domingo, 6 de abril de 2025
China Ameaça Cortar os Cabos Submarinos...
sexta-feira, 19 de maio de 2023
Nova Guerra Fria abre Era de Geoeconomia
Geopolitics is reshaping the global economy, and will do some for the foreseeable future. We have indeed entered an era of “geo-economics.”
The growing geopolitical tensions between China, The United States and Europe have given rise to a whole new vocabulary: National security, decoupling, de-risking, onshoring, friend-shoring, near-shoring, and Cold War II are now the talk of the town...
Depending how the balance of national security and economy is struck in the end, the damage can be considerable, and even catastrophic.
Not your grandfather’s cold war
A new cold war, if it ends that way, will be very different from the last one. The Soviet Union and its COMECON allies hardly had any interaction with the west, and even that was focused on commodities, such as the grain-for-oil deals between the USSR and the United States. Trade with the USSR never amounted to more than 2 percent of the OECD’s total trade.
In contrast, China today is a key note in global supply chains, supplies some 20 percent of imports of advanced economies, and is increasingly a supplier of intermediaries to other countries, notably in South East Asia. This means that global supply chains increasingly depend on inputs from China, from rare earths to batteries to machine tools.
Furthermore, China is becoming more and more a source new technologies, innovation and ideas, produced by the millions of STEM students graduating every year, and the hundreds of thousands of PhDs, many of them studying and working at universities in the west. In peaceful times, this is a source of great benefits to the world, but in times of tension it is seen as a worrisome gain in capacity of a potential adversary.
The end of the first cold war also meant a large “peace dividend” of reduced spending on the military. According to numbers of Stockholm-based SIPRI, military spending as a share of global GDP fell from 6 percent of global output in the 1960s at the peak of the cold war to 2.1 percent in 20221. The same national security concerns that are reshaping global value chains could lead to increased military spending. (.....)
All of this still leaves aside a possible upturn in military spending. In the wake of Russia’s invasion of Ukraine, many European NATO members are now considering upping their spending to the NATO norm of 2 percent of GDP, and in addition, Germany has announced a special allocation of EUR100bn. to refurbish their military. Japan has committed to increase its spending to 2 percent of GDP by 2027, an increase of 60 percent. World military spending overall grew by 3.7 percent in real terms in 2022, the highest level ever recorded by SIPRI, which has numbers dating back to 1949.
Irrespective how long green lists are, or how small the yards with high fences without a restoration of some level of trust between the US and Europe on the one hand, and China on the other, as I argued almost 3 years ago. If a country cannot be certain of supplies of critical goods from one country, it will seek to diversify away from the most efficient supplier, and choose an ally to supply it, or reshore production altogether, irrespective of the efficiency losses. If a country cannot be assured of access to critical technologies, it will choose to invent it itself, irrespective of the duplication involved.
Strategic Trust as Vivian Balakrishnan called it recently in a speech at the ANU is the glue that keeps the global order from disintegrating. If a country cannot be reasonably certain that it can import the critical goods and technology it needs, that country will strive to make it itself.
This classic prisoners’ dilemma will result in a world of trade blocks, and all will be worse off than today.
https://berthofman.substack.com/p/the-economic-consequences-of-a-new
segunda-feira, 27 de março de 2023
A Altasia ou uma Nova Geoeconomia
Though none of them can replace China as a single economy, the group could be competitive when global manufacturers look for new production bases outside of China in its geopolitical risks with US, said The Economist.
In terms of exports value, Altasia reported a total of US$63.4 billion (HK$494.5 billion) worth of goods to the US during the year ending last September, slightly higher than the US$61.4 billion of goods from China. But as electronics are the major exports from China, The Economist said not all Altasia members could provide competitive alternatives.
Meanwhile, Altasia members have a workforce of 155 million people aged between 25 and 54 with higher education, compared to 145 million in China.
The way to fully replace China is yet challenging, as Altasia members have differing infrastructure development, regulations and administrative practices in each economy.
Nonetheless, many companies have prioritized finding a supply chain alternative beyond China and will keep seeking new opportunities in Altasia."
https://www.thestandard.com.hk/section-news/section/2/250385/'Altasia'-making-moves-to-replace-'Made-in-China'
quarta-feira, 28 de dezembro de 2022
O que fez de 2022 um Ano Histórico
2022 não é só o ano do grande assalto de Elon Musk ao Twitter. Nem esse assalto é o grande acontecimento do ano, como poderá pensar quem só leia “redes sociais”. O ano de 2022 é um marco na história do século XXI. É o ano do colapso das certezas que dominavam o mundo. O ano em que aconteceu o que não era possível acontecer.
