O Economist está cada vez mais parecido com certos maridos, aqueles que são sempre os últimos a saber... Esta semana, as suas honras de capa vão para esta "descoberta". Um espanto! Mas, enfim, lá descobriram... o que era, já há anos, uma evidência.
Quando o Economist fizer anos, alguém que lhe ofereça um tabuleiro de "go", acompanhado de um manual muito explicadinho, daqueles que, como dizia o meu saudoso amigo Coronel Francisco Rebelo Gonçalves, são "para militar entender" (entenda-se a ironia do Chico, uma das pessoas mais inteligentes que me lembro de ter conhecido).
sexta-feira, 15 de dezembro de 2017
Os alemães são uns nabos no engate...
Jornalista francesa queixa-se ‘amargamente’
da incapacidade dos homens alemães... Explicação para a subida em flecha (mais
rápida que a do PIB...) do número de celibatários e do défice demográfico. Assim
vai esta Europa. Reportagem em Berlim da jornalista Renée Greusard que trouxe
um veredicto sem apelo: os alemães são uns impotentes na arte da sedução!
Sem poder de sedução, a Alemanha, pelo menos, no campo amoroso é... um Estado falhado!
quinta-feira, 14 de dezembro de 2017
António Costa Precisa Fazer Limpeza no Governo
António Costa é um político credível, inteligente (muito inteligente, mesmo) e seriamente competente. Mas tem andado a cometer a ingenuidade de acreditar (e em Portugal só se pode acreditar mesmo na Senhora de Fátima...) que os seus amigos (políticos e pessoais) são também inteligentes e seriamente competentes. E tem rapidamente de emendar a mão. Porque não o são. E só parecem ser bons a criar 'manchetes' no 'Correio da Manhã'.
Manuel Delgado. 'Cabeça não tem juízo e o Governo é que paga'
No início, foi não o verbo mas a ingenuidade de João Soares a oferecer um par de estalos a um tipo qualquer sem cara para o receber. Depois a coisa foi andando e animou o último Verão com uma ministra a fazer o papel de "andar aos papéis", perdida no meio dos incêndios que devastaram Portugal, arrastando-se penosamente e com ela arrastando o Governo e o próprio PM.
Ao mesmo tempo, o ministro da Defesa patinou (depois, conseguiu equilibrar-se...) nuns caixotes dos paióis de Tancos. Com alguns "ajudas" competentes, lá conseguiu segurar-se nos cornos do touro e evitar uma saída desonrosa. Mas deixou nódoa no pano do Governo.
Ainda o rescaldo dos incêndios não estava concluído, ainda Tancos não estava esclarecido (algum dia estará...?) e eis que estoira uma estória, tipo telenovela pindérica, com os tradicionais ingredientes de sexo e dinheiro, mais umas viagens à Escandinávia, ao Brasil (misturar o norte com os trópicos fica sempre bem, devem ter achado) e sabe-se lá ainda que mais aí virá.
Uma estória que, ao contrário de Tancos e dos incêndios, não parece ter qualquer componente de uma fabricada "guerra de informação". É mesmo só burrice e azelhice. E uma pobrezinha atracção pindérica por umas c'roas rápidas e umas noites de 'brincadeira'. Tudo tretas mecherucas (nada de SLNs ou BPNs ou de negócios à moda de Dias Loureiro ou outros Oliveira e Costa) mas que são também autênticas cargas de profundidade capazes de rebentar com a mais sólida das reputações.
Até Vieira da Silva, um ministro competente e que "anda nisto" há décadas (fez a 'recruta' no velho MES do "camarada Pinto Basto") se deixou arrastar para esta baixa e triste estória! Também tu, Vieira...?!
Vieira da Silva. "Também tu...!"
Mas, oh senhor primeiro-ministro, esta gente não tem tino, não tem nada dentro da cabeça? E o senhor primeiro-ministro, agora que já os conhece melhor, não arranja aí um "sargento" que tome conta deles? É que assim, senhor primeiro-ministro, ainda lhe vão custar a maioria absoluta nas próximas legislativas...
Senhor primeiro-ministro, quer lhe agrade quer não, vai ter, para bem do País, que fazer uma limpeza séria e meter ordem na casa. E precisa de ser implacável... Não se preocupe, os Portugueses compreendê-lo-ão. Aliás, só esperam por isso.
PS
Declaração de interesses: sou amigo de António Costa há já nem sei quantas décadas (e também de sua mãe e do marido, duas pessoas que estimo muito) mas essa amizade em nada pode interferir com a análise da situação política. Ou melhor, como conheço António Costa, irrita-me um pouco vê-lo rodeado por gente que, em vez de lhe trazer soluções, passa o tempo a criar-lhe problemas.
Manuel Delgado. 'Cabeça não tem juízo e o Governo é que paga'
No início, foi não o verbo mas a ingenuidade de João Soares a oferecer um par de estalos a um tipo qualquer sem cara para o receber. Depois a coisa foi andando e animou o último Verão com uma ministra a fazer o papel de "andar aos papéis", perdida no meio dos incêndios que devastaram Portugal, arrastando-se penosamente e com ela arrastando o Governo e o próprio PM.
