sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

O Economist e os maridos enganados...

O Economist está cada vez mais parecido com certos maridos, aqueles que são sempre os últimos a saber... Esta semana, as suas honras de capa vão para esta "descoberta". Um espanto! Mas, enfim, lá descobriram... o que era, já há anos, uma evidência. 



Quando o Economist fizer anos, alguém que lhe ofereça um tabuleiro de "go", acompanhado de um manual muito explicadinho, daqueles que, como dizia o meu saudoso amigo Coronel Francisco Rebelo Gonçalves, são "para militar entender" (entenda-se a ironia do Chico, uma das pessoas mais inteligentes que me lembro de ter conhecido).


Os alemães são uns nabos no engate...

Jornalista francesa queixa-se ‘amargamente’ da incapacidade dos homens alemães... Explicação para a subida em flecha (mais rápida que a do PIB...) do número de celibatários e do défice demográfico. Assim vai esta Europa. Reportagem em Berlim da jornalista Renée Greusard que trouxe um veredicto sem apelo: os alemães são uns impotentes na arte da sedução!

Vídeo da reportagem aqui: 


Sem poder de sedução, a Alemanha, pelo menos, no campo amoroso é... um Estado falhado!

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

António Costa Precisa Fazer Limpeza no Governo

António Costa é um político credível, inteligente (muito inteligente, mesmo) e seriamente competente. Mas tem andado a cometer a ingenuidade de acreditar (e em Portugal só se pode acreditar mesmo na Senhora de Fátima...) que os seus amigos (políticos e pessoais) são também inteligentes e seriamente competentes. E tem rapidamente de emendar a mão. Porque não o são. E só parecem ser bons a criar 'manchetes' no 'Correio da Manhã'.


Manuel Delgado. 'Cabeça não tem juízo e o Governo é que paga'

No início, foi não o verbo mas a ingenuidade de João Soares a oferecer um par de estalos a um tipo qualquer sem cara para o receber. Depois a coisa foi andando e animou o último Verão com uma ministra a fazer o papel de "andar aos papéis", perdida no meio dos incêndios que devastaram Portugal, arrastando-se penosamente e com ela arrastando o Governo e o próprio PM.

Ao mesmo tempo, o ministro da Defesa patinou (depois, conseguiu equilibrar-se...) nuns caixotes dos paióis de Tancos. Com alguns "ajudas" competentes, lá conseguiu segurar-se nos cornos do touro e evitar uma saída desonrosa. Mas deixou nódoa no pano do Governo.

Ainda o rescaldo dos incêndios não estava concluído, ainda Tancos não estava esclarecido (algum dia estará...?) e eis que estoira uma estória, tipo telenovela pindérica, com os tradicionais ingredientes de sexo e dinheiro, mais umas viagens à Escandinávia, ao Brasil (misturar o norte com os trópicos fica sempre bem, devem ter achado) e sabe-se lá ainda que mais aí virá. 

Uma estória que, ao contrário de Tancos e dos incêndios, não parece ter qualquer componente de uma fabricada "guerra de informação". É mesmo só burrice e azelhice. E uma pobrezinha atracção pindérica por umas c'roas rápidas e umas noites de 'brincadeira'. Tudo tretas mecherucas (nada de SLNs ou BPNs ou de negócios à moda de Dias Loureiro ou outros Oliveira e Costa) mas que são também autênticas cargas de profundidade capazes de rebentar com a mais sólida das reputações.

Até Vieira da Silva, um ministro competente e que "anda nisto" há décadas (fez a 'recruta' no velho MES do "camarada Pinto Basto") se deixou arrastar para esta baixa e triste estória! Também tu, Vieira...?!


Vieira da Silva. "Também tu...!"

Mas, oh senhor primeiro-ministro, esta gente não tem tino, não tem nada dentro da cabeça? E o senhor primeiro-ministro, agora que já os conhece melhor, não arranja aí um "sargento" que tome conta deles? É que assim, senhor primeiro-ministro, ainda lhe vão custar a maioria absoluta nas próximas legislativas... 

