sábado, 5 de abril de 2025
Alain Juillet: ce que cache la stratégie de Trump...
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025
Atlântico Norte: Novo Mapa a Emergir!
estudá-lo, monitorizá-lo e influenciá-lo. Sem perda de tempo!
sábado, 24 de junho de 2023
Berlim Revela a Sua Primeira "Estratégia de Segurança Nacional" Pós-II Guerra
Germany's first National Security Strategy
"On 14 June, the German government released the country’s first-ever National Security Strategy (NSS).
"The NSS is fundamentally a compromise between a three-party coalition government. Consequently, some long-overdue reforms that would have enabled more coherent German national-security strategy-making fell victim to political bargaining during the 15-month drafting process led by Foreign Minister Annalena Baerbock (Alliance 90/The Greens). Most prominently, a national-security council mirroring that of other countries and meant to coordinate better and faster responses to complex security challenges did not survive disagreements between the chancellor and foreign minister over where to house such a body and who would control it. This outcome risks frustrating the NSS’s key stated purpose of ‘integrated security’. In addition, Finance Minister Christian Lindner (Free Democratic Party) insisted on making the NSS a cost-neutral exercise, which is likely to lead to disputes between ministries going forward.
Political compromise tends to produce vague and intentionally imprecise language, and this is a characteristic of the NSS. It states that in broad terms the world’s external-security environment is ‘marked by rising systemic rivalry’ and, more specifically, that ‘today’s Russia is for now the most significant threat to peace and security in the Euro-Atlantic area’. The modifiers ‘today’ and ‘for now’, however, imply that Berlin perceives Russia as only a temporary threat. This idea sits uneasily with most Eastern and Northern European allies, whose strategic trust Germany seeks to regain and who see Russia as a long-term threat.
On China, the NSS reflects a compromise between Scholz’s conciliatory stance and Baerbock’s more hawkish approach. It names China as a ‘partner, competitor and systemic rival’ and notes that competition has ‘increased in the past years’. It further identifies China’s more assertive behaviour regionally and internationally, but also clings to the notion that ‘China remains a partner without whom many global challenges and crises cannot be resolved’. The reason for such optimism is unclear, since Beijing has weaponised climate-change issues and remains unwilling to sever its strategic ties with Russia.
Moreover, the NSS fails to mention Germany’s key interest in Taiwan Strait stability, a wasted opportunity to demonstrate to the US and Indo-Pacific partners (and China) that Berlin is seriously concerned about the possibility of a conflict that would have devastating consequences for Germany and Europe. There is also no reference to growing Sino-Russian ties, which are fast becoming a security concern for many European and Indo-Pacific countries alike. ..... "
https://www.iiss.org/online-analysis/online-analysis/2023/06/germanys-first-ever-national-security-strategy/
sábado, 10 de junho de 2023
Lições da Guerra na Ucrânia
Estes longos meses de guerra na Ucrânia (na Europa...) trazem algo de novo, no tabuleiro da estratégia ou no campo de batalha? Alain Bauer considera que sim e aponta o que mudou e as urgências que tais mudanças implicam, já.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023
Ucrânia: Alain Juillet põe os pontos nos ii enquanto nos revela os bastidores da grande desordem global
O nosso velho amigo Alain Juillet decidiu pôr os pontos nos ii sobre o que se passa na Ucrânia, um "caso" que não é em si o "problema" mas o "revelador" do que está em curso nos bastidores da desordem global. Uma entrevista (a ver/ouvir, sem falta) em que Alain Juillet:
- diz que Zelenski "não é completamente estúpido" e "de um triste comediante transformou-se em chefe de guerra", explica toda a situação estratégica da Ucrânia, sem romantismos nem emoções mas com a melhor informação e toda a lucidez e as grelhas de leitura necessárias.
- põe a nu a imensa incompetência na definição das políticas energéticas, francesas e europeias, e a hipocrisia reinante na aquisição do petróleo russo (que continua...) não à Rússia mas à India que o compra à Rússia e o revende à Europa (com lucro, obviamente)...
- afirma que o "couple France-Alemanha" já deixou de existir pois "explodiu em vôo", chama mentirosa a Merkel, explica o seu triplo jogo e dá uma muito interessante resposta à questão "estamos nós em guerra?"