Ao mesmo tempo, o ministro da Defesa patinou (depois, conseguiu equilibrar-se...) nuns caixotes dos paióis de Tancos. Com alguns "ajudas" competentes, lá conseguiu segurar-se nos cornos do touro e evitar uma saída desonrosa. Mas deixou nódoa no pano do Governo.
Ainda o rescaldo dos incêndios não estava concluído, ainda Tancos não estava esclarecido (algum dia estará...?) e eis que estoira uma estória, tipo telenovela pindérica, com os tradicionais ingredientes de sexo e dinheiro, mais umas viagens à Escandinávia, ao Brasil (misturar o norte com os trópicos fica sempre bem, devem ter achado) e sabe-se lá ainda que mais aí virá.
Uma estória que, ao contrário de Tancos e dos incêndios, não parece ter qualquer componente de uma fabricada "guerra de informação". É mesmo só burrice e azelhice. E uma pobrezinha atracção pindérica por umas c'roas rápidas e umas noites de 'brincadeira'. Tudo tretas mecherucas (nada de SLNs ou BPNs ou de negócios à moda de Dias Loureiro ou outros Oliveira e Costa) mas que são também autênticas cargas de profundidade capazes de rebentar com a mais sólida das reputações.
Até Vieira da Silva, um ministro competente e que "anda nisto" há décadas (fez a 'recruta' no velho MES do "camarada Pinto Basto") se deixou arrastar para esta baixa e triste estória! Também tu, Vieira...?!
Vieira da Silva. "Também tu...!"
Mas, oh senhor primeiro-ministro, esta gente não tem tino, não tem nada dentro da cabeça? E o senhor primeiro-ministro, agora que já os conhece melhor, não arranja aí um "sargento" que tome conta deles? É que assim, senhor primeiro-ministro, ainda lhe vão custar a maioria absoluta nas próximas legislativas...
Senhor primeiro-ministro, quer lhe agrade quer não, vai ter, para bem do País, que fazer uma limpeza séria e meter ordem na casa. E precisa de ser implacável... Não se preocupe, os Portugueses compreendê-lo-ão. Aliás, só esperam por isso.
PS
Declaração de interesses: sou amigo de António Costa há já nem sei quantas décadas (e também de sua mãe e do marido, duas pessoas que estimo muito) mas essa amizade em nada pode interferir com a análise da situação política. Ou melhor, como conheço António Costa, irrita-me um pouco vê-lo rodeado por gente que, em vez de lhe trazer soluções, passa o tempo a criar-lhe problemas.
quarta-feira, 13 de dezembro de 2017
Constantes Geopolíticas: “Djihad 1914-1918"...
As constantes da geopolítica são mesmo… constantes!
12 Dez. 2017 | José Mateus | 'Tornado' | Destaque Geopolítica
Já o nosso Camões – o autor do primeiro tratado de geopolítica global, que escreveu em verso magnífico e a que chamou “Os Lusíadas” – identificava e tipificava o eixo germano-otomano e o definia como inimigo! Este autor francês põe agora a descoberto uma manifestação, nas primeiras décadas do século XX, dessa constante… Mas também podia ter voltado a encontrá-la no fim do século XX, na manobra germano-turca de desmembramento da Jugoslávia (que, efeito colateral, abriu uma caixa de Pandora…), com a colaboração dos “europeus”.
Quand la France, en 1914, dut affronter le djihad

PROPOS RECUEILLIS PAR FRANÇOIS-GUILLAUME LORRAIN
Djihad 1914-1918
Dans “Djihad 1914-1918″, l’historien Jean-Yves Le Naour raconte comment les Allemands et l’Empire ottoman ont tenté d’”islamiser” la Grande Guerre...
http://www.jornaltornado.pt/constantes-geopoliticas/
12 Dez. 2017 | José Mateus | 'Tornado' | Destaque Geopolítica
Já o nosso Camões – o autor do primeiro tratado de geopolítica global, que escreveu em verso magnífico e a que chamou “Os Lusíadas” – identificava e tipificava o eixo germano-otomano e o definia como inimigo! Este autor francês põe agora a descoberto uma manifestação, nas primeiras décadas do século XX, dessa constante… Mas também podia ter voltado a encontrá-la no fim do século XX, na manobra germano-turca de desmembramento da Jugoslávia (que, efeito colateral, abriu uma caixa de Pandora…), com a colaboração dos “europeus”.Quand la France, en 1914, dut affronter le djihad

PROPOS RECUEILLIS PAR FRANÇOIS-GUILLAUME LORRAIN
Djihad 1914-1918
Dans “Djihad 1914-1918″, l’historien Jean-Yves Le Naour raconte comment les Allemands et l’Empire ottoman ont tenté d’”islamiser” la Grande Guerre...
http://www.jornaltornado.pt/constantes-geopoliticas/
terça-feira, 12 de dezembro de 2017
“É Fartar, Vilanagem...!”