Senhor primeiro-ministro, quer lhe agrade quer não, vai ter, para bem do País, que fazer uma limpeza séria e meter ordem na casa. E precisa de ser implacável... Não se preocupe, os Portugueses compreendê-lo-ão. Aliás, só esperam por isso.

PS
Declaração de interesses: sou amigo de António Costa há já nem sei quantas décadas (e também de sua mãe e do marido, duas pessoas que estimo muito) mas essa amizade em nada pode interferir com a análise da situação política. Ou melhor, como conheço António Costa, irrita-me um pouco vê-lo rodeado por gente que, em vez de lhe trazer soluções, passa o tempo a criar-lhe problemas.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Constantes Geopolíticas: “Djihad 1914-1918"...

As constantes da geopolítica são mesmo… constantes!

12 Dez. 2017 | José Mateus | 'Tornado' | Destaque Geopolítica



Já o nosso Camões – o autor do primeiro tratado de geopolítica global, que escreveu em verso magnífico e a que chamou “Os Lusíadas” – identificava e tipificava o eixo germano-otomano e o definia como inimigo! Este autor francês põe agora a descoberto uma manifestação, nas primeiras décadas do século XX, dessa constante… Mas também podia ter voltado a encontrá-la no fim do século XX, na manobra germano-turca de desmembramento da Jugoslávia (que, efeito colateral, abriu uma caixa de Pandora…), com a colaboração dos “europeus”.

Quand la France, en 1914, dut affronter le djihad




PROPOS RECUEILLIS PAR FRANÇOIS-GUILLAUME LORRAIN

Djihad 1914-1918

Dans “Djihad 1914-1918″, l’historien Jean-Yves Le Naour raconte comment les Allemands et l’Empire ottoman ont tenté d’”islamiser” la Grande Guerre...


http://www.jornaltornado.pt/constantes-geopoliticas/

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

“É Fartar, Vilanagem...!”


O regabofe há muito reinante no acesso à “mesa do orçamento” gera, na “opinião”, intranquilidade, insatisfação (com a Democracia realmente existente) e indignação. Como no grito angustiado, aqui linkado. Mas é preciso ir além destas insatisfações e indignações morais. Estas reacções emocionais são necessárias e mostram que a Nação está viva e a Democracia é a sua escolha. Mas não são suficientes, nem vão ao fundo da questão que o regabofe põe. A República não pode deixar-se capturar pelo “partido” vencedor da batalha de Alfarrobeira, o “partido” da vilanagem, como muito bem o baptizou, então, em plena refrega, o conde de Avranches, Álvaro Vaz de Almada. E isso tem acontecido no último meio-século... "Raríssimas", não! Vulgares. Muito vulgares!



É fundamental e decisivo responder à questão de saber como tem sido isto possível e o que o tem permitido e mesmo incentivado. A investigação desta matéria permite estabelecer duas lacunas decisivas para entender como se chegou a esta realidade do regabofe: Um vazio estratégico instalado no Estado e um forte défice de ética na classe política reinante e nas suas periferias. São dois problemas fundacionais deste regabofe reinante e cuja resolução é imprescindível para pôr termo à hegemonia do transversal “partido da vilanagem”, o tal que assassinou, em Alfarrobeira, o infante D. Pedro e o seu condestável Álvaro Vaz de Almada.

Resolver o vazio estratégico e o défice de ética exige mais do que as (necessárias) “indignações morais” e reacções emocionais. Exige determinação, inteligência e estratégia.



Porque são os economistas idiotas...? Porque lhes dá muito jeito e proveito

Bill Bonner, em todo o seu esplendor, explica a idiotice dos economistas. Em síntese, a resposta é: porque é bom negócio para eles e ganham muito com isso (enquanto nós perdemos, é claro)!



“Pourquoi les économistes sont-ils idiots?

Les économistes professent des théories qu'ils savent fausses. Mais le positivisme et l'interventionnisme leur sont profitables... parce que c'est payant.
C'est de la faute de...”

