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sexta-feira, 19 de maio de 2023

Nova Guerra Fria abre Era de Geoeconomia

The Economic Consequences of a new Cold War

Geopolitics is reshaping the global economy, and will do some for the foreseeable future. We have indeed entered an era of “geo-economics.”


The growing geopolitical tensions between China, The United States and Europe have given rise to a whole new vocabulary: National security, decoupling, de-risking, onshoring, friend-shoring, near-shoring, and Cold War II are now the talk of the town...

Depending how the balance of national security and economy is struck in the end, the damage can be considerable, and even catastrophic.

Not your grandfather’s cold war

A new cold war, if it ends that way, will be very different from the last one. The Soviet Union and its COMECON allies hardly had any interaction with the west, and even that was focused on commodities, such as the grain-for-oil deals between the USSR and the United States. Trade with the USSR never amounted to more than 2 percent of the OECD’s total trade.

In contrast, China today is a key note in global supply chains, supplies some 20 percent of imports of advanced economies, and is increasingly a supplier of intermediaries to other countries, notably in South East Asia. This means that global supply chains increasingly depend on inputs from China, from rare earths to batteries to machine tools.

Furthermore, China is becoming more and more a source new technologies, innovation and ideas, produced by the millions of STEM students graduating every year, and the hundreds of thousands of PhDs, many of them studying and working at universities in the west. In peaceful times, this is a source of great benefits to the world, but in times of tension it is seen as a worrisome gain in capacity of a potential adversary.

The end of the first cold war also meant a large “peace dividend” of reduced spending on the military. According to numbers of Stockholm-based SIPRI, military spending as a share of global GDP fell from 6 percent of global output in the 1960s at the peak of the cold war to 2.1 percent in 20221. The same national security concerns that are reshaping global value chains could lead to increased military spending. (.....)

All of this still leaves aside a possible upturn in military spending. In the wake of Russia’s invasion of Ukraine, many European NATO members are now considering upping their spending to the NATO norm of 2 percent of GDP, and in addition, Germany has announced a special allocation of EUR100bn. to refurbish their military. Japan has committed to increase its spending to 2 percent of GDP by 2027, an increase of 60 percent. World military spending overall grew by 3.7 percent in real terms in 2022, the highest level ever recorded by SIPRI, which has numbers dating back to 1949.

Irrespective how long green lists are, or how small the yards with high fences without a restoration of some level of trust between the US and Europe on the one hand, and China on the other, as I argued almost 3 years ago. If a country cannot be certain of supplies of critical goods from one country, it will seek to diversify away from the most efficient supplier, and choose an ally to supply it, or reshore production altogether, irrespective of the efficiency losses. If a country cannot be assured of access to critical technologies, it will choose to invent it itself, irrespective of the duplication involved.

Strategic Trust as Vivian Balakrishnan called it recently in a speech at the ANU is the glue that keeps the global order from disintegrating. If a country cannot be reasonably certain that it can import the critical goods and technology it needs, that country will strive to make it itself.

This classic prisoners’ dilemma will result in a world of trade blocks, and all will be worse off than today.

https://berthofman.substack.com/p/the-economic-consequences-of-a-new


segunda-feira, 27 de março de 2023

A Altasia ou uma Nova Geoeconomia

A escalada de tensão geopolítica entre China e USA tinha, necessariamente, de gerar consequências geoeconómicas. E estas começam a aparecer e a redesenhar os mapas... A Altasia nasceu neste emergente quadro geopolítico.


"Fourteen Asian economies are ready to replace China to be at the center of the global supply chain... Those economies - collectively coined as "Altasia" - include Japan, Taiwan, South Korea, India, the Philippines, Indonesia, Singapore, Malaysia, Thailand, Vietnam, Laos, Cambodia, Bangladesh and Brunei.

Though none of them can replace China as a single economy, the group could be competitive when global manufacturers look for new production bases outside of China in its geopolitical risks with US, said The Economist.

In terms of exports value, Altasia reported a total of US$63.4 billion (HK$494.5 billion) worth of goods to the US during the year ending last September, slightly higher than the US$61.4 billion of goods from China. But as electronics are the major exports from China, The Economist said not all Altasia members could provide competitive alternatives.

Meanwhile, Altasia members have a workforce of 155 million people aged between 25 and 54 with higher education, compared to 145 million in China.