O regabofe há muito reinante no acesso
à “mesa do orçamento” gera, na “opinião”, intranquilidade, insatisfação (com a
Democracia realmente existente) e indignação. Como no grito angustiado, aqui linkado. Mas é preciso ir além destas insatisfações e indignações morais. Estas
reacções emocionais são necessárias e mostram que a Nação está viva e a
Democracia é a sua escolha. Mas não são suficientes, nem vão ao fundo da
questão que o regabofe põe. A República não pode deixar-se capturar pelo “partido”
vencedor da batalha de Alfarrobeira, o “partido” da vilanagem, como muito bem o
baptizou, então, em plena refrega, o conde de Avranches, Álvaro Vaz de Almada.
E isso tem acontecido no último meio-século... "Raríssimas", não! Vulgares. Muito vulgares!
É fundamental e decisivo responder à
questão de saber como tem sido isto possível e o que o tem permitido e mesmo incentivado.
A investigação desta matéria permite estabelecer duas lacunas decisivas para
entender como se chegou a esta realidade do regabofe: Um vazio estratégico
instalado no Estado e um forte défice de ética na classe política reinante e
nas suas periferias. São dois problemas fundacionais deste regabofe reinante e
cuja resolução é imprescindível para pôr termo à hegemonia do transversal “partido
da vilanagem”, o tal que assassinou, em Alfarrobeira, o infante D. Pedro e o
seu condestável Álvaro Vaz de Almada.
Resolver o vazio estratégico e o
défice de ética exige mais do que as (necessárias) “indignações morais” e
reacções emocionais. Exige determinação, inteligência e estratégia.
Porque são os economistas idiotas...? Porque lhes dá muito jeito e proveito
Bill Bonner, em todo o seu esplendor,
explica a idiotice dos economistas. Em síntese, a resposta é: porque é bom
negócio para eles e ganham muito com isso (enquanto nós perdemos, é claro)!
“Pourquoi les économistes sont-ils
idiots?
Les économistes professent des théories qu'ils savent fausses. Mais le positivisme et l'interventionnisme leur sont profitables... parce que c'est payant.
C'est
de la faute de...”
Espionagem Chinesa Está Mais Agressiva no Exterior
Os "serviços" chineses voltaram a subir o seu grau de actuação no exterior e estão muito agressivos no ciberespaço e muito presentes nos "facebooks" que tornaram numa nova frente de recrutamento. Assim, os chineses usam "social networks to try to cultivate lawmakers and other officials as sources"... Alemanha e Austrália estão na frente da denúncia desta ofensiva dos "serviços" de Pequim. Ao recrutar "lawmakers and other officials as sources", a China mostra-se uma boa aluna da escola do velho KGB. Ao usar as redes sociais para esse efeito (muito embora cultive outros canais mais clássicos...), mostra-se igualmente boa aluna do... Daesh (que foi pioneiro nessas malasartes). Quando Berlim e Camberra resolvem denunciar publicamente esta ofensiva da espionagem chinesa, é talvez altura de perguntar que diabo se está a passar em Lisboa, onde o Estado chinês, através de empresas públicas e outras fachadas, já controla vários sectores económicos estratégicos. E também altura para ler ou reler o romance de Paulo Reis, "Operação Negócios Privados", uma ficção que resolve muito da realidade.
China ups its spy game
German spies say their Chinese counterparts are getting more aggressive in cyberspace.
The D Brief | 11 Dez. 2017
ABC News: The head of Germany's domestic intelligence agency warned Sunday that China allegedly is using social networks to try to cultivate lawmakers and other officials as sources.
Also: Australia
Also: Australia
After reports of Chinese spies and influence ops in a lot of places, China is pushing back on "racist" allegations. Reuters, here.
U.S. microchip engineers
"Liang Chen, Donald Olgado, Wei-Yung Hsu and Robert Ewald are accused of downloading data from [their employer, Applied Materials, Inc.'s] internal engineering database, including more than 16,000 drawings." Their goal: "lure investors to fund a U.S. and China-based startup that would compete with their former employer," Bloomberg reports. "If convicted, the four face as long as 10 years in federal prison for each of 11 counts of possessing stolen trade secrets. They're scheduled to be arraigned on Dec. 15 in San Jose, California." More, here.
domingo, 10 de dezembro de 2017
A Guerra dos Drones
Au lendemain de l'annonce de l'armement de drones, Franck Decloquement, enseignant spécialiste des problématiques cyber, dresse le portrait des terrains de combats présents et futurs.
La France utilisera désormais des drones armés pour intervenir sur certains théâtres d'opérations, a annoncé mardi Florence Parly, ministre des Armées. Franck Decloquement, enseignant à l'Iris (Institut de relations internationales et stratégiques), spécialiste des problématiques cyber, était l'invité de l'émission ‘C'est arrivé demain’ pour expliquer si l'on se dirige vers une armée à la "Terminator".
"Un autre degré"
Sur le terrain, la France va armer six drones destinées à intervenir dans la région du Sahel et elle va acquérir six autre drones américains déjà armés en 2019.
"Jusqu'à maintenant, les drones servaient au renseignement (...), à la reconnaissance du terrain. On passe maintenant à un autre degré qui est l'armement" avec missiles.
Franck Decloquement souligne que les drones sont toujours sous commande et qu'ils ne sont donc pas des robots tueurs autonomes. "Il y a toujours un pilote derrière. Les drones sont très prolixes en ressources humaines."