- da senhora "presidenta" europeia Ursula Von der Leyen (não-eleita mas imposta por Berlim), afirma que o mínimo que se pode dizer é que ela "não é imaculada" e que ninguém fala do escândalo de corrupção, em Itália, com o marido dela, tal como já se esqueceu o escândalo que a levou a demitir-se de ministra da Defesa da Alemanha.
- pelo caminho esclarece ainda o caso do balão espião chinês (e, sobretudo, as suas consequências...) e, na sequência, desembrulha o enigma do relacionamento China/Taiwan.
Em suma, um show de inteligência e lucidez (de um ponto de vista francês, claro) como poucos europeus o podem ou sabem fazê-lo.
Alain Juillet: Ucrânia, nos bastidores da desordem global
TVL | 11/02/2023
Alain Juillet (alto funcionário responsável da inteligência económica junto dos primeiros-ministros franceses de 2003 a 2009 (Jean-Pierre Raffarin, Dominique de Villepin e François Fillon), ex-oficial dos comandos pára-quedistas da SDECE, antecessor da DGSE, e ex-patrão da DGSE) olha para este mundo em plena transformação, uma transformação sem dúvida acelerada pela guerra na Ucrânia iniciada em 2014.
Quase um ano após a invasão das tropas russas em 24 de fevereiro de 2022, a situação está ficando enquistada no local e os homens de ambos os lados estão caindo em uma guerra fratricida que poderia ter sido evitada. Por sua vez, os Estados membros da União Européia sabotam-se a si mesmos, para grande deleite de seus adversários económicos e comerciais.
Enquanto a França de Emmanuel Macron segue zelosamente as decisões belicosas da União Europeia tomadas pela não eleita presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, a população está ficando mais pobre com o aumento do custo da energia. Enquanto Bruno Le Maire prometia o colapso da economia russa, prevendo abertamente o pior para a população, foi em Paris que a inflação disparou.
(...)
A economia planetária vê assim as cartas redistribuídas com uma forte queda do dólar no comércio, contra um yuan em expansão e um rublo em crescimento. Uma convulsão geral de que tanto a Europa como a França sairão fortemente enfraquecidas e privadas de parceiros.
https://www.youtube.com/watch?
domingo, 1 de janeiro de 2023
2023: A Europa Com Traumatismo Ucraniano
A grande questão, deste ano que hoje começa, não é a de saber como a guerra na Ucrânia acabará mas sim a de saber se esta Europa irá conseguir resistir ao traumatismo ucraniano que Putin lhe infligiu.
sexta-feira, 28 de outubro de 2022
Nova Estratégia de Defesa americana: A China é o inimigo principal
O Pentágono acaba de divulgar a novíssima Estratégia de Defesa americana.
O documento (cuja leitura é imprescindível) estabelece quatro objectivos prioritários:
Defending the homeland, paced to the growing multi-domain threat posed by the PRC;
Deterring strategic attacks against the United States, Allies, and partners;
Deterring aggression, while being prepared to prevail in conflict when necessary - prioritizing the PRC challenge in the Indo-Pacific region, then the Russia challenge in Europe, and;
Building a resilient Joint Force and defense ecosystem.
quarta-feira, 15 de junho de 2022
Voltar ao Mar É Preciso!
quinta-feira, 28 de abril de 2022
Preparem-se para os impactos da guerra da Ucrânia
quarta-feira, 9 de março de 2022
sexta-feira, 4 de março de 2022
Putin: Ambições, Forças e Fraquezas da Rússia
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022
Não. Putin Não Quer Invadir a Ucrânia
José Mateus
Putin sabe muito bem que os USA não vão pôr sequer um par de botas no terreno por um objectivo que nada diz aos interesses estratégicos americanos e que está a milhares de quilómetros de distância. Sabe igualmente muito bem que a União Europeia não tem qualquer capacidade militar e que apenas tem forças para ajudar as velhinhas a atravessar a rua e para regular o trânsito. Sabendo Putin muito bem que não haverá qualquer força ocidental entre ele e qualquer ponto da Ucrânia, porquê a massiva e prolongada concentração de forças junto à fronteira ucraniana? Por várias razões mas não pela temida invasão da Ucrânia (que deixaria os pobres dos ucranianos entregues ao "deus dará"...).