A guerra na Europa era algo não só impossível mas mesmo impensável. A senhora dona Merkel explicaria isso a qualquer transviado do “pensamento único”. E fá-lo-ia corroborada pelos seus colegas e amigos/inimigos (consoante os dias) do SPD e dos Verdes mais os seus vizinhos amestrados da Holanda, Finlândia e outros e ainda toda uma classe política “europeista” sempre pronta a papaguear uma “cassete” muito rodada.
Mas ainda a nuvem negra do “vírus chinês” não se tinha dissipado e já 2022 era o ano em que rebentava a guerra na Europa, com as maiores operações militares desde 1945. Uma guerra que dura há quase um ano e parece não ter fim à vista. Uma guerra muito à maneira russa, cujas armas maiores são a artilharia e o tempo. A artilharia que reduz infraestruturas e cidades do inimigo a cinzas (veja-se o que o marechal Jukov fez a Berlim em 1944/45). O tempo, essa dimensão de que Lénine tanto gostava e que o levou a formular o seu famoso “kto kogo”… E é com este “kto kogo” que a Europa se confronta na Ucrânia.
A inflação fazia também parte do passado. Impensável. Até os pobres dos bancos centrais que, desde há anos, procuravam desesperadamente atingir uma inflaçãozinha de 2% não conseguiam chegar a tanto. Desesperante. A inflação era, decisivamente, uma coisa do passado. Quando a retoma da actividade no pós-covid provocou um não controlado aumento de preços, todos estiveram de acordo: é um fenómeno passageiro e sem dimensão nem consistência. No último trimestre, porém, foi necessário corrigir a “cassete”. Afinal, o monstro estava à solta. Culpa da guerra na Ucrânia, culpa da insustentável subida descontrolada dos preços da energia e das matérias-primas. E assim outro “impossível” se concretizava: 2022 trazia uma inflação histórica como há décadas não se via e de que a maior parte da população da Europa não tem memória.
Mas não foi só de regressos do passado que 2022 se fez, também trouxe algumas amostras do futuro: disrupções nas redes globais em que (levianamente) se assentaram, nas últimas décadas, a economia e a sociedade (o medo agora é que, depois de ter cortado o gás, Putin corte, por exemplo, o GPS…). Não foi, porém, só nas “disrupções” que os limites e alçapões das “novas tecnologias” se revelaram. Também nas fintech e suas “seguríssimas” cripto-moedas, com um dos maiores escândalos financeiros de sempre. Sobre as disrupções, há quase 20 anos que o meu amigo John Robb disse o essencial, no seu “Brave New War”. Sobre as limitações e alçapões das “novas tecnologias”, o meu amigo Alain Bauer tem repetidamente dito também o essencial do que há a dizer. Portanto, quer sobre os regressos do passado ou quer sobre as amostras do futuro, só é surpreendido quem goste muito de surpresas…
De facto, todo o sistema geoeconómico a que pomposamente se chamou globalização assentava e era contido num quadro geopolítico que há vários anos tem vindo a dar mostras e sinais de esgotamento. Alguns desalinhados do “pensamento único” têm mesmo vindo, desde o início do século, a alertar para o regresso em força da geopolítica aos comandos. As elites políticas instaladas apresentam, porém, uma imensa incapacidade para ver tudo e qualquer coisa que não esteja prevista na sua “cassete”… E é assim que 2022 se tornou um ano histórico.
segunda-feira, 14 de novembro de 2022
Cibersegurança: O Estado e as Empresas têm mais buracos que um queijo suíço..
A cibersegurança é uma das grandes vulnerabilidades do nosso Estado e também da imensa maioria das grandes e das médias empresas (bancos e outras redes e outros dispositivos críticos, incluídos).
Não terão sido suficientes as recentes "brincadeiras" com a TAP, com as FA e etc.? Ou teremos de acordar um destes dias sem água nas torneiras e com a rede multibanco desactivada para que quem de direito perceba que o assunto não é para brincar e nem para "brincadeiras"?
O investimento das empresas privadas em cibersegurança, nos últimos 3 ou 4 anos, foi praticamente inexistente. As empresas portuguesas continuam de portas e janelas escancaradas e cheias de buracos nas paredes. CEOs e outros altos dirigentes e quadros superiores continuam a não ter noção do mundo em que vivem e utilizam smartphones e portáteis em total inconsciência e do mesmo modo que qualquer banal cidadão. Nem sequer têm noção do que se pode fazer com um telemóvel e para que realmente ele serve.