A titre d'exemple, quatre drones Reaper américains demandent la mobilisation de 170 personnes. Ce qui fait pour l'instant d'un drone "un avion de chasse dont le poste de pilotage est déporté".
"Encore un tabou"
.
La France se lance dans l'armement de drones, après l'Allemagne et l'Italie notamment. Ce délai est dû selon Franck Decloquement à une question d'éthique. "On a toujours la vertu chevillée au corps et le fait d'utiliser des drones armés qui peuvent être utilisés pour des exécutions ciblées" ancre leur utilisation dans une problématique "de réplique proportionnée. On a peur que les gens aient le sentiment qu'on va procéder à des exécutions ciblées en masse. Il y a encore un tabou."
Recherche à grande vitesse
Un tabou qui s'explique par la dématérialisation. La guerre via écrans interposés a immédiatement fait penser au jeu vidéo. "On peut imaginer ce que l'on appelle le badge Playstation, c'est-à-dire l'opérateur qui exécute" sans "l'éthique du courage au combat", ce qui pose un problème de légitimité à certains. Une notion relativisée par le spécialiste: "un artilleur qui envoie son obus tue à distance" également.
Reste que la guerre des "Terminator" avec des robots tueurs munis d'une intelligence artificielle n'est pas pour maintenant. "En tout cas dans la manière dont ça a été popularisé à l'écran, on a encore du chemin à faire" notamment en termes de batterie et d'intelligence artificielle. " Mais le chemin n'est pas si long quand on voit la célérité de la recherche", prévient le spécialiste.”
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1728530590553586&set=picfp.100001899866657.1112881688785149&type=3&theater
La France utilisera désormais des drones armés pour intervenir sur certains théâtres d'opérations, a annoncé mardi Florence Parly, ministre des Armées. Franck Decloquement, enseignant à l'Iris (Institut de relations internationales et stratégiques), spécialiste des problématiques cyber, était l'invité de l'émission ‘C'est arrivé demain’ pour expliquer si l'on se dirige vers une armée à la "Terminator".
"Un autre degré"
Sur le terrain, la France va armer six drones destinées à intervenir dans la région du Sahel et elle va acquérir six autre drones américains déjà armés en 2019.
"Jusqu'à maintenant, les drones servaient au renseignement (...), à la reconnaissance du terrain. On passe maintenant à un autre degré qui est l'armement" avec missiles.
Franck Decloquement souligne que les drones sont toujours sous commande et qu'ils ne sont donc pas des robots tueurs autonomes. "Il y a toujours un pilote derrière. Les drones sont très prolixes en ressources humaines."
A titre d'exemple, quatre drones Reaper américains demandent la mobilisation de 170 personnes. Ce qui fait pour l'instant d'un drone "un avion de chasse dont le poste de pilotage est déporté".
"Encore un tabou"
.
La France se lance dans l'armement de drones, après l'Allemagne et l'Italie notamment. Ce délai est dû selon Franck Decloquement à une question d'éthique. "On a toujours la vertu chevillée au corps et le fait d'utiliser des drones armés qui peuvent être utilisés pour des exécutions ciblées" ancre leur utilisation dans une problématique "de réplique proportionnée. On a peur que les gens aient le sentiment qu'on va procéder à des exécutions ciblées en masse. Il y a encore un tabou."
Recherche à grande vitesse
Un tabou qui s'explique par la dématérialisation. La guerre via écrans interposés a immédiatement fait penser au jeu vidéo. "On peut imaginer ce que l'on appelle le badge Playstation, c'est-à-dire l'opérateur qui exécute" sans "l'éthique du courage au combat", ce qui pose un problème de légitimité à certains. Une notion relativisée par le spécialiste: "un artilleur qui envoie son obus tue à distance" également.
Reste que la guerre des "Terminator" avec des robots tueurs munis d'une intelligence artificielle n'est pas pour maintenant. "En tout cas dans la manière dont ça a été popularisé à l'écran, on a encore du chemin à faire" notamment en termes de batterie et d'intelligence artificielle. " Mais le chemin n'est pas si long quand on voit la célérité de la recherche", prévient le spécialiste.”
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1728530590553586&set=picfp.100001899866657.1112881688785149&type=3&theater
Horizonte Negro no Atlântico
As relações euro-americanas já
conheceram melhores dias…
José
Mateus | 8 Dezembro, 2017
Hoje, sobre o Atlântico levantam-se (muito por culpa da velha ‘esperteza’ europeia de que os americanos começam a ficar fartos) nuvens negras, nevoeiros cerrados e maus ventos geopolíticos. A acrescentar a este panorama, já de si muito complicado, veio agora somar-se o Brexit. Pode-se pois dizer que a temperatura geopolítica do Atlântico não descia tão baixo, desde o final da II Guerra.
Hoje, sobre o Atlântico levantam-se (muito por culpa da velha ‘esperteza’ europeia de que os americanos começam a ficar fartos) nuvens negras, nevoeiros cerrados e maus ventos geopolíticos. A acrescentar a este panorama, já de si muito complicado, veio agora somar-se o Brexit. Pode-se pois dizer que a temperatura geopolítica do Atlântico não descia tão baixo, desde o final da II Guerra.