A primeira dessas razões, do meu ponto de vista, prende-se com a afirmação de novos conceitos geopolíticos e com a reafirmação da velha lógica moderna (em contraponto à lógica pós-moderna que é a dominante na União Europeia e talvez ainda também nos USA). Se no Ocidente o conceito geopolítico de Estado-Nação é dominante e fundamenta (na sequência da vitória americana na II Guerra) a ONU e outras instâncias como o FMI ou a OMS, a visão dos teóricos russos (e chineses...) da geopolítica não é essa. Eles consideram o Estado-Nação como coisa ultrapassada e avançam com o conceito de Estado-Civilização. É neste novo conceito que Putin fundamenta o seu direito a interferir nos assuntos dos vizinhos para, nomeadamente, proteger as populações russófonas aí residentes. Ou para recusar a ideia de que um Estado da área "civilizacional" russa entre na NATO ou na União Europeia...
Segunda razão: o interesse estratégico de Moscovo na Ucrânia não é a velha história de ocupar território e controlar a sua população. Não há interesse nem sequer condições para isso. O interesse estratégico de que Moscovo (que está a uma distância da Ucrânia bem inferior à que Lisboa está de Madrid) não pode abdicar é que a Ucrânia seja um estado-tampão, um "buffer state".
Se estas são razões profundas e pouco visíveis, a terceira é mais da conjuntura estratégica e seus processos políticos. Mais visível, portanto. Putin não pode admitir (nem os russos lhe admitiriam...) que num momento de reconstrução da potência da "mãe Rússia" tudo fosse posto em causa ou mesmo desfeito por uma "leviandade" de ucranianos (que ele considera manobrados por alemães coadjuvados por americanos ou ao serviço destes). Isso seria remeter de novo a Rússia para a posição em que Ieltsin a deixou: sem auto-estima, sem o respeito dos adversários ou dos inimigos e sem a consideração dos amigos ou dos aliados. Intolerável, portanto.
Qualquer destas razões, por si só, justifica as manobras de Putin. A convergência das três...
Convém também recordar que, de um ponto de vista ocidental, um excessivo enfraquecimento do Estado russo não é de grande conveniência. Sem chegar ao cinismo de alguma direita radical europeia que (em plena guerra fria) continuava a ver no "império russo mesmo se vestido de vermelho" uma muralha para travar as hordas asiáticas e sua barbárie, convém perceber que Moscovo desempenha um papel insubstituível nos equilíbrios da Ásia (ou da Eurásia como dizem os novos teóricos da geopolítica russa, para quem a Ásia chega aqui ao Atlântico).
Se a invasão e consequente guerra não é do interesse de Putin também não é do interesse ocidental. De facto, só ao actual “challenger”, a China, interessa que a potência dominante (os USA) se esgote num conflito longe da fronteira chinesa. Mas também lhe interessa que a potência com quem disputa o controlo da Ásia se esgote num conflito no seu flanco ocidental. E interessa-lhe igualmente que a Europa seja posta de rastos por tal conflito... Nada disto, obviamente, escapa ao olhar de Putin, um mestre do xadrez e do judo, que já vê, há anos, demasiados chineses (para o seu gosto...) na Sibéria oriental e mesmo em Vladivostoque.
Portanto, a crise na Ucrânia está para durar mas a II Guerra (salvo asneira grossa) não se vai repetir ali. Putin terá, porém, de obter qualquer coisa para apresentar aos russos e que lhe permita dizer que ganhou...
Nota:
O filme que pode ver no link abaixo é da britânica “Forces Support Page”. Para esses amigos vai o nosso agradecimento.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2022
Ler os “clássicos” é preciso para perceber a actualidade
De Thucydide à Mackinder: correspondances géopolitiques
Jean-Baptiste Noé | Conflits | 16 janvier 2022
Thucydide a posé les fondements conceptuels de la géopolitique. Sa "Guerre du Péloponnèse" contient toutes les réflexions et tous les concepts qui structurent aujourd’hui la pensée géopolitique. Si sa postérité fut nulle à l’époque médiévale et classique, il est désormais redécouvert, analysé, critiqué et, de la mer Égée aux États-Unis, c’est une correspondance intellectuelle qui se tisse.
De la géopolitique, Thucydide a posé tous les concepts. Le choc terre/mer, l’opposition entre la thalassocratie (Athènes) et la puissance continentale (Sparte), le réalisme et l’idéalisme, les alliances de revers (les Perses), les idées magistrales qui échouent (expédition de Sicile), la lutte entre le droit et la force (dialogue des Méliens), l’hubris impérialiste, l’alliance de protection qui se mue en alliance de domination (ligue de Délos), la guerre mondiale et l’engrenage des alliances, la confrontation des cités et des empires, etc.