The way to fully replace China is yet challenging, as Altasia members have differing infrastructure development, regulations and administrative practices in each economy.

Nonetheless, many companies have prioritized finding a supply chain alternative beyond China and will keep seeking new opportunities in Altasia."

https://www.thestandard.com.hk/section-news/section/2/250385/'Altasia'-making-moves-to-replace-'Made-in-China'

quarta-feira, 28 de dezembro de 2022

O que fez de 2022 um Ano Histórico

José Mateus | Jornal Tornado | 27 Dezembro, 2022

2022 não é só o ano do grande assalto de Elon Musk ao Twitter. Nem esse assalto é o grande acontecimento do ano, como poderá pensar quem só leia “redes sociais”. O ano de 2022 é um marco na história do século XXI. É o ano do colapso das certezas que dominavam o mundo. O ano em que aconteceu o que não era possível acontecer.


A guerra na Europa era algo não só impossível mas mesmo impensável. A senhora dona Merkel explicaria isso a qualquer transviado do “pensamento único”. E fá-lo-ia corroborada pelos seus colegas e amigos/inimigos (consoante os dias) do SPD e dos Verdes mais os seus vizinhos amestrados da Holanda, Finlândia e outros e ainda toda uma classe política “europeista” sempre pronta a papaguear uma “cassete” muito rodada.

Mas ainda a nuvem negra do “vírus chinês” não se tinha dissipado e já 2022 era o ano em que rebentava a guerra na Europa, com as maiores operações militares desde 1945. Uma guerra que dura há quase um ano e parece não ter fim à vista. Uma guerra muito à maneira russa, cujas armas maiores são a artilharia e o tempo. A artilharia que reduz infraestruturas e cidades do inimigo a cinzas (veja-se o que o marechal Jukov fez a Berlim em 1944/45). O tempo, essa dimensão de que Lénine tanto gostava e que o levou a formular o seu famoso “kto kogo”… E é com este “kto kogo” que a Europa se confronta na Ucrânia.

A inflação fazia também parte do passado. Impensável. Até os pobres dos bancos centrais que, desde há anos, procuravam desesperadamente atingir uma inflaçãozinha de 2% não conseguiam chegar a tanto. Desesperante. A inflação era, decisivamente, uma coisa do passado. Quando a retoma da actividade no pós-covid provocou um não controlado aumento de preços, todos estiveram de acordo: é um fenómeno passageiro e sem dimensão nem consistência. No último trimestre, porém, foi necessário corrigir a “cassete”. Afinal, o monstro estava à solta. Culpa da guerra na Ucrânia, culpa da insustentável subida descontrolada dos preços da energia e das matérias-primas. E assim outro “impossível” se concretizava: 2022 trazia uma inflação histórica como há décadas não se via e de que a maior parte da população da Europa não tem memória.

Mas não foi só de regressos do passado que 2022 se fez, também trouxe algumas amostras do futuro: disrupções nas redes globais em que (levianamente) se assentaram, nas últimas décadas, a economia e a sociedade (o medo agora é que, depois de ter cortado o gás, Putin corte, por exemplo, o GPS…). Não foi, porém, só nas “disrupções” que os limites e alçapões das “novas tecnologias” se revelaram. Também nas fintech e suas “seguríssimas” cripto-moedas, com um dos maiores escândalos financeiros de sempre. Sobre as disrupções, há quase 20 anos que o meu amigo John Robb disse o essencial, no seu “Brave New War”. Sobre as limitações e alçapões das “novas tecnologias”, o meu amigo Alain Bauer tem repetidamente dito também o essencial do que há a dizer. Portanto, quer sobre os regressos do passado ou quer sobre as amostras do futuro, só é surpreendido quem goste muito de surpresas…

De facto, todo o sistema geoeconómico a que pomposamente se chamou globalização assentava e era contido num quadro geopolítico que há vários anos tem vindo a dar mostras e sinais de esgotamento. Alguns desalinhados do “pensamento único” têm mesmo vindo, desde o início do século, a alertar para o regresso em força da geopolítica aos comandos. As elites políticas instaladas apresentam, porém, uma imensa incapacidade para ver tudo e qualquer coisa que não esteja prevista na sua “cassete”… E é assim que 2022 se tornou um ano histórico.


segunda-feira, 14 de novembro de 2022

Cibersegurança: O Estado e as Empresas têm mais buracos que um queijo suíço..