Espionagem Chinesa Está Mais Agressiva no Exterior

Os "serviços" chineses voltaram a subir o seu grau de actuação no exterior e estão muito agressivos no ciberespaço e muito presentes nos "facebooks" que tornaram numa nova frente de recrutamento. Assim, os chineses usam "social networks to try to cultivate lawmakers and other officials as sources"... Alemanha e Austrália estão na frente da denúncia desta ofensiva dos "serviços" de Pequim. Ao recrutar "lawmakers and other officials as sources", a China mostra-se uma boa aluna da escola do velho KGB. Ao usar as redes sociais para esse efeito (muito embora cultive outros canais mais clássicos...), mostra-se igualmente boa aluna do... Daesh (que foi pioneiro nessas malasartes). Quando Berlim e Camberra resolvem denunciar publicamente esta ofensiva da espionagem chinesa, é talvez altura de perguntar que diabo se está a passar em Lisboa, onde o Estado chinês, através de empresas públicas e outras fachadas, já controla vários sectores económicos estratégicos. E também altura para ler ou reler o romance de Paulo Reis, "Operação Negócios Privados", uma ficção que resolve muito da realidade.


China ups its spy game

German spies say their Chinese counterparts are getting more aggressive in cyberspace. 

The D Brief  | 11 Dez. 2017

ABC News: The head of Germany's domestic intelligence agency warned Sunday that China allegedly is using social networks to try to cultivate lawmakers and other officials as sources.

Also: Australia

After reports of Chinese spies and influence ops in a lot of places, China is pushing back on "racist" allegations. Reuters, here.

U.S. microchip engineers 

"Liang Chen, Donald Olgado, Wei-Yung Hsu and Robert Ewald are accused of downloading data from [their employer, Applied Materials, Inc.'s] internal engineering database, including more than 16,000 drawings." Their goal: "lure investors to fund a U.S. and China-based startup that would compete with their former employer," Bloomberg reports. "If convicted, the four face as long as 10 years in federal prison for each of 11 counts of possessing stolen trade secrets. They're scheduled to be arraigned on Dec. 15 in San Jose, California." More, here.  


domingo, 10 de dezembro de 2017

A Guerra dos Drones



















Au lendemain de l'annonce de l'armement de drones, Franck Decloquement, enseignant spécialiste des problématiques cyber, dresse le portrait des terrains de combats présents et futurs.

La France utilisera désormais des drones armés pour intervenir sur certains théâtres d'opérations, a annoncé mardi Florence Parly, ministre des Armées. Franck Decloquement, enseignant à l'Iris (Institut de relations internationales et stratégiques), spécialiste des problématiques cyber, était l'invité de l'émission ‘C'est arrivé demain’ pour expliquer si l'on se dirige vers une armée à la "Terminator".




"Un autre degré"


Sur le terrain, la France va armer six drones destinées à intervenir dans la région du Sahel et elle va acquérir six autre drones américains déjà armés en 2019.



"Jusqu'à maintenant, les drones servaient au renseignement (...), à la reconnaissance du terrain. On passe maintenant à un autre degré qui est l'armement" avec missiles.



Franck Decloquement souligne que les drones sont toujours sous commande et qu'ils ne sont donc pas des robots tueurs autonomes. "Il y a toujours un pilote derrière. Les drones sont très prolixes en ressources humaines."



A titre d'exemple, quatre drones Reaper américains demandent la mobilisation de 170 personnes. Ce qui fait pour l'instant d'un drone "un avion de chasse dont le poste de pilotage est déporté".

"Encore un tabou"


.


La France se lance dans l'armement de drones, après l'Allemagne et l'Italie notamment. Ce délai est dû selon Franck Decloquement à une question d'éthique. "On a toujours la vertu chevillée au corps et le fait d'utiliser des drones armés qui peuvent être utilisés pour des exécutions ciblées" ancre leur utilisation dans une problématique "de réplique proportionnée. On a peur que les gens aient le sentiment qu'on va procéder à des exécutions ciblées en masse. Il y a encore un tabou."

Recherche à grande vitesse




Un tabou qui s'explique par la dématérialisation. La guerre via écrans interposés a immédiatement fait penser au jeu vidéo. "On peut imaginer ce que l'on appelle le badge Playstation, c'est-à-dire l'opérateur qui exécute" sans "l'éthique du courage au combat", ce qui pose un problème de légitimité à certains. Une notion relativisée par le spécialiste: "un artilleur qui envoie son obus tue à distance" également.