À la fois acteur et observateur de la guerre du Péloponnèse, Thucydide a légué à la postérité un chef-d’œuvre dont l’immuabilité des conclusions lui donne une allure de bréviaire de la géopolitique.
Deux mille quatre cents ans plus tard, la finesse de sa pensée est toujours aussi précieuse pour analyser les enjeux géopolitiques.
Un poète de l’action
C’est par Thucydide et son continuateur Xénophon que nous connaissons l’histoire de cette guerre. Tous les deux sont généraux, tous les deux ont l’expérience des combats, même si Xénophon eut plus de succès que Thucydide.
Les deux ont connu l’exil et la rupture avec leur cité d’origine, les deux ont pensé et réfléchi ce qu’ils ont vécu avant de poser par écrit leurs combats. Puis Thucydide fut oublié. Il ne figure même pas, à l’inverse de Xénophon, sur la fresque de L’École d’Athènes de Raphaël, lui à qui on doit pourtant le grand discours de Périclès sur Athènes École de la Grèce.
C’est le xixe siècle qui l’a redécouvert, traduit et commenté. C’est au moment où se développait la géographie et l’histoire, où l’Europe découvrait le monde, que Thucydide était lu et compris. Il semble être un trésor grec enfoui de longs siècles durant et déterré dans une époque qui pourtant oublie ses classiques.
Thucydide demeure aujourd’hui, et des générations de géopoliticiens se sont abreuvées de son œuvre. Dès le prologue, tout est dit :
«Cette histoire de la guerre entre les Péloponnésiens et les Athéniens est l’œuvre de Thucydide d’Athènes. L’auteur a entrepris ce travail dès le début des hostilités. Il avait prévu que ce serait une grande guerre et qu’elle aurait plus de retentissement que tous les conflits antérieurs.
https://www.revueconflits.com/de-thucydide-a-mackinder-correspondances-geopolitiques/
domingo, 23 de janeiro de 2022
Crise Ucraniana: As Ligações Muito Perigosas entre Alemanha e Rússia
A crise ucraniana (em cujo desencadear a Alemanha teve um papel decisivo), que põe agora a Europa em risco de se tornar um campo de batalha, é apenas um dos aspectos dessa herança de Merkel e das pesadas tendências aventureiristas da Alemanha reunificada mas sempre à espera que a NATO lhe resolva os problemas que esse seu aventureirismo cria (vidé Jugoslávia, Ucrânia, etc).
Em paralelo, Berlim desenvolveu, no consulado Merkel, perigosas ligações com Moscovo (https://www.lexpress.fr/actualite/monde/europe/crise-ukrainienne-entre-l-allemagne-et-la-russie-une-liaison-dangereuse_2166566.html). E, também aqui, espera que seja a NATO a resolver os problemas que tais relações perigosas criam.
Depois da reunificação e da passagem da sua capital de Bonna para Berlim, a Alemanha trocou o posicionamento que havia adoptado durante a Guerra Fria, o de uma “Alemanha Europeia”, passando para o de uma “Europa Alemã”. O primeiro grande sinal deste reposicionamento de Berlim foi a destruição da Jugoslávia… "L'Europe est morte à Pristina", escreveu o general francês Jacques Hogard.
Na encarniçada defesa dos seus interesses nacionais, Berlim manteve a sua estratégia geoeconómica (o nacional-mercantilismo servido pelo aparelho teórico do ordo-liberalismo) mas alterou profundamente o seu pensamento e a sua prática da geopolítica. Neste novo quadro, a coerência entre geoeconomia e geopolítica perdeu-se em grande parte.
Exemplo flagrante dessa perda de coerência é o projecto alemão de controlo do mercado europeu da energia, usando o gás russo para criar, na Alemanha, o “hub” europeu da energia.
Se a estratégia geoeconómica alemã tem o gás russo como uma das suas bases, é evidente que isso tem consequências geopolíticas. Sendo a segurança (ou seja a estratégia geopolítica) da Alemanha aquilo que é e assentando na garantia da proteção americana, é também evidente que “não bate a bota com a perdigota”.
Este desacerto alemão, desenvolvido por Merkel, manifesta-se agora na coligação que lhe sucedeu na forma de uma orquestra altamente… desafinada.