São factos que, consoante os interesses, as posições e as capacidades de os “ler”, serão favoráveis e potenciarão algumas estratégias e políticas ou, pelo contrário, constituirão uma ameaça e exigirão revisões estratégicas nada fáceis. Por exemplo, se para a (relativa e cada vez mais relativa) paz na Europa são um risco, para Portugal, um país que é um arquipélago que se espraia pelo Atlântico Nordeste, são um grave perigo (mas também uma oportunidade… assim haja a indispensável inteligência).
O Prof. Julian Lindley-French, concorde-se ou não com ele, é uma das mais bem informadas e mais respeitadas personalidades da geopolítica ocidental. Vale, portanto, bem a pena ganhar algum tempo a ler atentamente o que ele escreve sobre o tema:
O Prof. Julian Lindley-French, concorde-se ou não com ele, é uma das mais bem informadas e mais respeitadas personalidades da geopolítica ocidental. Vale, portanto, bem a pena ganhar algum tempo a ler atentamente o que ele escreve sobre o tema:
Brexit and the Shifting Pillars of the Alliance
Julian Lindley-French | Alphen, Netherlands. 21 November
Will Britain’s departure from the EU lead to the creation of an Anglosphere and a Eurosphere within NATO? Unfortunately, there are a range of challenges to such a formulation. First, if the EU continues to drive a hard post-Brex…
The paper can be downloaded at: https://d3n8a8pro7vhmx.cloudfront.net/cdfai/pages/3016/attachments/original/1510852023/Brexit_and_the_Shifting_Pillars_of_NATO.pdf?1510852023
O 'Presságio' do Senhor Pessoa
sim, esse mesmo, o tal da 'Tabacaria' e que recomendava sem rir "come chocolates, pequena, come chocolates"... O tal que disse (muito justamente) que todas as cartas de amor são ridículas e que escreveu dos mais belos poemas de amor da língua portuguesa. Sim, também o tal de quem o muito misterioso Agostinho da Silva dizia "o Pessoa não era uma pessoa... mas, sim, todo um movimento literário"! Para que não possam dizer que aqui não se fala de amor. Mas não só, claro...
Presságio
O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar pra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar pra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente…
Cala: parece esquecer…
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente…
Cala: parece esquecer…
Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar…
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar…
Fernando Pessoa
Fernando Pessoa visto, percebido e
retratado pelo Rui Perdigão
sábado, 9 de dezembro de 2017
Bolhas e mais bolhas, pequenas e grandes, europeias, americanas e chinesas...
Alerta muito sério da nossa amiga Simone, sobre as bolhas que, enfim, não são de Champagne... Mas, para saber das bolhas, o melhor é lê-la com atenção e mesmo numa leitura de segundo grau:
quinta-feira, 7 de dezembro de 2017
Coreia do Norte: Novos Mísseis Mudam o Jogo
Clinton, Bush Júnior e Obama andaram um quarto de século a “encanar a perna
à rã”, anunciavam umas ineficazes e patéticas “sanções” económicas para puderem
anunciar ao pagode que já “tinham tomado medidas” e assim os norte-coreanos iam
ganhando tempo para desenvolverem o seu programa nuclear.
Ironia do destino, é Trump que, logo no seu primeiro ano na Casa Branca,
recebe esta bela herança e leva com um problema inédito (um rogue state
nuclear...) para o qual ninguém tem uma réstea de solução. Dúplices, até na
medula, os chineses fazem cara de preocupadas para a fotografia nos media
ocidentais mas fartam-se de rir entre eles quando não há câmaras por perto. Até
Putin se diverte com a coisa...
Para a ironia ser completa só falta que Obama, Clinton e o Bush Júnior
venham agora aconselhar a Trump como resolver o problema que eles criaram. E
eis que, assim, a História acaba de ressuscitar o problema norte-coreano no mesmo
ponto (mas umas espirais acima) em que MacArthur o deixara.
Se Truman tivesse deixado o homem dos óculos verdes levar a sua avante e se
Obama, Clinton e o Bush Júnior tivessem sabido, minimamente, lidar com a
questão coreana, Trump não teria agora mais este problemão...
Como é que dizia o Marx daquela coisa da História se repetir, sendo uma vez
assim e na seguinte assado...? Pois é, esse velho das barbas estava contaminado
pelo totalitarismo hegeliano, era um expoente da fase barroca do romantismo
alemão e foi virado do avesso pelo campónio do Lenine mas tinha inteligência,
conhecimento e argúcia... E estudava que se fartava!
Portanto, na primeira vez foi “assim” e na segunda é “assado”...