Os aparelhos do Estado são alvo de piratas estrangeiros que por lá se passeiam com grande à vontade e vão sacando os dados que lhes interessam. O "Novo" refere "12 sites com problemas de segurança". Se fossem só 12... "Tanto o Estado como as empresas têm mais buracos que um queijo suíço", ironiza fonte bem informada.
Meios bem informados na matéria garantem, por exemplo, que os "buracos" explorados para entrar na Defesa continuam abertos. Mas garantem também que existem estudos e ensaios em curso para "qualquer acontecimento sério nos próximos tempos, sobretudo, com empresas".
É tempo de tomar a sério o gravíssimo problema da cibersegurança e, sobretudo, resolver as enormes vulnerabilidades que representa para a segurança e defesa do nosso Estado e também para as empresas (cuja criação de riqueza e de postos de trabalho pode desaparecer de um dia para o outro depois de um "hack" certeiro).
Sugestão a António Costa (que tão sensível é a Web Summits): crie rapidamente uma Secretaria de Estado dos Assuntos Digitais e da Cibersegurança. E entregue-a a quem saiba realmente do assunto. O País precisa e tem gente mais que suficiente para tratar esses assuntos... Assim o poder político acorde e queira decidir a bem do Estado, das empresas e dos Portugueses.
segunda-feira, 3 de outubro de 2022
Mudanças Radicais na Concepção e na Estrutura do Poder Militar
The Military Power in the 21st Century
"The evolution of military power is one of the most important if underrated geopolitical changes happening in the world today.
Throughout the 20th century, military power was the province of large nations. With advances in martial technology, war no longer requires a massive population, nor does it require massive consumption of raw material.
This has significant geopolitical consequences. We can see this evolution most clearly in Israel.
Founded first on French and then American weapons, the Israeli military now has homegrown capabilities that it (ironically) can sell to others.
They are designed around the principle that putting troops at risk is a possible but rare event, while using unmanned force as the dominant element of strategy.
Israel has come the furthest with this strategy, but it can be seen also in places such as the United Arab Emirates and Singapore.
As a result, each wields international political power far beyond what might have been expected from it during the prior era.
New technologies enable small powers to engage much larger powers.
The core of the force is the technologists who maintain and upgrade systems – a fraction of the manpower needed by the old definition of great powers."
terça-feira, 27 de setembro de 2022
Conflito na Ucrânia: Guerra Híbrida, Guerra de Informação e Dezinformatsiya
A guerra da Ucrânia não é uma "operação militar" ("especial" ou não), é uma guerra que se desenvolve, ao mesmo tempo, em vários tabuleiros e em que o "militar" pode nem ser (ou vir a ser) o mais importante, mas apenas o que serve para desencadear outras acções e outras dinâmicas que poderão tornar-se as decisivas, ou seja, uma espécie de detonador.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022
O Que o “Caso Vodafone” Oculta
José Mateus
A Vodafone Portugal foi posta KO por uns dias e todo o sistema português de comunicações foi afectado. E não se sabe que e quantos assaltos, saques, disrupções, interferências e outras piratarias aconteceram enquanto a “anormalidade” durou… Mas o caso Vodafone – uma operação, pelo que já se percebeu, sofisticadíssima e utilizando meios e recursos invulgarmente poderosos e sofisticados - foi apenas a mais visível (pois não era possível ocultá-lo) das muitas “anormalidades” acontecidas nas últimas semanas.
Boa parte delas (a imensa maioria) talvez não sejam sequer jamais detectadas ou apenas o serão por acaso e quando já for demasiado tarde.
Por isso, gostava de saber quantos decisores portugueses (políticos, económicos, etc) terão lido ou sequer olhado para este Cyber Power Report, do IISS… Ou para qualquer outro do género. Gostava de o saber… Por mera curiosidade, claro!
O “factor humano” é crítico. Muito crítico. Sempre. Mas no campo do ciber (e da sua segurança…), de que depende já, hoje, a nossa vida quotidiana, o factor humano é ainda mais crítico.
Claramente, a República não dispõe, hoje, de meios próprios para tratar adequadamente este tipo de ameaças. É uma grave lacuna na nossa soberania nacional: vulneráveis ao ataque e sem suficiente capacidade de defesa, numa dupla dependência face ao exterior. Há aqui um grave problema de Defesa Nacional. De uma urgência extrema. A República, porém, se não dispõe dos meios necessários, tem à sua disposição, contudo, o talento e um know-how nacionais que até agora tem (estranhamente) ignorado.