“Em Dezembro, o chanceler Scholz minimizou o Nord Stream 2 como um mero “projeto do setor privado”, tendo o cuidado de distinguir a operação do oleoduto de quaisquer esforços mais amplos para evitar uma violação das fronteiras ucranianas, descrevendo-os como “questões separadas”.
“O resultado foi uma cacofonia de vozes diferentes que deu a impressão de que Berlim não tinha liderança
“Uma nova declaração de Scholz deverá trazer mais coerência ao debate alemão e tranquilizar os parceiros no exterior que começaram a ver a Alemanha como o elo fraco do Ocidente…”
No tabuleiro geopolítico, Merkel desafiou abertamente Putin, quando andou a picar o urso russo, na Ucrânia, sem ter os meios para resolver os problemas sérios que isso poderia criar e que criou. Ao mesmo tempo, no tabuleiro geoeconómico, Merkel negociava com Putin o gasoduto Nord Stream 2, oferecendo-lhe um chorudo negócio e não tendo tampouco neste caso os recursos necessários para evitar ou resolver os problemas de segurança da Alemanha (e da Europa assim totalmente colocada na dependência energética de Moscovo!) que tal gasoduto necessariamente coloca e colocará.
A União Europeia ainda vai mergulhar no caos de “the mess Merkel leaves behind”…
sexta-feira, 16 de julho de 2021
Os Próximos 20 Anos na Europa e no Mundo
A equipa Geopolitical Futures de George Friedman acaba de divulgar o seu "forecast" dos próximos 20 anos, "the road to 2040", um muito bem sustentado trabalho, numa perspectiva geopolítica, sobre o grande processo de mudança global em curso. As "novidades" não são simpáticas e apresentam-se como sendo, desde já, muito exigentes...
Alguns tópicos:
Sobre o aspecto principal da mudança em curso, "the dominant theme we see playing out over the course of the next 19 years is increasing disarray in Europe and Asia".
Sobre a evolução da Europa: "the European Union as an institution will collapse or redefine itself as a more modest trade zone encompassing a smaller part of the continent. The current free trade structure is unsustainable because its members, particularly Germany, have grown overly dependent on exports. This dependency makes these economies extremely vulnerable to fluctuations in demand outside of their own borders. Germany is the most vulnerable country and will experience economic decline due to inevitable fluctuations in the export market. Consequently, by 2040, Germany will be a second-tier power in Europe."
Sobre a relação transatlântica, "the U.S. will support its allies with supplies, training and some air power, rather than directly and forcibly engaging."
A finalizar, "despite the growing unsteadiness in Eurasia, we also expect to see three regional powers emerge: Japan, Turkey and Poland. These countries will be outliers in an otherwise fragmented Eastern Hemisphere."
Todo o "sumário" deste "forecast" na foto abaixo. 
sexta-feira, 25 de junho de 2021
Como a Itália aprendeu uma dura lição sobre a China
Em Roma, depois do fracasso do acordo de 2019 com Pequim, as velhas alianças ocidentais estão de volta. Uma análise de Ludovica Meacci, na Foreign Policy, de leitura obrigatória. Sobretudo, para Marcelo e António Costa...
Italy Has Learned a Tough Lesson on China
Old Western alliances are back on the table after a 2019 deal failed.
By Ludovica Meacci, a freelance China researcher, focused on European Union-China relations.
"When Italy signed a memorandum of understanding supporting China’s Belt and Road Initiative in 2019, then-Prime Minister Giuseppe Conte had been governing for less than a year. The governing coalition of the populist Five Star Movement and the right-wing League party could not seem to agree on what the memorandum was meant to codify. Previously, Beijing had not occupied a prominent position in the country’s foreign policy, and discussions around China were limited.
As the protagonists in a dysfunctional coalition jostled, the debate over the memorandum and Italian interests toward China occurred only through their electoral programs. For the Five Star Movement, China represented an opportunity to export products made in Italy, while the League party insisted on the need to safeguard national interests.
Before signing the agreement, warnings came on many fronts. Both American and European leaders cautioned Rome against signing a bilateral deal with Beijing. Conte, on the other hand, was quick to reassure the public that the agreement was purely a commercial one and that it favored Italian national interests.
Two governments and one prime minister later, Italy has learned its lesson.
(...)