Reste que la guerre des "Terminator" avec des robots tueurs munis d'une intelligence artificielle n'est pas pour maintenant. "En tout cas dans la manière dont ça a été popularisé à l'écran, on a encore du chemin à faire" notamment en termes de batterie et d'intelligence artificielle. " Mais le chemin n'est pas si long quand on voit la célérité de la recherche", prévient le spécialiste.”





https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1728530590553586&set=picfp.100001899866657.1112881688785149&type=3&theater

Horizonte Negro no Atlântico

As relações euro-americanas já conheceram melhores dias…

José Mateus | 8 Dezembro, 2017 

Hoje, sobre o Atlântico levantam-se (muito por culpa da velha ‘esperteza’ europeia de que os americanos começam a ficar fartos) nuvens negras, nevoeiros cerrados e maus ventos geopolíticos. A acrescentar a este panorama, já de si muito complicado, veio agora somar-se o Brexit. Pode-se pois dizer que a temperatura geopolítica do Atlântico não descia tão baixo, desde o final da II Guerra. 

São factos que, consoante os interesses, as posições e as capacidades de os “ler”, serão favoráveis e potenciarão algumas estratégias e políticas ou, pelo contrário, constituirão uma ameaça e exigirão revisões estratégicas nada fáceis. Por exemplo, se para a (relativa e cada vez mais relativa) paz na Europa são um risco, para Portugal, um país que é um arquipélago que se espraia pelo Atlântico Nordeste, são um grave perigo (mas também uma oportunidade… assim haja a indispensável inteligência).


O Prof. Julian Lindley-French, concorde-se ou não com ele, é uma das mais bem informadas e mais respeitadas personalidades da geopolítica ocidental. Vale, portanto, bem a pena ganhar algum tempo a ler atentamente o que ele escreve sobre o tema:

Brexit and the Shifting Pillars of the Alliance

Julian Lindley-French | Alphen, Netherlands. 21 November



It is my honour to announce the publication by the Canadian Global Affairs Institute of my latest paper “Brexit and the Shifting Pillars of the Alliance”.

Will Britain’s departure from the EU lead to the creation of an Anglosphere and a Eurosphere within NATO? Unfortunately, there are a range of challenges to such a formulation. First, if the EU continues to drive a hard post-Brex…



The paper can be downloaded at: https://d3n8a8pro7vhmx.cloudfront.net/cdfai/pages/3016/attachments/original/1510852023/Brexit_and_the_Shifting_Pillars_of_NATO.pdf?1510852023



O 'Presságio' do Senhor Pessoa

sim, esse mesmo, o tal da 'Tabacaria' e que recomendava sem rir "come chocolates, pequena, come chocolates"... O tal que disse (muito justamente) que todas as cartas de amor são ridículas e que escreveu dos mais belos poemas de amor da língua portuguesa. Sim, também o tal de quem o muito misterioso Agostinho da Silva dizia "o Pessoa não era uma pessoa... mas, sim, todo um movimento literário"! Para que não possam dizer que aqui não se fala de amor. Mas não só, claro...

Presságio
O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar pra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente…
Cala: parece esquecer…
Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar…

Fernando Pessoa
Fernando Pessoa visto, percebido e retratado pelo Rui Perdigão

sábado, 9 de dezembro de 2017

Bolhas e mais bolhas, pequenas e grandes, europeias, americanas e chinesas...

Alerta muito sério da nossa amiga Simone, sobre as bolhas que, enfim,  não são de Champagne... Mas, para saber das bolhas, o melhor é lê-la com atenção e mesmo numa leitura de segundo grau:

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Coreia do Norte: Novos Mísseis Mudam o Jogo

Clinton, Bush Júnior e Obama andaram um quarto de século a “encanar a perna à rã”, anunciavam umas ineficazes e patéticas “sanções” económicas para puderem anunciar ao pagode que já “tinham tomado medidas” e assim os norte-coreanos iam ganhando tempo para desenvolverem o seu programa nuclear.