É talvez altura de alguém credenciado e responsável começar a falar com uns “chapéus brancos” (mas mesmo brancos!)... Quando descobriram, há já muitos anos, o estranho mundo do ciber e os problemas da sua segurança, o Congresso americano, o DoD, a CIA e outros não hesitaram em chamar “gente de fora” para os ouvir. Foi, por exemplo, o caso do John Robb que tinha escrito, sobre decisões políticas na matéria, o que o Maomé não ousara dizer do toucinho…
Os próximos ministros da Defesa Nacional e do Interior têm aqui muito que fazer. E o Parlamento tem muito a estudar e legislar, devendo talvez começar por olhar para a totalmente desprotegida situação de aparelhos críticos e operadores de importância vital, essenciais não à soberania nacional como indispensáveis ao quotidiano dos Portugueses (há, nesta matéria, legislação de Estados ocidentais - USA ou França, por exemplo – que vale a pena conhecer e estudar...).
Se falharem, mais tarde ou mais cedo serão julgados por isso e, muito certamente, severamente condenados (politicamente, claro).
terça-feira, 16 de novembro de 2021
This is the end...
"The End of the World is Just the Beginning: Mapping the Collapse of Globalization"
sábado, 9 de outubro de 2021
quinta-feira, 3 de junho de 2021
SolarWinds Volta a Atacar, Alerta a Microsoft
O misterioso grupo de hackers, ligado às "informações" externas russas (SSR), que desde finais do ano passado conduziu ataques de grande porte contra alvos ocidentais, está de novo ao ataque, alertou a Microsoft.
Alvos: agências governamentais americanas (de novo), grupos de reflexão (think-tanks), ONG etc. Pelo menos, 3000 contas de 150 organizações, em 24 países...
Método: "phishing"
Objectivo: recolher informações sobre sobre a política externa americana.
Russos negam: Sergei Naryshkin, o director do SSR, confrontado pela BBC, disse apenas que "isso são afirmações dignas de um mau romance policial"...
No próximo dia 16 deste mês, na reunião de Genebra, Biden verá o que diz Putin.
terça-feira, 20 de outubro de 2020
O Covid-19 vai durar até Setembro 2021... pelo menos!
O ataque do vírus “covid-19” é uma “guerra prolongada”. O aviso vem da "Defesa" belga. O CEMGFA e o vice-CEMGFA belgas são muito claros numa mensagem (nada convencional mas muito eficaz que pode ser vista no vídeo abaixo) dirigida às suas tropas, como divulgou "Bruxelles2", um site dedicado às questões da política de defesa e segurança europeias:
Le combat contre le Covid-19: jusqu’à septembre 2021 minimum
Et le rappel des consignes suit: «Respectez les mesures de précaution. […] C’est important pour nous mêmes. C’est important pour notre organisation. Et c’est important pour la société. Gardez vos distances. 1m50. Si c’est impossible mettez votre masque. Désinfectez vous les mains.»
sábado, 3 de outubro de 2020
"Cyber-espace et big data": Conferência Franck DeCloquement
É já no próximo dia 12 a próxima conferência do nosso amigo Franck DeCloquement, no Institut d’Études de Géopolitique Appliquée, em Paris, sobre o tema "Cyber-espace et big data: vers une industrie de Défense de cyber-sécurité française?"
"O ciberespaço é um terreno de afrontamento maior e tornou-se um domínio de interesse estratégico para a Defesa... Novas ameaças emergem e proliferam. Estas ameaças põem em causa a segurança colectiva e colocam problemas jurídicos. O desenvolvimento de uma indústria militar de Defesa de cibersegurança aparece assim como essencial para assegurar..."
Como a conferência decorre "em linha", não são necessárias deslocações mas apenas inscrições.
Mais informação e inscrição aqui:
sábado, 27 de junho de 2020
É urgente uma estratégia nacional do digital
Tout au long de la crise, le numérique est devenu la ligne de vie de notre société et de nos entreprises. Qu'il s'agisse d'interagir avec ses proches, de permettre aux chaînes d'approvisionnement de maintenir une activité essentielle ou encore d'optimiser la gestion opérationnelle de la crise, le numérique a fait la preuve de son caractère stratégique et vital, tout en démontrant sa résistance aux chocs. La numérisation que nous connaissions avant la crise va désormais s'amplifier, assurons-nous que ce soit pour le meilleur.
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Se este texto de Denny Roy tivesse sido publicado há um ano seria um escândalo que provocaria uma zaragata nos meios político-mediáticos am...
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Yes, your phone is spying on you Quartz Daily Brief | 27 Jan. 2018 If you’re using an Android phone, David Yanofsky discovers, Goog...
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Shah Gilani, um experiente e muito bem sucedido consultor de investimentos (e também uma das nossas habituais FBI's, fontes bem infor...