Um semanário chamou esta semana para manchete o momentoso problema da cibersegurança do Estado português. Finalmente! Não será por acaso (esperemos...) que esse semanário se chama "Novo".

A cibersegurança é uma das grandes vulnerabilidades do nosso Estado e também da imensa maioria das grandes e das médias empresas (bancos e outras redes e outros dispositivos críticos, incluídos).

Não terão sido suficientes as recentes "brincadeiras" com a TAP, com as FA e etc.? Ou teremos de acordar um destes dias sem água nas torneiras e com a rede multibanco desactivada para que quem de direito perceba que o assunto não é para brincar e nem para "brincadeiras"?

O investimento das empresas privadas em cibersegurança, nos últimos 3 ou 4 anos, foi praticamente inexistente. As empresas portuguesas continuam de portas e janelas escancaradas e cheias de buracos nas paredes. CEOs e outros altos dirigentes e quadros superiores continuam a não ter noção do mundo em que vivem e utilizam smartphones e portáteis em total inconsciência e do mesmo modo que qualquer banal cidadão. Nem sequer têm noção do que se pode fazer com um telemóvel e para que realmente ele serve.

Os aparelhos do Estado são alvo de piratas estrangeiros que por lá se passeiam com grande à vontade e vão sacando os dados que lhes interessam. O "Novo" refere "12 sites com problemas de segurança". Se fossem só 12... "Tanto o Estado como as empresas têm mais buracos que um queijo suíço", ironiza fonte bem informada.

Alguém já terá pensado quantas "portas, janelas e buracos" existem para entrar no Ministério da Administração Interna (e não é por acaso que citamos este)? E no da Defesa? E no dos Negócios Estrangeiros? E no da Saúde (cujos dados são muito apetitosos não só para a indústria químico-farmacêutica como também para certas mafias, como as dos órgãos)? E no da Justiça (onde hackers até já foram buscar moradas e telefones pessoais de magistrados e etc.)? E...

Meios bem informados na matéria garantem, por exemplo, que os "buracos" explorados para entrar na Defesa continuam abertos. Mas garantem também que existem estudos e ensaios em curso para "qualquer acontecimento sério nos próximos tempos, sobretudo, com empresas".

É tempo de tomar a sério o gravíssimo problema da cibersegurança e, sobretudo, resolver as enormes vulnerabilidades que representa para a segurança e defesa do nosso Estado e também para as empresas (cuja criação de riqueza e de postos de trabalho pode desaparecer de um dia para o outro depois de um "hack" certeiro).

Sugestão a António Costa (que tão sensível é a Web Summits): crie rapidamente uma Secretaria de Estado dos Assuntos Digitais e da Cibersegurança. E entregue-a a quem saiba realmente do assunto. O País precisa e tem gente mais que suficiente para tratar esses assuntos... Assim o poder político acorde e queira decidir a bem do Estado, das empresas e dos Portugueses.

segunda-feira, 3 de outubro de 2022

Mudanças Radicais na Concepção e na Estrutura do Poder Militar

São perspectivas novas e inéditas que George Friedman vê abrirem-se nas concepções e estruturas da potência militar. Uma análise que é indispensável conhecer e uma evolução que é imprescindível seguir. Uma "leitura" que vem ao encontro dos interesses nacionais portugueses e lhe abre novos horizontes, numa perspectiva há muito defendida pela equipa "intelNomics", a do "dual use".


The Military Power in the 21st Century


"The evolution of military power is one of the most important if underrated geopolitical changes happening in the world today.  


Throughout the 20th century, military power was the province of large nations. With advances in martial technology, war no longer requires a massive population, nor does it require massive consumption of raw material.

 

This has significant geopolitical consequences. We can see this evolution most clearly in Israel.  


Founded first on French and then American weapons, the Israeli military now has homegrown capabilities that it (ironically) can sell to others.  


They are designed around the principle that putting troops at risk is a possible but rare event, while using unmanned force as the dominant element of strategy.  


Israel has come the furthest with this strategy, but it can be seen also in places such as the United Arab Emirates and Singapore.  