Ironia do destino, é Trump que, logo no seu primeiro ano na Casa Branca, recebe esta bela herança e leva com um problema inédito (um rogue state nuclear...) para o qual ninguém tem uma réstea de solução. Dúplices, até na medula, os chineses fazem cara de preocupadas para a fotografia nos media ocidentais mas fartam-se de rir entre eles quando não há câmaras por perto. Até Putin se diverte com a coisa...

Para a ironia ser completa só falta que Obama, Clinton e o Bush Júnior venham agora aconselhar a Trump como resolver o problema que eles criaram. E eis que, assim, a História acaba de ressuscitar o problema norte-coreano no mesmo ponto (mas umas espirais acima) em que MacArthur o deixara.


Se Truman tivesse deixado o homem dos óculos verdes levar a sua avante e se Obama, Clinton e o Bush Júnior tivessem sabido, minimamente, lidar com a questão coreana, Trump não teria agora mais este problemão...

Como é que dizia o Marx daquela coisa da História se repetir, sendo uma vez assim e na seguinte assado...? Pois é, esse velho das barbas estava contaminado pelo totalitarismo hegeliano, era um expoente da fase barroca do romantismo alemão e foi virado do avesso pelo campónio do Lenine mas tinha inteligência, conhecimento e argúcia... E estudava que se fartava!

Portanto, na primeira vez foi “assim” e na segunda é “assado”...




Photos show a nose cone big enough to carry multiple warheads, plus countermeasures that U.S. missile defenses have never been tested against.


quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Abertas as Candidaturas a ‘Patrão’ da Secreta Suíça

A quem possa interessar:

Le département fédéral de la défense, de la protection de la population et des sports DDPS recherche:

DIRECTRICE/DIRECTEUR DU SERVICE DE RENSEIGNEMENT DE LA CONFÉDÉRATION

Vous assumez la responsabilité générale des activités de renseignement en Suisse et à l'étranger, lesquelles consistent à acquérir et à analyser des informations, à prévenir les menaces et à évaluer la situation à l'intention des instances politiques. Vous vous distinguez par vos excellentes capacités stratégiques, conceptuelles et analytiques, ainsi que par votre esprit de synthèse.

VOS COMPÉTENCES

Formation accomplie dans une haute école (master) ou équivalente, avec plusieurs années d'expérience de la conduite au niveau stratégique.

Excellentes capacités stratégiques, conceptuelles, analytiques et synthétiques.

Très bonnes connaissances de la politique de sécurité de la Suisse.

Grande sensibilité politique et compréhension des demandes formulées par les partenaires au niveau de la Confédération et des cantons.

Compétences sociales prononcées et sens développé de la communication; disponibilité et endurance supérieures à la moyenne.

Longue et vaste expérience dans la gestion de projets; expérience souhaitée dans le domaine du renseignement.

Bonnes connaissances des trois langues officielles (actives pour deux, passives pour la troisième) et de l'anglais.



VOS TÂCHES

Diriger le Service de renseignement de la Confédération (SRC).

Gérer les aspects structurels du SRC, tels que le cadre conceptuel, les infrastructures, l'organisation et les ressources, ainsi que son développement .

Assumer la responsabilité de l'acquisition et du traitement des informations.

Créer les conditions pour anticiper ou empêcher l'émergence de menaces pour la sécurité tant intérieure qu'extérieure.

Évaluer la situation sous l'angle de la menace au profit des organes fédéraux concernés et des autorités cantonales d'exécution.

Soigner les relations avec les organes étrangers de renseignement.

Informations supplémentaires:

Pour tout complément d'information, veuillez contacter:
Mme Nathalie Falcone-Goumaz, Secrétaire générale DDPS, tél. 058 464 50 02

Pour des raisons de sécurité, veuillez envoyer votre dossier de candidature sur support papier.