Italy’s reemphasis on its traditional alliances comes with the realization that the extravagant commercial promises made around 2019 have not been met. As highlighted in a report by the Torino World Affairs Institute published in late 2020, “the [economic] calculations [that justified the signature of the Belt and Road memorandum] were optimistic at best, if not entirely fallacious.” Ironically, in 2020, other European countries that have not signed up for the Belt and Road Initiative such as France and Germany did equal or better trade with Beijing than Rome did. Prospective collaborations between China and Italy in a number of sectors enshrined in the memorandum did not materialize.
The botched handling of the Belt and Road memorandum has come with severe political costs. As a member of the G-7, a founding member of both the EU and NATO, and the third-largest economy of the eurozone, Italy endorsing the Belt and Road Initiative gave Chinese President Xi Jinping’s pet project a significant boost at home and abroad. On the other hand, joining the Belt and Road meant that Rome became viewed as “the European weak link in the power struggle with China,” Politico reported, and not only for the United States. While Italy was signing the memorandum, France’s President Emmanuel Macron highlighted the need for a “geopolitical and strategic relationship” with China. Insisting on ending the “European naivety” toward Beijing, Macron warned against “discuss[ing] bilaterally agreements on the new Silk Road.” Similar concerns have also been raised by Berlin through less public channels.
In addition to reputational damage, the participation in the Belt and Road Initiative cost Italy a seat at the negotiating table. When the EU and China rushed to finish off the last details of the Comprehensive Agreement on Investment in December 2020, Macron and German Chancellor Angela Merkel joined European Commission President Ursula von der Leyen together with European Council President Charles Michel in a videoconference with Xi. Although it was argued that Merkel’s and Macron’s attendance was justified by their roles in the rotating EU presidency, the presence of the French president irked Italy’s Conte, himself absent from the talk. Then-Undersecretary of State for Foreign Affairs Ivan Scalfarotto from the Italia Viva party linked such unusual arrangements with Italy’s signature of the memorandum of understanding. In his view, signing the memorandum cost Rome its reputation as a trustworthy negotiating partner.
Rome’s new China policy under the Draghi administration thus seeks a return to its “historical anchors” and is showing a clearer vision on Italy’s international posture. A stronger alignment with the European and trans-Atlantic stance is exemplified by the endorsement of a green alternative to the Belt and Road, announced at the G-7 meeting this month. While each member has different views on the geographical scope of the project, they “broadly agree on the need for a more transparent alternative to the Chinese program.”
(...)
Italy’s political flirtation with China may have turned out to be only a brief interlude. Draghi’s declaration at the G-7 highlights that Rome intends to pursue a frank China policy, to cooperate where possible while bearing in mind that Beijing does not play by multilateral rules and does not share a democratic vision of global governance.
This new realpolitik aligns Italy with the tripartite definition of the 2019 EU-China Strategic Outlook, which depicts Beijing simultaneously as a negotiation partner, economic competitor, and systemic rival. It comes at a time of fervent debate in Brussels over not only the EU’s relationship with China but also its regional interests in the Indo-Pacific and its ties with like-minded partners, including Taiwan, India, and Japan. Italy should seize the opportunity that Draghi represents to signal it is a reliable partner and willing to engage in shaping a cohesive China policy in international forums.
https://foreignpolicy.com/2021/06/24/italy-china-policy-belt-road/
domingo, 23 de maio de 2021
Teoria americana para uma NATO europeia e para o fim do guarda-chuva americano...
"Herein lies the basis for a new and improved trans-Atlantic bargain.
"If Europe agrees to align with the United States in the emerging Sino-American security competition, then Washington could agree to leave some U.S. troops in Europe and remain an active member of NATO—including the Article 5 commitment to collective defense.
"Over time, however, NATO’s European members would be expected to bear the main burden of upholding the regional balance of power, thus reducing but not eliminating America’s role in the defense of Europe. In time, a European would assume the role of NATO supreme allied commander, and the U.S. military would no longer play the leading role in the defense of Europe. It would remain an important strategic partner but more as an ally of last resort than a first responder."
https://foreignpolicy.com/2021/05/21/exactly-how-helpless-is-europe/
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Se este texto de Denny Roy tivesse sido publicado há um ano seria um escândalo que provocaria uma zaragata nos meios político-mediáticos am...
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Yes, your phone is spying on you Quartz Daily Brief | 27 Jan. 2018 If you’re using an Android phone, David Yanofsky discovers, Goog...
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Shah Gilani, um experiente e muito bem sucedido consultor de investimentos (e também uma das nossas habituais FBI's, fontes bem infor...


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