Photos show a nose cone big
enough to carry multiple warheads, plus countermeasures that U.S. missile
defenses have never been tested against.
quarta-feira, 6 de dezembro de 2017
Abertas as Candidaturas a ‘Patrão’ da Secreta Suíça
A quem possa interessar:
Le
département fédéral de la défense, de la protection de la population et des
sports DDPS recherche:
DIRECTRICE/DIRECTEUR DU SERVICE DE
RENSEIGNEMENT DE LA CONFÉDÉRATION
Vous
assumez la responsabilité générale des activités de renseignement en Suisse et
à l'étranger, lesquelles consistent à acquérir et à analyser des informations,
à prévenir les menaces et à évaluer la situation à l'intention des instances
politiques. Vous vous distinguez par vos excellentes capacités stratégiques,
conceptuelles et analytiques, ainsi que par votre esprit de synthèse.
VOS COMPÉTENCES
Formation
accomplie dans une haute école (master) ou équivalente, avec plusieurs années
d'expérience de la conduite au niveau stratégique.
Excellentes
capacités stratégiques, conceptuelles, analytiques et synthétiques.
Très
bonnes connaissances de la politique de sécurité de la Suisse.
Grande
sensibilité politique et compréhension des demandes formulées par les
partenaires au niveau de la Confédération et des cantons.
Compétences
sociales prononcées et sens développé de la communication; disponibilité et
endurance supérieures à la moyenne.
Longue
et vaste expérience dans la gestion de projets; expérience souhaitée dans le
domaine du renseignement.
Bonnes
connaissances des trois langues officielles (actives pour deux, passives pour
la troisième) et de l'anglais.
VOS TÂCHES
Diriger
le Service de renseignement de la Confédération (SRC).
Gérer les aspects structurels du SRC, tels que le
cadre conceptuel, les infrastructures, l'organisation et les ressources, ainsi
que son développement .
Assumer
la responsabilité de l'acquisition et du traitement des informations.
Créer
les conditions pour anticiper ou empêcher l'émergence de menaces pour la
sécurité tant intérieure qu'extérieure.
Évaluer la situation sous l'angle de la menace au
profit des organes fédéraux concernés et des autorités cantonales d'exécution.
Soigner les relations avec les organes étrangers de
renseignement.
Informations supplémentaires:
Pour tout complément d'information, veuillez contacter:
Mme
Nathalie Falcone-Goumaz, Secrétaire générale DDPS, tél. 058 464 50 02
Pour
des raisons de sécurité, veuillez envoyer votre dossier de candidature sur
support papier.
Veuillez
adresser votre candidature à l'adresse suivante:
PERSONNEL
Monsieur
Marc Siegenthaler
Département
fédéral de la défense, de la protection de la population et des sports
Palais
fédéral Est
3003
Berne
Délai
de postulation: 10 décembre 2017
Numéro
de référence: 33028
À propos de l'employeur
Le
SRC assure au quotidien les activités de renseignement en Suisse et à
l'étranger. Ses tâches consistent à préserver la sécurité intérieure et
extérieure de la Suisse. C'est une
organisation qui, entre autres, acquiert, analyse et diffuse, avec des moyens
qui lui sont propres, des informations dont les sources ne sont pas publiques.
Son objectif est de fournir aux instances fédérales et cantonales des
renseignements utiles à la conduite. Le SRC est subordonné au Département
fédéral de la défense, de la protection de la population et des sports.
terça-feira, 5 de dezembro de 2017
quarta-feira, 22 de novembro de 2017
Publication Cybersecurity Trends: Conférence CLUSIS Intelligence Economique
Publicação de grande qualidade, trata os
temas mais desafiantes com uma seriedade exemplar. O nosso amigo Franck Decloquement
analisa aqui "o impacto das acções ciber sobre o património imaterial das
empresas".
Cibercriminologia: Apresentação da nova disciplina
O nosso velho amigo Alain Bauer e
Xavier Raufer, o autor, apresentam neste vídeo “a primeira obra da história
sobre cibercriminologia”, o trabalho fundador de uma nova disciplina...
Une nouvelle discipline la cyber-criminologie
Apresentação de Xavier Raufer, o autor: docteur en géographie/géopolitique,
université Paris-Sorbonne; Master en criminologie - titulaire du cours "Evolutions,
mutations ruptures dans le monde de l’illicite";
Professeur associé aux
départements de recherches en sciences criminelles de Fu
Dan University, Shanghaï, et de George
Mason University, Washington
DC; Directeur collection, CNRS-Editions, coll. Arès; et éditions
Eska, criminologie; Il est auteur de nombreux ouvrages consacrés à la
criminalité et au terrorisme.
terça-feira, 21 de novembro de 2017
O Ouro do Espaço Cibernético
João Marques de Almeida | International
Consultant
Nota do autor: As recentes conferências da Drª Alice Mateus, na
Associação da Força Aérea Portuguesa, sobre “ciber”, guerra de informação e
guerra económica, motivaram-me a escrever algo sobre essa decisiva temática.
Os desafios do espaço cibernético são
transversais a tudo o que fazemos, seja na segurança, nas infra estruturas
críticas, tais como sistemas bancários ou empresas públicas e nas companhias
comerciais privadas e mesmo em actividades individuais.
A habilidade para moldar, alterar ou
manipular informações ou dados duma forma não autorizada ou indetectável pode
severamente debilitar ou mesmo arruinar a confiança nos sistemas ou mecanismos
que dependem dessas informações; em consequência a habilidade na segurança do
ciberespaço é fortemente crítica.