Veuillez adresser votre candidature à l'adresse suivante:

PERSONNEL
Monsieur Marc Siegenthaler
Département fédéral de la défense, de la protection de la population et des sports
Palais fédéral Est
3003 Berne

Délai de postulation: 10 décembre 2017

Numéro de référence: 33028

À propos de l'employeur

Le SRC assure au quotidien les activités de renseignement en Suisse et à l'étranger. Ses tâches consistent à préserver la sécurité intérieure et extérieure de la Suisse. C'est une organisation qui, entre autres, acquiert, analyse et diffuse, avec des moyens qui lui sont propres, des informations dont les sources ne sont pas publiques. Son objectif est de fournir aux instances fédérales et cantonales des renseignements utiles à la conduite. Le SRC est subordonné au Département fédéral de la défense, de la protection de la population et des sports.


terça-feira, 5 de dezembro de 2017

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Publication Cybersecurity Trends: Conférence CLUSIS Intelligence Economique

Publicação de grande qualidade, trata os temas mais desafiantes com uma seriedade exemplar. O nosso amigo Franck Decloquement analisa aqui "o impacto das acções ciber sobre o património imaterial das empresas".



Cibercriminologia: Apresentação da nova disciplina

O nosso velho amigo Alain Bauer e Xavier Raufer, o autor, apresentam neste vídeo “a primeira obra da história sobre cibercriminologia”, o trabalho fundador de uma nova disciplina...



Une nouvelle discipline la cyber-criminologie

Apresentação de Xavier Raufer, o autor: docteur en géographie/géopolitique, université Paris-Sorbonne; Master en criminologie - titulaire du cours "Evolutions, mutations ruptures dans le monde de l’illicite"; Professeur associé aux départements de recherches en sciences criminelles de Fu Dan University, Shanghaï, et de George Mason University, Washington DC; Directeur collection, CNRS-Editions, coll. Arès; et éditions Eska, criminologie; Il est auteur de nombreux ouvrages consacrés à la criminalité et au terrorisme.

VÍDEO:

terça-feira, 21 de novembro de 2017

O Ouro do Espaço Cibernético

João Marques de Almeida | International Consultant

Nota do autor: As recentes conferências da Drª Alice Mateus, na Associação da Força Aérea Portuguesa, sobre “ciber”, guerra de informação e guerra económica, motivaram-me a escrever algo sobre essa decisiva temática.

Os desafios do espaço cibernético são transversais a tudo o que fazemos, seja na segurança, nas infra estruturas críticas, tais como sistemas bancários ou empresas públicas e nas companhias comerciais privadas e mesmo em actividades individuais. 

A habilidade para moldar, alterar ou manipular informações ou dados duma forma não autorizada ou indetectável pode severamente debilitar ou mesmo arruinar a confiança nos sistemas ou mecanismos que dependem dessas informações; em consequência a habilidade na segurança do ciberespaço é fortemente crítica.


Potenciais adversários no espaço cibernético praticam uma forma digital duma manobra de conflito; é um permanente trabalho de: pensar, colaborar, enganar, detalhar, encolher, mover, evitar. Eles conhecem a importância da informação, verdadeira ou falsa, e focam todos os esforços na sua exploração. Para os anular ou minimizar exige um articulado empenho no qual todos os participantes devem reconhecer o valor dessa informação.

Para esse desiderato o treino é a chave crucial e não apenas nos termos das operações no espaço cibernético. Tradicionais disciplinas de segurança, tais como: guerra electrónica, engano no espectro das rádio frequências, falsas informações, desinformação, acções psicológicas devem ser consideradas na guerra da informação na cibernética. Esta conjuntura, juntamente com a perícia para operar no domínio cibernético, devem ser reflectidas na formação e treino na área da segurança; estudantes e operadores de segurança cibernética devem compreender a vasta gama de capacidades, bem como das obrigações perante os agressores.

Enfrentando adversários, passo a passo, no espaço cibernético requere inteligência (intelligence) segura e fidedigna; no plano Ocidental, não temos ainda todas as capacidades necessárias. Os sistemas de inteligência devem ser capazes de prevenir ataques e hábeis nas imputações quando os agressores forem detectados e, por isso, as represálias devem ser focadas no mesmo objectivo.

Os nossos operadores devem desenvolver todos os mecanismos que permitam respostas apropriadas, incluindo o assumir correctamente os ataques cibernéticos e o consequente método de rapidamente disseminar a informação. As forças de defesa cibernética devem dispor de ferramentas que os habilitem a minimizar os efeitos e, de imediato iniciar acções ofensivas e de dissuasão. Respostas flexíveis ou ameaças dum ataque efectivo de neutralização são muito importante nas operações cibernéticas. 