As a result, each wields international political power far beyond what might have been expected from it during the prior era.  


New technologies enable small powers to engage much larger powers.  


The core of the force is the technologists who maintain and upgrade systems – a fraction of the manpower needed by the old definition of great powers." 


terça-feira, 27 de setembro de 2022

Conflito na Ucrânia: Guerra Híbrida, Guerra de Informação e Dezinformatsiya

A guerra da Ucrânia não é uma "operação militar" ("especial" ou não), é uma guerra que se desenvolve, ao mesmo tempo, em vários tabuleiros e em que o "militar" pode nem ser (ou vir a ser) o mais importante, mas apenas o que serve para desencadear outras acções e outras dinâmicas que poderão tornar-se as decisivas, ou seja, uma espécie de detonador.


É, portanto, uma "hybrid war", como o  povo, as criancinhas e os políticos mainstream já começam a ver. Uma guerra híbrida que, como os manuais russos das últimas três décadas a concebem e definem, se desenrola, em simultâneo, nos tabuleiros da política, da informação, da economia e do militar, utilizando uma larga palete de técnicas e de metodologias para confundir, desnortear e desorientar o inimigo (mais do que para o vencer no campo militar). Uma guerra em que nada é proibido e tudo é permitido, tal como na versão chinesa, chamada de "Unrestricted Warfare"  (ver aqui: https://www.c4i.org/unrestricted.pdf).

A guerra de informação aqui desempenha um papel fundamental ao permitir moldar as mentes e os corações das populações do inimigo. A escola russa de guerra de informação sempre adoptou uma posição de "fraco" a enfrentar o "forte", sempre deu a primazia aos "conteúdos" e não, como a americana o faz, aos "continentes" e, desde há quase um século, desenvolveu como uma das  suas armas principais o que Estaline cunhou como "dezinformatsiya"... Caso exemplar e recentíssimo desta guerra de informação e da sua "dezinformatsiya" é o referido na foto acima. 

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

O Que o “Caso Vodafone” Oculta

José Mateus

A Vodafone Portugal foi posta KO por uns dias e todo o sistema português de comunicações foi afectado. E não se sabe que e quantos assaltos, saques, disrupções, interferências e outras piratarias aconteceram enquanto a “anormalidade” durou… Mas o caso Vodafone – uma operação, pelo que já se percebeu, sofisticadíssima e utilizando meios e recursos invulgarmente poderosos e sofisticados - foi apenas a mais visível (pois não era possível ocultá-lo) das muitas “anormalidades” acontecidas nas últimas semanas.

Boa parte delas (a imensa maioria) talvez não sejam sequer jamais detectadas ou apenas o serão por acaso e quando já for demasiado tarde.

Por isso, gostava de saber quantos decisores portugueses (políticos, económicos, etc) terão lido ou sequer olhado para este Cyber Power Report, do IISS… Ou para qualquer outro do género. Gostava de o saber… Por mera curiosidade, claro!




O “factor humano” é crítico. Muito crítico. Sempre. Mas no campo do ciber (e da sua segurança…), de que depende já, hoje, a nossa vida quotidiana, o factor humano é ainda mais crítico.

Claramente, a República não dispõe, hoje, de meios próprios para tratar adequadamente este tipo de ameaças. É uma grave lacuna na nossa soberania nacional: vulneráveis ao ataque e sem suficiente capacidade de defesa, numa dupla dependência face ao exterior. Há aqui um grave problema de Defesa Nacional. De uma urgência extrema. A República, porém, se não dispõe dos meios necessários, tem à sua disposição, contudo, o talento e um know-how nacionais que até agora tem (estranhamente) ignorado.

É talvez altura de alguém credenciado e responsável começar a falar com uns “chapéus brancos” (mas mesmo brancos!)... Quando descobriram, há já muitos anos, o estranho mundo do ciber e os problemas da sua segurança, o Congresso americano, o DoD, a CIA e outros não hesitaram em chamar “gente de fora” para os ouvir. Foi, por exemplo, o caso do John Robb que tinha escrito, sobre decisões políticas na matéria, o que o Maomé não ousara dizer do toucinho…



Que entidade ficará preocupada com estas multas se decidir "retardar" um plano de cibersegurança com custos de investimento de várias centenas de milhares...?