Potenciais adversários no espaço
cibernético praticam uma forma digital duma manobra de conflito; é um
permanente trabalho de: pensar, colaborar, enganar, detalhar, encolher, mover,
evitar. Eles conhecem a importância da informação, verdadeira ou falsa, e focam
todos os esforços na sua exploração. Para os anular ou minimizar exige um
articulado empenho no qual todos os participantes devem reconhecer o valor
dessa informação.
Para esse desiderato o treino é a chave
crucial e não apenas nos termos das operações no espaço cibernético.
Tradicionais disciplinas de segurança, tais como: guerra electrónica, engano no
espectro das rádio frequências, falsas informações, desinformação, acções
psicológicas devem ser consideradas na guerra da informação na cibernética.
Esta conjuntura, juntamente com a perícia para operar no domínio cibernético,
devem ser reflectidas na formação e treino na área da segurança; estudantes e
operadores de segurança cibernética devem compreender a vasta gama de
capacidades, bem como das obrigações perante os agressores.
Enfrentando adversários, passo a passo,
no espaço cibernético requere inteligência (intelligence) segura e fidedigna;
no plano Ocidental, não temos ainda todas as capacidades necessárias. Os
sistemas de inteligência devem ser capazes de prevenir ataques e hábeis nas
imputações quando os agressores forem detectados e, por isso, as represálias
devem ser focadas no mesmo objectivo.
Os nossos operadores devem desenvolver
todos os mecanismos que permitam respostas apropriadas, incluindo o assumir
correctamente os ataques cibernéticos e o consequente método de rapidamente
disseminar a informação. As forças de defesa cibernética devem dispor de
ferramentas que os habilitem a minimizar os efeitos e, de imediato iniciar
acções ofensivas e de dissuasão. Respostas flexíveis ou ameaças dum ataque
efectivo de neutralização são muito importante nas operações
cibernéticas.
Os operadores cibernéticos devem ter
capacidade de definir e fixar com precisão a dimensão das suas actividades.
Pequenas e previstas acções podem ter resultados desejáveis e, por isso, devem
ser sempre consideradas; por outro lado, uma poderosa força cibernética deve
ter uma efectiva estrutura de comando e controle que se deve estender até ao
nível da execução e estabelecer fronteiras próprias para evitar sobreposições e
vazios de funcionamento. Infelizmente, muitos lideres políticos não têm tido
capacidade para determinar qual o nível de execução até onde as operações devem
ser efectivas.
Claramente, as operações no espaço
cibernético devem incluir medidas ofensivas contra os adversários; implica
tomar iniciativas para negar a ameaça na sua origem, qualquer que ela seja. Ao
descuidar essas acções os Estados continuarão a ser atacados; a melhor solução
será forçar um potencial atacante a avaliar o preço da investida versus o valor
do alvo.
Mas dissuasão não é uma matéria simples,
pois utilizar operações ofensivas no ciberespaço requer treino de elevada
perícia para desenvolver talentos nos operadores designados para essas acções;
esses operadores devem compreender claramente a precisão que necessitam para
concretizar essas operações e conhecer minuciosamente o ciberespaço para evitar
rupturas que possam causar efeitos adversos. Os lideres nacionais obrigam-se a
ter confiança que essas capacidades foram assimiladas nos operadores do
ciberespaço, conforme parâmetros estabelecidos.
A defesa contra ataques cibernéticos
pode ser diferenciada em função das vulnerabilidades civis e militares, mas se
combinadas podem representar um alargado desafio para a segurança nacional que
deve ser saudado.
Com as infra estruturas críticas
identificadas, os Estados devem encontrar a forma para motivar o sector privado
a melhorar a segurança dos seus sistemas; esta plausível solução inclui custos
e alterações técnicas dos sistemas e instalações para evitar ataques e mitigar
danos, todavia, são cruciais problemas que não podem ser ignorados. Estratégias
de moderar riscos são necessárias para reduzir os efeitos dum forte ataque.
Quando uma conhecida ameaça crítica é detectada talvez um software que tenha um
modo de desligar possa contribuir; contudo, os governos devem estabelecer a
metodologia para as respostas a qualquer ataque.
Independentemente de todas as questões
públicas ou privadas, as ameaças cibernéticas não devem ser compartimentadas
entre os dois sectores. É uma questão nacional que requere poderosas parcerias
entre o Governo, a Industria e as Academias com capacidades de supervisão. Os
países necessitam de estratégias nacionais com adequados incentivos para o
sector privado de forma a assegurar a protecção das infraestruturas nacionais.
De facto: A INFORMAÇÃO É O OURO DA
CIBERSEGURANÇA!
segunda-feira, 20 de novembro de 2017
Os Comandos Portugueses na “primeira linha” na RCA
“Indispensáveis à
estabilização da República Centro-Africana” e “último recurso” quando tudo o resto
falha, são os Comandos portugueses “na primeira linha”, naquele enorme país (7
vezes maior que Portugal) do centro do continente africano. Leonor Hubaut, do
site europeu “Bruxelles2” esteve com eles no terreno.