Os operadores cibernéticos devem ter capacidade de definir e fixar com precisão a dimensão das suas actividades. Pequenas e previstas acções podem ter resultados desejáveis e, por isso, devem ser sempre consideradas; por outro lado, uma poderosa força cibernética deve ter uma efectiva estrutura de comando e controle que se deve estender até ao nível da execução e estabelecer fronteiras próprias para evitar sobreposições e vazios de funcionamento. Infelizmente, muitos lideres políticos não têm tido capacidade para determinar qual o nível de execução até onde as operações devem ser efectivas.

Claramente, as operações no espaço cibernético devem incluir medidas ofensivas contra os adversários; implica tomar iniciativas para negar a ameaça na sua origem, qualquer que ela seja. Ao descuidar essas acções os Estados continuarão a ser atacados; a melhor solução será forçar um potencial atacante a avaliar o preço da investida versus o valor do alvo. 


Mas dissuasão não é uma matéria simples, pois utilizar operações ofensivas no ciberespaço requer treino de elevada perícia para desenvolver talentos nos operadores designados para essas acções; esses operadores devem compreender claramente a precisão que necessitam para concretizar essas operações e conhecer minuciosamente o ciberespaço para evitar rupturas que possam causar efeitos adversos. Os lideres nacionais obrigam-se a ter confiança que essas capacidades foram assimiladas nos operadores do ciberespaço, conforme parâmetros estabelecidos.

A defesa contra ataques cibernéticos pode ser diferenciada em função das vulnerabilidades civis e militares, mas se combinadas podem representar um alargado desafio para a segurança nacional que deve ser saudado. 

Com as infra estruturas críticas identificadas, os Estados devem encontrar a forma para motivar o sector privado a melhorar a segurança dos seus sistemas; esta plausível solução inclui custos e alterações técnicas dos sistemas e instalações para evitar ataques e mitigar danos, todavia, são cruciais problemas que não podem ser ignorados. Estratégias de moderar riscos são necessárias para reduzir os efeitos dum forte ataque. Quando uma conhecida ameaça crítica é detectada talvez um software que tenha um modo de desligar possa contribuir; contudo, os governos devem estabelecer a metodologia para as respostas a qualquer ataque.

Independentemente de todas as questões públicas ou privadas, as ameaças cibernéticas não devem ser compartimentadas entre os dois sectores. É uma questão nacional que requere poderosas parcerias entre o Governo, a Industria e as Academias com capacidades de supervisão. Os países necessitam de estratégias nacionais com adequados incentivos para o sector privado de forma a assegurar a protecção das infraestruturas nacionais.


De facto: A INFORMAÇÃO É O OURO DA CIBERSEGURANÇA!

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Os Comandos Portugueses na “primeira linha” na RCA

“Indispensáveis à estabilização da República Centro-Africana” e “último recurso” quando tudo o resto falha, são os Comandos portugueses “na primeira linha”, naquele enorme país (7 vezes maior que Portugal) do centro do continente africano. Leonor Hubaut, do site europeu “Bruxelles2” esteve com eles no terreno.

Reportage à Bangui

Les commandos portugais en première ligne en RCA

Des commandos portugais à bord d’un Land Rover Defender, crée pour les forces spéciales (@LH/B2)

(BRUXELLES2 – à Bangui) Ils sont commandos, Portugais (1)… en principe, on les attend sur d’autres terrains que la République centrafricaine. Et pourtant, ces 159 hommes sont devenus indispensables au sein de la mission de l’ONU, la MINUSCA. 

Leur mission: contribuer à la stabilisation, sécurité et contrôle du territoire centrafricain. Tout juste rentrés d’opération dans le nord-ouest, B2 a pu les rencontrer à Bangui.

Le «dernier recours»

Ils sont le «dernier recours», lorsque la politique et les négociations ne fonctionnent pas et que seule la force semble possible face aux groupes armés. Ils sont ainsi intervenus récemment à Bocaranga. Vers la mi-septembre le groupe armé 3R avait pris le contrôle de cette localité du nord-ouest de la Centrafrique. Les 15.000 habitants ayant déserté, Bocaranga n’était plus qu’une «ville fantôme».