Os próximos ministros da Defesa Nacional e do Interior têm aqui muito que fazer. E o Parlamento tem muito a estudar e legislar, devendo talvez começar por olhar para a totalmente desprotegida situação de aparelhos críticos e operadores de importância vital, essenciais não à soberania nacional como indispensáveis ao quotidiano dos Portugueses (há, nesta matéria, legislação de Estados ocidentais - USA ou França, por exemplo – que vale a pena conhecer e estudar...). 

Se falharem, mais tarde ou mais cedo serão julgados por isso e, muito certamente, severamente condenados (politicamente, claro).

terça-feira, 16 de novembro de 2021

This is the end...

 "The End of the World is Just the Beginning: Mapping the Collapse of Globalization" 

é o próximo livro do nosso apreciado Peter Zeihan. Um trabalho e um título que não podiam ser mais acertados e proféticos. Como o Peter acaba de informar: "the publication of my next book might be delayed because of difficulty importing the materials needed to produce paper". 

Como cantava o outro, "this is the end"... Vem aí, está a emergir, outro mundo, novo e muito diferente!


E como Salvador Dali já tinha registado, no seu "Geopolitical Child Watching the Birth of the New Man", as "dores de parto" marcam o processo... 



quinta-feira, 3 de junho de 2021

SolarWinds Volta a Atacar, Alerta a Microsoft


O misterioso grupo de hackers, ligado às "informações" externas russas (SSR), que desde finais do ano passado conduziu ataques de grande porte contra alvos ocidentais, está de novo ao ataque, alertou a Microsoft.

Alvos: agências governamentais americanas (de novo), grupos de reflexão (think-tanks), ONG etc. Pelo menos, 3000 contas de 150 organizações, em 24 países...

Método: "phishing"

Objectivo: recolher informações sobre sobre a política externa americana.

Russos negam: Sergei Naryshkin, o director do SSR, confrontado pela BBC, disse apenas que "isso são afirmações dignas de um mau romance policial"...

No próximo dia 16 deste mês, na reunião de Genebra, Biden verá o que diz Putin.


terça-feira, 20 de outubro de 2020

O Covid-19 vai durar até Setembro 2021... pelo menos!

O ataque do vírus “covid-19” é uma “guerra prolongada”. O aviso vem da "Defesa" belga. O CEMGFA e o vice-CEMGFA belgas são muito claros numa mensagem (nada convencional mas muito eficaz que pode ser vista no vídeo abaixo) dirigida às suas tropas, como divulgou  "Bruxelles2", um site dedicado às questões da política de defesa e segurança europeias:

Le combat contre le Covid-19: jusqu’à septembre 2021 minimum


"Le chef de la défense belge (CHOD), l’amiral Michel Hofman, et le vice-chef de la défense, le général Marc Thys adressent un message très clair (...)
Leur recommandation est claire: «Le combat contre la Covid-19 n’est pas une fiction, c’est une dure réalité. Et cela prendra du temps. Nous pensons jusqu’en septembre de l’année prochaine.»

Et le rappel des consignes suit: «Respectez les mesures de précaution.  […] C’est important pour nous mêmes. C’est important pour notre organisation. Et c’est important pour la société. Gardez vos distances. 1m50. Si c’est impossible mettez votre masque. Désinfectez vous les mains.»

Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=PrONfIcu_rc

sábado, 3 de outubro de 2020

"Cyber-espace et big data": Conferência Franck DeCloquement

É já no próximo dia 12 a próxima conferência do nosso amigo Franck DeCloquement, no Institut d’Études de Géopolitique Appliquée, em Paris, sobre o tema "Cyber-espace et big data: vers une industrie de Défense de cyber-sécurité française?"

"O ciberespaço é um terreno de afrontamento maior e tornou-se um domínio de interesse estratégico para a Defesa... Novas ameaças emergem e proliferam. Estas ameaças põem em causa a segurança colectiva e colocam problemas jurídicos. O desenvolvimento de uma indústria militar de Defesa de cibersegurança aparece assim como essencial para assegurar..."

Como a conferência decorre "em linha", não são necessárias deslocações mas apenas inscrições.