Reportage à Bangui
Les commandos portugais en première ligne en RCA
Leonor Hubaut |
Des commandos portugais à bord d’un
Land Rover Defender, crée pour les forces spéciales (@LH/B2)
(BRUXELLES2 –
à Bangui) Ils sont commandos, Portugais (1)… en principe, on les attend sur
d’autres terrains que la République centrafricaine. Et pourtant, ces 159
hommes sont devenus indispensables au sein de la mission de l’ONU, la
MINUSCA.
Leur mission:
contribuer à la stabilisation, sécurité et contrôle du territoire
centrafricain. Tout juste rentrés d’opération
dans le nord-ouest, B2 a pu les rencontrer à Bangui.
Le «dernier recours»
Ils sont le «dernier recours», lorsque la politique
et les négociations ne fonctionnent pas et que seule la force semble possible
face aux groupes armés. Ils sont ainsi intervenus récemment à Bocaranga.
Vers la mi-septembre le groupe armé 3R avait pris le contrôle de cette
localité du nord-ouest de la Centrafrique. Les 15.000 habitants ayant déserté, Bocaranga
n’était plus qu’une «ville fantôme».
La reprise de Bocaranga
Le contingent
des casques bleus bangalais se limitait à protéger la base de ONGs, où s’est
réfugié le personnel humanitaire, et le camp des déplacés à côté de sa
position. Une délégation de la MINUSCA et du gouvernement a tenté d’obtenir le
retrait du groupe armé. Sans résultat. Ce sont donc les commandos portugais, à
bord de véhicules blindés, qui ont été envoyés pour reprendre la ville, avec le
soutien aérien d’hélicoptères de combat. L’opération, contre ces 100-115 rebelles, a duré deux jours (7 et 8
octobre). Les Portugais inspectant maison par maison.
Ils y ont
trouvé «de nombreux prisonniers, enfermés dans une pièce de leur propre maison».
S’il y a bien eu des affrontements armés, rien qu’ils n’aient pas déjà vu sur
d’autres terrains d’opération. Le pire? «La pauvreté, les conditions de vie de la population…»
… puis cap sur Bang
Une fois tous
les membres du groupe armés expulsés de la ville, ce sont les contingents du
Bangladesh et du Rwanda qui ont pris le relais, avec pour mission de contrôler
la ville et éviter le retour du 3R, d’autres groupes armés, y compris les
anti-balaka. Les Portugais ont, eux, pris la route vers Bang, petit village
plus au nord (à seulement deux kilomètres du Tchad), qu’il fallait également
reprendre… Chaque déploiement peut durer jusqu’à un mois.
À Bangui: préparation
Lorsqu’ils ne
sont pas déployés dans les régions centrafricaines, les Portugais sont basés à
Bangui, au camp M’Poko. Ils ont alors
trois tâches: le maintien de l’équipement (véhicules, armement, équipement…),
maintenir un «haut niveau de préparation individuelle et collective», et
mettre à jour leur connaissance de la situation dans le pays.
Pour ce dernier point, l’officier du renseignement,
qui travaille en permanence avec le quartier général (QG) de la MINUSCA, leur
transmet les informations. «Nous devons savoir comment évoluent chacun des
groupes armés.» Objectif: préparer tous les scénarios possibles.
… et
patrouilles
Pendant les trois semaines entre déploiements, ils
effectuent également des patrouilles dans Bangui, avec des casques bleus
d’autres nationalités. Si la situation est plus calme à Bangui, le niveau
d’alerte doit être maximum, notamment en raison des incidents ponctuels qui
peuvent arriver rapidement. L’attaque contre un bar, tuant quatre personnes,
dans la nuit de samedi à dimanche 12 novembre, ainsi que les affrontements qui
s’en sont suivis sont un exemple.
Intense préparation au Portugal
Avant d’être
déployés comme force de réaction rapide de la MINUSCA, les compagnies de
commandos passent par trois étapes de préparation. En premier lieu, la
préparation administrative et la logistique (habilitation, obtentions de
passeports spéciaux, préparation sanitaire… ). Deuxièmement, la préparation
opérationnelle centrée sur les capacités individuelles mais aussi collectives. Ce point prévoit la «systématisation des
connaissances sur la MINUSCA, le terrain d’opération et la mission des divers
composants de la Force militaire».
Pendant l’entraînement, les commandos ont été placés
en «battle rythme» afin d’exercer «la planification et exécution d’opérations de
combat et de stabilisation au niveau «groupe» et «compagnie» dans des
conditions semblables à celles existantes dans le TO». Un exercice
final de certification est organisé. Troisièmement, la préparation pour la
projection.
Leonor Hubaut
(1) Le détachement portugais, de 159 personnes,
est composé d’une compagnie de 90 commandos et d’une équipe de trois personnes
appartenant au Tatical Air Control Party (TACP)
de l’Armée de l’Air Portugaise, d’un commandement et d’un détachement de
soutien avec 66 personnes. Ils sont basés sur le camp français
de M’Poko, à Bangui.
(2) Arrivés en
septembre, il s’agissait du premier déploiement de ces commandos. La première
rotation (janvier-août 2017) avait elle été déployée dans l’est du pays,
notamment pour reprendre Bambari.
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