francesi se guardiamo al mercato sud africano che è il principale partner economico con un volume di scambi di 2,9 miliardi di euro nel 2017, mercato che è strutturato per assorbire l’economia delle grandi aziende.

In un contesto di spietata guerra economica come quello presente in Africa l’Italia deve approfittare delle debolezze dei concorrenti europei per inserirsi nel mercato e conquistarne quote investendo, proprio come sta facendo la Germania, nelle piccole e medie imprese che costituiscono la spina dorsale dell’economia italiana.

Per conseguire questo ambizioso obiettivo è necessario che anche l’Italia realizzi centri di intelligence economica come quelli francesi.

Si pensi, a tale proposito, sia a Guy Gweth – fondatore di Knowdys e presidente del Centre Africain de Veille et d’Intelligence Économique che ormai da diversi anni agisce con successo nel teatro africano – sia alla scuola panafricana di intelligence economica sorta dalla collaborazione tra il Centro di Studi diplomatici e strategici di Dakar (Ceds) e la Scuola di guerra economica di Parigi. 

Ancora una volta, la lezione da apprendere consiste nella consapevolezza che l’intelligence costituisce – come ha insegnato Christian Harbulot – uno strumento imprescindibile nel contesto della guerra economica.

Giuseppe Gagliano

A China ao Assalto do Extremo Ocidente Atlântico

A man waves the Chinese national flag in front of the Parliament ahead of China's President Xi Jinping meeting with Portugal's Parliamentary President Eduardo Ferro Rodrigues, in Lisbon, Portugal, December 5, 2018. REUTERS/Pedro Nunes.


Expansionista e agressivo, o nacionalismo imperial chinês não conhece limites, nem maneiras, e parece estar fora de controlo... Depois de ter posto em marcha uma estratégia de ocupação militar no Pacífico e de instalar um “colar de pérolas” no Indico, para cercar a India, Pequim ‘apalpa’ e sonda a situação no Atlântico, a norte do Equador (S. Tomé e Príncipe, Cabo Verde, os Açores e vários portos portugueses)... A ascensão em potência da China levou-a a iniciar uma disputa pela hegemonia global com os USA – já designada por nova “guerra fria”. Para ganhar esta corrida contra os USA, Pequim precisa de garantir os meios e os apoios que lhe permitam uma forte presença militar e económica no Atlântico Norte capaz de desafiar e enfrentar os americanos. Ora, o crucial Atlântico Nordeste é precisamente a zona ocupada pelo vasto e fragmentado território do Estado Português, um estado arquipelágico com mais território marítimo do que “terra firme”, cujos recursos disponíveis são muito escassos e cuja classe reinante é pobre (“de carteira e de cabeça”, dizia o deputado social-democrata J.A. Silva Marques, um homem de pensamento que também era rico), uma classe a quem o império avassalador das ideologias impediu a criação e desenvolvimento de um pensamento estratégico próprio. Portugal aparece assim como um estado em posição de grande fragilidade (“objectiva e subjectivamente”, como diria Álvaro Cunhal) e a manutenção da sua integridade territorial surge (quase...) como uma ‘derivada’ da aliança estrutural com a potência marítima... O pesadelo do saudoso Comandante Virgílio de Carvalho (a perda de partes estratégicas do território nacional... sem as quais Portugal deixa de ser viável como estado soberano) parece começar a despontar no horizonte como ameaça real.

sábado, 29 de dezembro de 2018

2018: A demissão de Mattis e a China de Xi a estalar


Putine poderá, em 2018, continuar a ser "o homem mais poderoso do mundo" mas, por mais que isso lhe possa desagradar, a China substituiu a desaparecida URSS como a grande potência continentalista e imperial e é quem tenta agora disputar a hegemonia global com a grande potência marítima e democrática, os USA. Por isso, o facto mais importante do ano, numa destas potências, é um facto importante para todo o mundo.

Claro que "o facto mais importante do ano" tem sempre muito de subjectivo. Daí que explicações sejam sempre necessárias. No Intelnomics, consideramos a demissão do General James Mattis, de patrão do Pentágono, como o acontecimento americano, deste ano, com mais peso. Não só pelo seu terrível lado simbólico como pelas pesadas consequências imediatas e também de médio e longo prazos. A não ser que decida retirar-se para um convento, "The Warrior Monk" vai continuar, pelos próximos anos, bem presente (até mesmo ou alvez sobretudo, quando se ausente...).

Na China, o facto do ano é o aparecimento de rachas e outras fendas, a vários níveis da realidade chinesa. O ano correu mal ao imperador Xi. Economia totalmente dependente da exportação (tal como a Alemanha...), a China ressentiu-se e, para agravar as coisas, Trump cravou-lhe um par de bandarilhas (a senhora ministra da Coltura que não se ofenda muito com as bandarilhas) ao ripostar com as suas taxas e outras medidas a sucessivas ofensivas chinesas. A recente queda em desgraça (e que queda e que desgraça!) do patrão dos "serviços" chineses (que não foi uma queda solitária...) prova também que no aparelho de Estado as coisas se complicaram ou mesmo se degradaram. Até no sancta sanctorum do Partido, voltou a aparecer um conturbado clima que não se via desde há mais de 40 anos... E o comité central voltou às práticas da "auto-crítica", como nos tempos de Mao e da sua 'revolução cultural'. Ou seja, a luta de facções estalou no coração do sistema chinês e Xi perdeu o "odor de santidade", o que para um imperador (vermelho ou de qualquer cor) é sempre crítico.

Na Europa, mesmo se ninguém está excessivamente preocupado com tal coisa residual, três factos marcaram 2018: a queda em slow motion de Merkel, a imparável ascensão de Salvini e a irrupção da 'open source insurgency' dos 'gilets jaunes' com a sequente 'systems disruption', talvez o facto mais marcante e de maiores consequências dos últimos anos europeus. Estes três factos têm a irmaná-los a rejeição, nas urnas e na ruas, da elite política que se auto-deslegitimou, pelas suas práticas reincidentes como cúmplice da elite financeira e suas aleivosas manigâncias e trapalhadas.

Facto do ano em Portugal: a fragmentação da direita política... António Costa, ao olhar para tal paisagem fragmentada, pode cantar o clássico "venham mais cinco, de uma assentada que eu pago já".

2019 até poderá correr normal mas os augúrios não dão margem para optimismos...

Alea Jacta Est... Trump Manda Evacuar Teerão

Trump, 17.06.2025