Mais informação e inscrição aqui:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdoa-8Hs9ArZbxZoCuXXd0d45UNp8n76gnH5iUh9TWTQ5Da3w/viewform?gxids=7628

sábado, 27 de junho de 2020

É urgente uma estratégia nacional do digital


Esta solução francesa (de que o nosso amigo Franck DeCloquement é um dos proponentes) pode ou não ser adequada a Portugal mas esta problemática estratégica (que em Portugal é ainda mais grave do que em França) tem de ser discutida com toda a urgência. E, claro, não poderemos ficar pela discussão... Precisamos mesmo de desenvolver uma estratégia nacional do digital. Esperemos que António Costa e Silva pense nisso...

Pour un ministère du Numérique à la hauteur de nos enjeux

Publié le 25/06/2020 à 12:00 | Le Point.fr

TRIBUNE. Hackers, députés, dirigeants d'entreprises, experts… 54 personnalités appellent le gouvernement à bâtir une véritable stratégie numérique nationale.

































"Il est temps pour nous de déconfiner notre économie et notre société et, probablement, les esprits avec. Alors que le bilan de cette crise sanitaire s'ouvre, la vague des répercussions économiques approche et nous devons, dès aujourd'hui, anticiper le troisième temps de cette crise, qui sera numérique.

Tout au long de la crise, le numérique est devenu la ligne de vie de notre société et de nos entreprises. Qu'il s'agisse d'interagir avec ses proches, de permettre aux chaînes d'approvisionnement de maintenir une activité essentielle ou encore d'optimiser la gestion opérationnelle de la crise, le numérique a fait la preuve de son caractère stratégique et vital, tout en démontrant sa résistance aux chocs. La numérisation que nous connaissions avant la crise va désormais s'amplifier, assurons-nous que ce soit pour le meilleur.

Une entrée brutale dans le XXIe siècle numérique

En effet, du meilleur au pire, il n'y a qu'un pas, et nous ne devons pas le franchir. La crise a mis en lumière l'importante dépendance française et européenne aux infrastructures, applications ou solutions numériques de pays tiers, tant au niveau de la capacité d'accès à ces solutions que de leur cybersécurité. Cela doit nous interpeller et nous conduire à réfléchir aux conséquences de notre absence de maîtrise sur l'ensemble des maillons des chaînes de valeur du numérique. Qu'adviendrait-il si nous nous retrouvions privés de tout ou partie de notre système nerveux ?

Il est donc urgent de repenser nos priorités et de placer la sécurité numérique au cœur de notre stratégie. Le numérique est partout et déploie ses applications dans tous les domaines. Vision transversale et action globale deviennent alors les meilleurs outils d'une véritable transformation numérique de la société.

L'État doit s'engager sans délai dans une politique inclusive d'éducation des citoyens

Déconfiner les esprits, c'est réussir à ne plus penser et agir en silos. Il faut appréhender la confiance numérique comme un tout, et non comme une addition de mesures sectorielles. Aujourd'hui, souveraineté numérique et autonomie stratégique en Europe sont au cœur de tous les débats politiques. Il nous faut avoir une véritable action stratégique nationale et européenne pour bâtir les conditions d'une souveraineté́ technologique ancrée sur nos domaines d'excellence industriels et académiques.

Bien sûr, reprendre le contrôle sur l'ensemble de la chaîne de valeur n'appelle pas une politique d'achat exclusivement nationale ou européenne, mais suppose, pour les composants clés, de s'équiper avec des produits et solutions de confiance et garantir qu'ils pourront être utilisés conformément à leur destination. Cela implique d'atteindre un niveau d'excellence mondial rendant la technologie européenne incontournable sur certains éléments afin de garantir une position stratégique dans les situations de dépendance mutuelle. La concrétisation du marché unique numérique devient donc vitale.

L'État doit ainsi s'engager sans délai dans une politique inclusive d'éducation des citoyens, tant pour les usages personnels que professionnels, mais aussi de formation des professionnels du secteur. Ce rehaussement général des compétences est un prérequis essentiel pour notre cybersécurité collective. La compréhension du monde numérique est un outil de souveraineté comme d'employabilité. Pour rappel, l'OCDE estime que 33 % des emplois seront impactés de façon brutale par les mutations numériques. S'y préparer aujourd'hui, c'est assurer notre autonomie demain.