La reprise de Bocaranga

Le contingent des casques bleus bangalais se limitait à protéger la base de ONGs, où s’est réfugié le personnel humanitaire, et le camp des déplacés à côté de sa position. Une délégation de la MINUSCA et du gouvernement a tenté d’obtenir le retrait du groupe armé. Sans résultat. Ce sont donc les commandos portugais, à bord de véhicules blindés, qui ont été envoyés pour reprendre la ville, avec le soutien aérien d’hélicoptères de combat. L’opération, contre ces 100-115 rebelles, a duré deux jours (7 et 8 octobre). Les Portugais inspectant maison par maison. 

Ils y ont trouvé «de nombreux prisonniers, enfermés dans une pièce de leur propre maison». S’il y a bien eu des affrontements armés, rien qu’ils n’aient pas déjà vu sur d’autres terrains d’opération. Le pire? «La pauvreté, les conditions de vie de la population…»

… puis cap sur Bang

Une fois tous les membres du groupe armés expulsés de la ville, ce sont les contingents du Bangladesh et du Rwanda qui ont pris le relais, avec pour mission de contrôler la ville et éviter le retour du 3R, d’autres groupes armés, y compris les anti-balaka. Les Portugais ont, eux, pris la route vers Bang, petit village plus au nord (à seulement deux kilomètres du Tchad), qu’il fallait également reprendre… Chaque déploiement peut durer jusqu’à un mois.

À Bangui: préparation 

Lorsqu’ils ne sont pas déployés dans les régions centrafricaines, les Portugais sont basés à Bangui, au camp M’Poko. Ils ont alors trois tâches: le maintien de l’équipement (véhicules, armement, équipement…), maintenir un «haut niveau de préparation individuelle et collective», et mettre à jour leur connaissance de la situation dans le pays. 

Pour ce dernier point, l’officier du renseignement, qui travaille en permanence avec le quartier général (QG) de la MINUSCA, leur transmet les informations. «Nous devons savoir comment évoluent chacun des groupes armés.» Objectif: préparer tous les scénarios possibles.

… et patrouilles

Pendant les trois semaines entre déploiements, ils effectuent également des patrouilles dans Bangui, avec des casques bleus d’autres nationalités. Si la situation est plus calme à Bangui, le niveau d’alerte doit être maximum, notamment en raison des incidents ponctuels qui peuvent arriver rapidement. L’attaque contre un bar, tuant quatre personnes, dans la nuit de samedi à dimanche 12 novembre, ainsi que les affrontements qui s’en sont suivis sont un exemple.

Intense préparation au Portugal 

Avant d’être déployés comme force de réaction rapide de la MINUSCA, les compagnies de commandos passent par trois étapes de préparation. En premier lieu, la préparation administrative et la logistique (habilitation, obtentions de passeports spéciaux, préparation sanitaire… ). Deuxièmement, la préparation opérationnelle centrée sur les capacités individuelles mais aussi collectives. Ce point prévoit la «systématisation des connaissances sur la MINUSCA, le terrain d’opération et la mission des divers composants de la Force militaire». 

Pendant l’entraînement, les commandos ont été placés en «battle rythme» afin d’exercer «la planification et exécution d’opérations de combat et de stabilisation au niveau «groupe» et «compagnie» dans des conditions semblables à celles existantes dans le TO». Un exercice final de certification est organisé. Troisièmement, la préparation pour la projection.

Leonor Hubaut

(1) Le détachement portugais, de 159 personnes, est composé d’une compagnie de 90 commandos et d’une équipe de trois personnes appartenant au Tatical Air Control Party (TACP) de l’Armée de l’Air Portugaise, d’un commandement et d’un détachement de soutien avec 66 personnes. Ils sont basés sur le camp français de M’Poko, à Bangui.


(2) Arrivés en septembre, il s’agissait du premier déploiement de ces commandos. La première rotation (janvier-août 2017) avait elle été déployée dans l’est du pays, notamment pour reprendre Bambari. 







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Trump, 17.06.2025