5G, Intelligence artificielle, cybersécurité

L'identité numérique est le premier maillon de cette reconquête. S'assurer qu'émetteur et récepteur sont bien ceux qu'ils prétendent, que le message transmis est bien celui qui a été émis, est la base de toute sécurité. C'est ainsi qu'il nous faut créer de la confiance, là où règne aujourd'hui la défiance. Cette identité numérique s'applique en premier lieu à l'identité régalienne. L'état civil est dans le cyberespace européen le terrain de jeu d'acteurs sur lesquels nous n'avons aucun contrôle. Se réapproprier l'identité numérique, c'est se réapproprier l'exercice du droit, outil de souveraineté. De plus, au-delà de l'aspect régalien, chacun s'identifie quotidiennement pour de nombreux usages numériques. Il est essentiel, ici encore, d'assurer un niveau adapté de sécurité à tous ces processus d'identification et d'authentification, tout en maintenant leur simplicité d'utilisation.

Les données, tant personnelles qu'industrielles, sont le deuxième maillon stratégique de notre chaîne de souveraineté. Au cœur de la création de valeur, elles sont transmises instantanément et localisées en tout point du globe, bouleversant ainsi les notions de frontières et de juridiction. Plusieurs États, capitalisant sur leur domination technologique, cherchent à étendre leur influence en marge du droit international. L'enjeu géopolitique est majeur et l'influence de chaque État se mesure désormais à sa capacité à maîtriser les technologies et les standards qui sous-tendent le numérique et ses applications. Nous pensons naturellement aux défis posés par l'informatique quantique, la cryptographie, la 5G, la nanoélectronique, l'intelligence artificielle, la blockchain, le cyber-maritime, le spatial… La puissance est là, dans le cyberespace et sur ces technologies, et nombreux sont les gouvernements qui l'ont compris.

Enfin, la cybersécurité est le troisième maillon essentiel d'un numérique de toute confiance. Les Européens doivent assurer à leurs citoyens une numérisation de toutes les activités sans explosion des risques ni exposition déraisonnée aux menaces et aux attaques, toujours plus sophistiquées. La connectivité croissante des activités, des personnes, des territoires et des objets doit impérativement s'appuyer sur nos atouts historiques et être pensée et coordonnée au niveau européen. L'enjeu est crucial.

Accélérer, ici et maintenant

Les crises majeures ont pour effet d'accélérer des dynamiques préexistantes. Beaucoup de choses ont été faites ou sont en cours dans notre pays, et en Europe. Sur l'identité numérique, la cybersécurité et la maîtrise des données, nous avons de solides bases sur lesquelles nous pouvons utilement construire la voix (et même une voie) européenne. Pour autant, il est désormais primordial d'engager l'effort et de mettre ces différentes initiatives en cohérence. Cette cohérence conditionne à la fois l'efficience des futurs développements mais aussi leur sécurité. Anticipation et résilience doivent guider ces réflexions.

Par conséquent, la création d'un ministère du Numérique, de plein exercice, déployant une action interministérielle en lien avec l'ensemble des Ministères, refléterait l'omniprésence du numérique. Cette synergie est indispensable à la conduite d'une action efficiente, dans notre contexte budgétaire contraint. La priorité des priorités sera d'y regrouper les initiatives déjà existantes et de les intégrer dans cette stratégie nationale et européenne, tant les enjeux dépassent le cadre national. Dans cette stratégie articulée autour du triptyque sécurité, souveraineté et influence, ériger l'indépendance technologique sur les briques essentielles de la chaîne de confiance sera le premier pilier de notre réussite.

Nous, Parlementaires, start-up, PME et ETI et acteurs du numérique, croyons en la possibilité d'une République numérique de confiance et inclusive, fondée sur les deux piliers que sont les Libertés publiques et individuelles et la Sécurité. Ce projet s'étend par nature à l'ensemble des actions publiques et des activités privées. Nous disposons de tous les atouts industriels et d'une excellence reconnue dans plusieurs domaines essentiels pour faire entrer notre pays dans un cyberespace maîtrisé. Dans cet espace, une vision holistique de la confiance numérique nous permettra de faire valoir nos valeurs et notre souveraineté, et de les défendre. C'est à cette condition que notre société sortira grandie de cette crise, armée pour la prochaine et prête à y faire face."


Alea Jacta Est... Trump Manda Evacuar Teerão

Trump, 17.06.2025